sábado, 30 de abril de 2011

Barómetro 2012 - Update

Barack Obama Alguns comentadores afirmaram que Obama cedeu aos conspiracionistas quando divulgou o seu certificado de nascimento, mas o actual inquilino da Casa Branca mostrou-se responsável e presidencial aos olhos dos cidadãos americanos.
Mitt Romney A reforma da saúde que aprovou enquanto Governador do Massachussetts continua a assombrar as suas hipóteses nas primárias republicanas. Porém, os números que obtém no New Hampshire e no Nevada continuam sólidos.
Mike Huckabee Pressionado pela FOX para se decidir, aumentam os rumores de que poderá voltar a ser candidato. Se assim for, a sua força no Iowa e na Carolina do Sul tornam o antigo Governador do Arkansas uma força a ter em conta.
Newt Gingrich Está para breve, via redes sociais, a comunicação da sua candidatura. Bem precisa de se fazer notar, já que tem estado longe dos destaques mediáticos nos últimos tempos.
Sarah Palin  O seu novo site deu que falar, mas a verdade é que não tem nenhuma estrutura de apoio nos principais Estados para as primárias.
Tim Pawlenty  A sua campanha está já bem estruturada e em pleno andamento. Contudo, continua sem conseguir afirmar-se a nível nacional.
Haley Barbour  Anunciou formalmente que não vai concorrer. Menos um nome nesta lista.
Mitch Daniels  Com Barbour fora da corrida, é bem possível que o Governador do Indiana avance e com largo apoio do establishment republicano.
John Huntsman  De regresso da China, onde foi embaixador nos últimos anos, prepara o arranque oficial da sua campanha presidencial.
Rich Santorum Tem já uma mensagem bem definida, apostando em atacar alguns pontos vulneráveis de Obama, como a reforma da saúde e o envolvimento americano na Líbia.
Chris Christie  É uma estrela no seio do Partido Republicano, mas as sondagens indicam que os seus próprios constituintes não têm uma imagem positiva do Governador de New Jersey.
Donald Trump  Está em alta nas sondagens e declarou vitória por ter obrigado Obama a revelar o seu certificado de nascimento.
Michelle Bachmann Perdeu o tema birth certificate e algum terreno entre o eleitorado mais conservador para Donald Trump.
Ron Paul  Voltará a ser candidato em 2012, porventura a abrir caminho para a candidatura do filho, Rand, em 2016 ou 2020. É o herói dos libertários norte-americanos.
Herman Cain Manteve-se irrelevante.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Obama acaba com as dúvidas

Desde que Barack Obama assumiu a presidência dos Estados Unidos, uma teoria da conspiração (um fenómeno tão norte-americano) segundo a qual Obama não teria nascido no país e, como tal, não era elegível para o cargo mais importante da nação, animou algumas facções do Partido Republicano. Apesar de repetidas e diversas investigações terem provado a falsidade de tais acusações, a verdade é que a história não desapareceu e, recentemente, tinha mesmo voltado a merecer renovadas atenções, em especial depois de Donald Trump ter feito desse tema o seu principal tópico de pré-campanha eleitoral. Contudo, hoje, Barack Obama acabou com todas teorias conspirativas, ao divulgar o seu certificado de nascimento.
Politicamente, esta é capaz de não ter sido a melhor estratégia para a reeleição de Obama, já que seria preferível deixar este assunto ser tema de debate durante as primárias republicanas, de forma a ridicularizar os candidatos do GOP perante o eleitorado. Contudo, e segundo o Chefe de Estado norte-americano, este fait-diver estava a distrair a sociedade americana de assuntos verdadeiramente importantes, o que terá levado Obama a acabar de vez com as dúvidas em torno da sua naturalidade. 
A reacção de alguns dos mais proeminentes republicanos tem sido díspar. Enquanto que alguns conhecidos birthers, como o próprio Donald Trump, declaram vitória por terem forçado o Presidente a divulgar o seu certificado de nascimento, já o establishment do GOP, na figura do Representante Eric Cantor, prefere criticar a Casa Branca pela importância atribuída a este assunto. Ou seja, mesmo depois de terminadas as dúvidas, o birth certificate de Barack Obama continua a dar que falar nos Estados Unidos. Numa altura em que a nação americana e o mundo atravessam tantos desafios, esta é mais uma prova que na discussão política o acessório ofusca, frequentemente, o essencial.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

As previsões da bola de cristal de Larry Sabato

A cerca de ano e meio de distância das eleições presidenciais de 2012, continuam a surgir as primeiras previsões dos principais especialistas. Hoje foi a vez de Larry J. Sabato apresentar, na sua bola de cristal, o  primeiro ponto de situação, através do mapa de cima. Esta é uma previsão segura, sem surpresas e que pode ter duas leituras. Enquanto que Barack Obama tem motivos para estar optimista relativamente à sua reeleição se contar como certos os Estados que surgem como likely e lean, o que lhe daria uma vantagem de 247 contra 180 votos eleitorais, já os republicanos terão mais razões para sorrir se olharem para os Estados lean como potenciais alvos de disputa, o que reduz a margem democrata para 196-170 votos eleitorais. Recordo que são 270 os votos eleitorais necessários para a vitória numa eleição presidencial nos Estados Unidos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O risco do GOP

Na passada Sexta-feira, a maioria republicana na Câmara dos Representantes aprovou um projecto para o orçamento federal que prevê um corte de 5.8 triliões (!) de dólares na despesa, durante a próxima década. Entre as medidas que seriam tomadas para diminuir a dimensão do Estado encontram-se cortes nos programas federais de assistência de saúde aos idosos (Medicare) e aos mais pobres (Medicaid). Ora, tem sido precisamente em torno destes dois programas que se tem concentrado a discórdia e a polémica entre os dois partidos. Na votação da Câmara dos Representantes, a divisão foi notória, já que todos os democratas votaram contra o plano do congressista do GOP Paul Ryan, enquanto que apenas quatro republicanos quebraram a disciplina partidária e se opuseram a esta proposta. 
É de esperar que a votação da semana passada, assim como o plano de Paul Ryan, seja um dos tópicos mais presentes na cada vez mais próxima campanha de 2012. Ao proporem-se reduzir o Medicare e o Medicaid, dois programas muito populares entre os norte-americanos, os republicanos arriscam-se a sofrer tanto ou mais danos eleitorais do que os democratas sofreram em 2010, devido à impopular reforma da saúde que fizeram aprovar no ano passado. Além disso, os democratas passam a contar com uma importante bandeira eleitoral, que poderão e deverão utilizar durante a campanha para as eleições presidenciais e legislativas contra os candidatos republicanos. Este é um grande risco assumido pelo GOP, com consequências que apenas o futuro ditará.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Palin surpreende

Quando parecia quase certo que Sarah Palin não iria concorrer à presidência dos Estados Unidos da América em 2012, eis que a antiga Governadora do Alasca lança, hoje mesmo, o seu renovado site, com uma imagem atractiva e um espaço dedicado à angariação de contactos de apoiantes e simpatizantes. Este é um passo tradicional para um político que prepara uma candidatura eleitoral e é o mais sério sinal enviado nas últimas semanas por Palin que indicia uma possível entrada na corrida à Casa Branca. De momento, as intenções de Sarah Palin continuam a ser de difícil análise, mas o melhor é não riscarmos, desde já, o seu nome da lista de possíveis candidatos ao cargo mais importante do mundo.

sábado, 16 de abril de 2011

Obama volta a descer

No início do ano, Barack Obama viu os seus números nas sondagens subirem, obtendo os melhores resultados desde meados de 2009. Na altura, essa subida de popularidade foi atribuída à sua resposta ao atentado de Tucson, assim como ao acordo bipartidário que estabeleceu com a oposição republicana para a extensão dos cortes fiscais da era Bush. Contudo, escassos meses depois, os seus números de favorabilidade voltaram a cair em terreno negativo. Segundo os resultados agregados do Real Clear Politics, 46,5% dos norte-americanos aprovam o trabalho do Presidente, enquanto que 48,4% estão insatisfeitos com o actual inquilino da Casa Branca. Os números de Obama no Pollster são ainda piores, com um rácio negativo de quatro pontos percentuais. Mais más notícias para o antigo Senador do Illinois vieram ontem da Gallup, que divulgou os resultados da sua mais recente tracking poll, onde Obama igualou os seus piores resultados de sempre, com apenas 41% dos inquiridos a declarar-se satisfeito com o trabalho do Presidente.
Não existem explicações muito consistentes para a quebra de popularidade de Obama.  A forma como lidou com a situação na Líbia, com constantes contradições, pode ter tido alguma influência, mas é sabido que são as questões internas que mais influenciam os eleitores. Assim, o aumento da subida da gasolina e a controvérsia em torno das negociações no Congresso para a aprovação de um orçamento federal podem ter prejudicado a imagem de Obama junto do eleitorado. É ainda cedo para saber se esta descida de Obama é um fenómeno temporário - como foi o seu bump de Janeiro/Fevereiro - ou se por detrás desta queda de popularidade se esconde algo de mais sustentável e duradouro. Seja como for, a verdade é que David Axelrod, David Plouffe e companhia têm muito trabalho para a frente para conseguirem reeleger Barack Obama.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Obama anuncia plano para o défice

Barack Obama proferiu ontem, na Universidade George Washington, um discurso onde, em cerca de 45 minutos, apresentou o seu plano para a redução do défice federal em 4 triliões de dólares nos próximos 12 anos. No centro da sua proposta estão a criação de novos impostos para os mais ricos, além da não-renovação dos cortes fiscais da era Bush. Anunciou ainda a formação de uma comissão, liderada pelo Vice-presidente Joe Biden, que negociará com o Congresso a chegada a um acordo relativamente ao défice.
Esta comunicação foi apenas anunciada no Domingo passado, por David Axelrod, tendo apanhado de surpresa a oposição republicana, que tinha apresentado, recentemente, o seu plano para a redução de défice, através do seu "guru" para as questões fiscais, o congressista Paul Ryan, que esteve presente no discurso de Obama. Aliás, o seu plano foi duramente atacado pelo Presidente, que prometeu não tocar nos programas de Saúde Medicare e Medicaid, que, segundo o plano de Ryan, seriam, respectivamente, privatizados e cortados. O GOP contra-atacou, afirmando que Obama não apresentou nada de concreto, tendo-se limitado a fazer um discurso de campanha eleitoral.
Já a base liberal do Partido Democrata, que exigia há muito tempo o aumento de impostos para os americanos mais ricos, recebeu de forma bem mais positiva o discurso do Presidente. Depois de várias semanas em que adoptou uma postura mais moderada e distanciada dos partidos, Obama surgiu ontem com uma nova vivacidade e com uma nítida viragem à Esquerda nas ideias que apresentou. O plano apresentado pode ter, de facto,  o condão de animar e reunir as bases democratas em torno do seu Presidente, com quem não tem mantido uma relação tão quente quanto seria expectável depois da vitória de Obama em 2008, mas que serão fundamentais para garantir a sua reeleição no próximo ano.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Crise evitada

Na passada Sexta-feira, e praticamente no último minuto, foi evitado o encerramento do governo federal norte-americano, com a chegada a um acordo relativamente ao orçamento, entre democratas e republicanos. Era já perto da meia noite na costa leste dos Estados Unidos, quando foi anunciado um compromisso entre os dois lados, que prevê o corte na despesa de 38 milhões de dólares, o maior da história.
Este acordo representa uma espécie de empate entre as duas forças políticas. Por um lado, o Partido Democrata, em minoria na Câmara dos Representantes, o órgão responsável pelo orçamento federal, conseguiu reduzir em 22 milhões de dólares o corte inicialmente pretendido pelos republicanos. Por outro lado, o GOP alcançou um corte significativo na despesa, evitando, ao mesmo tempo, a suspensão da administração federal, o que teria, presumivelmente, consequências danosas para a imagem do partido junto do povo americano.
Duas figuras emergiram, a meu ver, vitoriosas de todo este complexo e demorado processo. John Boehner, o Speaker da Câmara dos Representantes, não repetiu os erros de Newt Gingrich, em 1995, e conseguiu um significativo corte na despesa, evitando o shutdown. Por sua vez, Barack Obama, ao distanciar-se da luta partidária e da facção mais liberal no interior do seu partido, continuou a marcar pontos junto do eleitorado independente (que decide as eleições), estabelecendo-se como uma figura moderada e que possibilita os compromissos bipartidários.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A queda de Palin

Até há relativamente pouco tempo, Sarah Palin era considerada uma das grandes favoritas na disputa pela nomeação presidencial do Partido Republicano. Contudo, actualmente, a estrela da ex-Governadora do Alasca perdeu grande parte do seu brilho e poucos consideram que Palin entrará sequer na corrida presidencial. O mais provável é que prefira manter a sua presença (bem remunerada) na Fox News e assumir-se como uma das kingmakers do Partido Republicano, em vez de entrar numa contenda que sabe, à partida, ser uma causa perdida.
E essa poderá ser mesmo a escolha acertada, já que, segundo uma sondagem da NBC e do Wall Street Journal, apenas 25% dos americanos têm uma visão favorável da candidata à vice-presidência pelo GOP em 2008, enquanto que 53% a vêem de forma negativa. Vida difícil para um dos maiores fenómenos políticos da história dos Estados Unidos, mas que tem tido dificuldades em assumir-se perante o público como uma figura séria e de confiança. E os reality shows não ajudam.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Barack Obama 2012

Através deste vídeo colocado seu site, BarackObama.com, o Presidente dos Estados Unidos anunciou a sua recandidatura à Casa Branca.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Barómetro 2012 - Update

Barack Obama  O desemprego continua a descer, mas as contradições da sua administração no que diz respeito à situação líbia indiciam falta de liderança.
Mitt Romney  Ter um antigo assessor a afirmar que a reforma da saúde no Massachusetts foi a base do Obamacare não o ajudará nas primárias do GOP.
Mike Huckabee  Ainda é o melhor posicionado nas sondagens, mas tarda em movimentar-se no sentido de se candidatar.
Newt Gingrich  Irá anunciar as suas intenções no dia 1 de Maio.
Sarah Palin Os seus números de popularidade continuam em queda livre.
Tim Pawlenty Anunciou a sua candidatura com um vídeo de belo efeito no Facebook.
Mitch Daniels  Continua sem definir a sua situação, mas vai lançar um livro, o que é um passo tradicional para um político em pré-campanha.
John Huntsman Uma sondagem no Utah, o seu home state, coloca-o atrás de Romney.
Rich Santorum Continua muito activo e já anunciou que irá estar no primeiro debate das primárias republicanas.
Chris Christie Ataca Barack Obama ao mesmo tempo que angaria muito dinheiro para o GOP.
Haley Barbour  A sua mulher afirmou-se horrorizada com a ideia de uma possível campanha presidencial.
Michelle Bachmann Foi quem mais dinheiro angariou no 1º trimestre de 2011.
Donald Trump Pelos vistos, o grande tema da sua campanha será mesmo a nacionalidade de Obama.
Ron Paul Será ele ou o seu filho Rand o candidato da família Paul a concorrer à Presidência em 2012?

Herman Cain Dá o seu apoio a Trump nas questões birthers.

quinta-feira, 31 de março de 2011

2012: uma fraca colheita para o GOP

Hoje é o último dia de Março e a campanha eleitoral para as primárias presidenciais do Partido Republicano ainda não arrancou verdadeiramente. Este atraso no ínicio das hostilidades é invulgar, mas o que tem dado que falar é a escassa qualidade do leque de candidatos a conseguir a nomeação republicana.

Neste ponto do campeonato, a grande maioria dos nomes que poderiam colocar mais problemas à reeleição de Barack Obama já puseram de parte a possibilidade de concorrer no próximo ano. Entre as novas estrelas do GOP, só o inelegível Rand Paul tem sugerido que poderá entrar na corrida, enquanto que figuras como Marco Rubio ou Chris Christie, estes sim, potenciais "perigos" para Obama, já afirmaram que não serão candidatos. Também Jeb Bush, irmão mais novo do 43º Presidente e antigo Governador da Florida, já negou a possibilidade de tentar chegar à Casa Branca no próximo ano. À imagem de Rubio e Christie, ainda há pouco tempo no palco principal da política americana, Jeb deverá estar à espera de 2016, onde é presumível que o seu último nome não esteja tão presente, pelas piores razões, nas memórias dos norte-americanos.
A nomeação de alguém como Newt Gingrich, Sarah Palin, Michelle Bachman, Rick Santorum, ou mesmo Donald Trump (que insiste em fazer da nacionalidade de Obama a sua principal bandeira eleitoral) seria um tiro no pé de dimensões históricas para o Partido Republicano. Tradicionalmente, o GOP é bastante pragmático nas suas escolhas, mas, como se viu em 2010, a força dos movimentos Tea Party e da ala mais conservadora do partido pode fazer a balança ideológica pender demasiadamente para a Direita nas próximas primárias.

Por outro lado, também os candidatos mais moderados e com melhores hipóteses de apelarem ao centro têm os seus handicaps. Mitt Romney, o principal favorito a conseguir a nomeação, enfrentará grandes dificuldades durante as primárias e ainda não se sabe como irá ultrapassar o facto de, enquanto governador do Massachussetts, ter aprovado uma reforma de saúde muito idêntica ao "infame" Obamacare que será, sem dúvida, um dos temas principais durante as primárias republicanas. Já Tim Pawlenty, ex-Governador do Minnesotta, sofre de um problema de falta de notoriedade, que tarda em conseguir ultrapassar.

Por tudo isto se percebe que, numa altura em que a economia americana não recupera ao nível do que seria desejável para um sitting President, o facto de Barack Obama ser apontado como o claro favorito para vencer as eleições presidenciais de 2012 tem muito a ver com a falta de adversários à sua altura do outro lado da barricada.

terça-feira, 29 de março de 2011

No interior da Casa Branca

O National Journal presenteou-nos com mais uma preciosidade. Agora, através deste fabuloso mapa interactivo, oferece-nos uma visita guiada ao interior da Casa Branca de Barack Obama, vendo quem é quem e onde está. A não perder!

sábado, 26 de março de 2011

Geraldine Ferraro (1935-2011)

Faleceu, aos 75 anos de idade, a primeira mulher a fazer parte de um ticket presidencial, sendo a candidata a vice-presidente de Walter Mondale, em 1984. O entusiasmo gerado em torno da sua candidatura não impediu, porém, que, nesse ano, os candidatos democratas fossem copiosamente democratas por Ronald Reagan. Hoje, Geraldine Ferraro perdeu uma nova batalha, desta vez contra o cancro. Contudo, nos Estados Unidos,o seu nome fica para sempre na história da política e dos direitos das mulheres.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O mundo gosta de Obama

Apesar de, desde a sua eleição como Presidente dos Estados Unidos, ter perdido alguma popularidade entre os norte-americanos, Barack Obama continua em alta no resto do mundo. Segundo uma sondagem da Gallup, o primeiro afro-americano a chegar à Casa Branca é o líder mundial visto de forma mais favorável pelos cidadãos de mais de cem países, conseguindo uma larga vantagem para os seus mais directos perseguidores, Angela Merkel e Nicola Sarkozy. Mais flagrante ainda é a discrepância relativamente ao seu antecessor, George W. Bush, que, no seu último ano à frente dos destinos da América, 2008, ficava apenas à frente do chefe de Estado chinês. 
Para estes resultados, muito deve ter contribuído a postura adoptada por Obama, desde que chegou à Sala Oval, no que diz respeito às relações externas. Em ruptura com os anos Bush, a nova administração tem procurado incrementar uma política de abertura e diálogo, em detrimento de medidas de cariz unilateral. Fica, assim, por demais evidente que Obama tem conseguido cumprir uma das suas promessas eleitorais: a melhoria da imagem do seu país no mundo. Infelizmente para si, são apenas os cidadãos americanos que votam nas eleições dos Estados Unidos.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Rand Paul testa as águas

Em 2009 e 2010, o Partido Republicano obteve importantes vitórias eleitorais, entre eleições para a Câmara dos Representantes, o Senado e governos estaduais. Nesse período, emergiram novas estrelas do partido, que representam uma vaga de políticos republicanos com sangue novo e capacidade de catapultarem o GOP para os sucessos de que andaram afastados entre 2006 e 2008. Entre essas rising stars, destacaram-se nomes como os de Chris Christie, Bob McDonnel, Marco Rubio ou Rob Portman. Contudo, todos eles têm afastado a possibilidade de entrarem na corrida presidencial já em 2012, provavelmente à espera de uma melhor oportunidade do que num ano onde teriam de enfrentar um presidente em exercício.
Assim, e quando já não se esperava que nenhum destes "jovens lobos" republicanos participasse nas primárias republicanas de 2012, eis que Rand Paul, recentemente eleito Senador pelo Kentucky, sugere estar a ponderar uma candidatura à Casa Branca, tendo visitado a Carolina do Sul, um dos early states, para discutir essa possibilidade. Adiantou, porém, uma única certeza: não concorrerá contra o seu pai, Ron Paul, congressista do Texas, e candidato presidencial em 2008.
Apesar de o mais recente Senador pelo Kentucky ter diminutas hipóteses de conseguir a nomeação pelo seu partido, poderia mobilizar a ala libertária do Partido Republicano e, à imagem do que aconteceu com o seu pai em 2008, criar um movimento de entusiasmo à sua volta. Além disso, é agora muito mais conhecido a nível nacional do que era o seu pai no último ciclo eleitoral e o calendário das primárias favorece-o, podendo conseguir bons resultados no Iowa, com o seu eleitorado conservador, e no New Hampshire, onde existem muitos eleitores com tendências libertárias. 
A entrada de Paul na corrida seria, sem dúvida, um motivo de interesse acrescido numa contenda que teima em iniciar-se e ameaça tornar-se pouco cativante. De qualquer forma, uma coisa é certa: Rand Paul não será o próximo Presidente dos Estados Unidos.

terça-feira, 22 de março de 2011

Pawlenty anuncia candidatura

Tim Pawlenty anunciou ontem, através da sua página no Facebook, que irá ser candidato à Casa Branca em 2012. Não se trata de nenhuma surpresa, pois T-Paw, como gosta de ser conhecido, era já uma certeza para a corrida eleitoral. Contudo, como se trata do primeiro candidato de primeira linha a entrar formalmente em campanha, o antigo governador do Minnesota pode incentivar outras figuras, como Mitt Romney ou Newt Gingrich a entrarem oficialmente na contenda.
O facto de Pawlenty ter anunciado a sua candidatura através de um vídeo na mais famosa rede social do mundo é uma prova da importância crescente das novas tecnologias e formas de comunicação na política. Em 2008, Barack Obama foi o campeão nesse campo, batendo os seus adversários por larga margem. Contudo, em 2012, o mais provável é que os republicanos, com a lição bem aprendida, tudo façam para anular a desvantagem face ao Presidente no que diz respeito à presença na Internet e nas redes sociais. E este anúncio de Pawlenty é um bom primeiro passo nesse sentido.
Em relação às hipóteses eleitorais de Tim Pawlenty, ainda é cedo para se realizar um prognóstico definitivo. O facto de ter sido o primeiro político "sério" a anunciar a candidatura advém do seu maior problema: é pouco conhecido fora do Minnesota. Assim sendo, precisa de mais tempo sob os holofotes para que os americanos se familiarizem consigo do que nomes feitos como Romney, ou Gingrich. Contudo, numa altura em que parece provável que nem Sarah Palin nem Mike Huckabee entrem na luta pela nomeação do GOP, o campo está mais aberto do que nunca e Pawlenty, com as suas credenciais conservadoras, de contenção fiscal e com experiência executiva, pode ser uma força a ter em conta.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Barómetro Eleições Presidenciais 2012

Inauguro hoje uma nova funcionalidade do Máquina Política e que continuará até Novembro 2012, quando tiverem lugar as eleições presidenciais norte-americanas. O Barómetro 2012, que tentarei manter sempre actualizado, seguirá as tendências e a mudanças no momentum de cada um dos candidatos à Casa Branca, de forma a que possamos ter uma melhor percepção do estado da corrida. Em estreia absoluta, aqui fica a primeira "tomada de pulso" ao campo de candidatos ao cargo de homem (ou mulher) mais importante do mundo. Na barra lateral, encontra-se a tabela do barómetro, em que sentido e a cor das setas indicam a actual tendência da campanha de cada um dos candidatos (ou aspirantes a candidatos).
Barack Obama Com o desemprego a diminuir, o Presidente pode ter a reeleição facilitada
Mitt Romney Continua como o frontrunner e o principal favorito a conquistar a nomeação pelo GOP.
Mike Huckabee Os seus recentes comentários sobre a naturalidade de Obama podem prejudica-lo junto do eleitorado independente. Continua sem dar sinais de que irá concorrer.
Newt Gingrich A confusão em torno do anúncio oficial da sua candidatura não augura nada de bom para a campanha presidencial que se avizinha.
Sarah Palin Cada vez são menos aqueles que acreditam que irá tentar chegar à Casa Branca.
Tim Pawlenty Pode ser um dos principais beneficiados das prováveis não candidaturas de Palin e Huckabee.
Mitch Daniels Continua a dizer que não vai concorrer e é bem possível que esteja a dizer a verdade.
John Huntsman Os elogios que lhe são endereçados por Obama são tudo menos benéficos.
Rich Santorum Esteve recentemente no New Hampshire, mas a sua verdadeira força deverá estar no Iowa.
Chris Christie Diz que não é candidato, mas poderia constituir a maior ameaça a Barack Obama.
Haley Barbour O seu comportamento indicia que irá mesmo tentar a sua sorte.
Michelle Bachmann Não tem descurado as visitas aos Early States e o Tea Party adora-a.
Donald Trump Continua a querer assumir-se como um candidato sério. Contudo, duvidar da nacionalidade de Obama não será a melhor estratégia.
Ron Paul O voto da ala libertária está garantido, mas isso não chega para se vencer o que quer que seja.

Herman Cain → A sua candidatura já é oficial, mas é duvidoso que chegue a entrar nas contas da luta pela nomeação republicana.