Estamos a mais de dois anos da eleição presidencial de 2016 (ou a 14 meses do início das primárias) e foram já várias as dezenas de nomes falados para a corrida que decidirá o sucessor de Barack Obama. Segundo o The Hill, são exactamente 64 os políticos que já foram, de uma forma ou de outra, sugeridos como possíveis candidatos presidenciais. O panorama da campanha só começará a ficar definido a partir do início do próximo ano, mas, até lá, é sempre interessante percorrer esta lista e começar a fazer as primeiras apostas.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
quinta-feira, 31 de março de 2011
2012: uma fraca colheita para o GOP
Hoje é o último dia de Março e a campanha eleitoral para as primárias presidenciais do Partido Republicano ainda não arrancou verdadeiramente. Este atraso no ínicio das hostilidades é invulgar, mas o que tem dado que falar é a escassa qualidade do leque de candidatos a conseguir a nomeação republicana.
Neste ponto do campeonato, a grande maioria dos nomes que poderiam colocar mais problemas à reeleição de Barack Obama já puseram de parte a possibilidade de concorrer no próximo ano. Entre as novas estrelas do GOP, só o inelegível Rand Paul tem sugerido que poderá entrar na corrida, enquanto que figuras como Marco Rubio ou Chris Christie, estes sim, potenciais "perigos" para Obama, já afirmaram que não serão candidatos. Também Jeb Bush, irmão mais novo do 43º Presidente e antigo Governador da Florida, já negou a possibilidade de tentar chegar à Casa Branca no próximo ano. À imagem de Rubio e Christie, ainda há pouco tempo no palco principal da política americana, Jeb deverá estar à espera de 2016, onde é presumível que o seu último nome não esteja tão presente, pelas piores razões, nas memórias dos norte-americanos.
Neste ponto do campeonato, a grande maioria dos nomes que poderiam colocar mais problemas à reeleição de Barack Obama já puseram de parte a possibilidade de concorrer no próximo ano. Entre as novas estrelas do GOP, só o inelegível Rand Paul tem sugerido que poderá entrar na corrida, enquanto que figuras como Marco Rubio ou Chris Christie, estes sim, potenciais "perigos" para Obama, já afirmaram que não serão candidatos. Também Jeb Bush, irmão mais novo do 43º Presidente e antigo Governador da Florida, já negou a possibilidade de tentar chegar à Casa Branca no próximo ano. À imagem de Rubio e Christie, ainda há pouco tempo no palco principal da política americana, Jeb deverá estar à espera de 2016, onde é presumível que o seu último nome não esteja tão presente, pelas piores razões, nas memórias dos norte-americanos.
A nomeação de alguém como Newt Gingrich, Sarah Palin, Michelle Bachman, Rick Santorum, ou mesmo Donald Trump (que insiste em fazer da nacionalidade de Obama a sua principal bandeira eleitoral) seria um tiro no pé de dimensões históricas para o Partido Republicano. Tradicionalmente, o GOP é bastante pragmático nas suas escolhas, mas, como se viu em 2010, a força dos movimentos Tea Party e da ala mais conservadora do partido pode fazer a balança ideológica pender demasiadamente para a Direita nas próximas primárias.
Por outro lado, também os candidatos mais moderados e com melhores hipóteses de apelarem ao centro têm os seus handicaps. Mitt Romney, o principal favorito a conseguir a nomeação, enfrentará grandes dificuldades durante as primárias e ainda não se sabe como irá ultrapassar o facto de, enquanto governador do Massachussetts, ter aprovado uma reforma de saúde muito idêntica ao "infame" Obamacare que será, sem dúvida, um dos temas principais durante as primárias republicanas. Já Tim Pawlenty, ex-Governador do Minnesotta, sofre de um problema de falta de notoriedade, que tarda em conseguir ultrapassar.
Por tudo isto se percebe que, numa altura em que a economia americana não recupera ao nível do que seria desejável para um sitting President, o facto de Barack Obama ser apontado como o claro favorito para vencer as eleições presidenciais de 2012 tem muito a ver com a falta de adversários à sua altura do outro lado da barricada.
Por outro lado, também os candidatos mais moderados e com melhores hipóteses de apelarem ao centro têm os seus handicaps. Mitt Romney, o principal favorito a conseguir a nomeação, enfrentará grandes dificuldades durante as primárias e ainda não se sabe como irá ultrapassar o facto de, enquanto governador do Massachussetts, ter aprovado uma reforma de saúde muito idêntica ao "infame" Obamacare que será, sem dúvida, um dos temas principais durante as primárias republicanas. Já Tim Pawlenty, ex-Governador do Minnesotta, sofre de um problema de falta de notoriedade, que tarda em conseguir ultrapassar.
Por tudo isto se percebe que, numa altura em que a economia americana não recupera ao nível do que seria desejável para um sitting President, o facto de Barack Obama ser apontado como o claro favorito para vencer as eleições presidenciais de 2012 tem muito a ver com a falta de adversários à sua altura do outro lado da barricada.
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
2012: O campo republicano (Parte III)
Continuando a "viagem" pelo campo de possíveis candidatos presidenciais republicanos em 2012, e depois das "estrelas" e dos representantes do establishment republicano, hoje é a vez dos políticos mais próximos dos Tea Party e que deverão carregar o estandarte das facções republicanas mais conservadoras na disputa pela nomeação do GOP (além de Sarah Palin e Micke Huckabee, que já foram referidos no primeiro post).
Ron Paul - O pai do mais recente Senador do Kentucky, Rand Paul, é também um dos principais mentores do movimento Tea Party. Com as suas posições libertárias tem atraído um grupo de apoiantes, jovens e entusiastas, organizados principalmente pela Internet. Durante a campanha presidencial de 2008 foi uma espécie de patinho feio, já que era o único dos candidatos republicanos a defender a retirada do Iraque. Apesar dos seus 75 de idade, volta agora a ser falado como um possível participante na corrida de 2012. Porém, como disse ontem Donald Trump, Paul é inelegível.
Michele Bachmann - A congressista do Minnesota tem sido uma das vozes mais críticas da administração Obama. As suas incursões pelo Iowa, onde se realiza o primeiro momento das primárias, levantaram rumores de que poderia estar a preparar uma candidatura à Casa Branca. Recentemente, foi notícia por ter sido a responsável pela resposta oficial dos Tea Party ao discurso do State of the Union de Barack Obama. Não será, de forma nenhuma, a nomeada do GOP.
Rick Santorum - Antigo congressista e senador pela Pennsylvania, Santorum ficou marcado politicamente pela sua estrondosa derrota (ficou a 18% do seu adversário democrata) em 2006, quando procurava um terceiro mandato no Senado. Extremamente conservador, tanto a nível social como económico, tem-se posicionado de forma a poder concorrer em 2012. A sua recente polémica com Sarah Palin parece indicar isso mesmo.
Jim DeMint - Eleito para o Senado em 2004 pelo Estado da Carolina do Sul, DeMint é um dos membros mais conservadores da câmara alta, fazendo dele um dos senadores preferidos dos Tea Party. Em 2010, foi, a par de Sarah Palin, o principal kingmaker nas primárias republicanas, tendo apoiado frequentemente os candidatos mais conservadores em detrimento dos moderados, em alguns casos com resultados negativos (como no Nevada e no Delaware). Dificilmente será candidato à Casa Branca, mas já afirmou que daria um bom commander-in-chief e se vir o seu espaço político fracamente representado poderá avançar ele próprio.
Herman Cain - O mais insólito dos integrantes deste grupo é também o único que já anunciou formalmente a sua candidatura à presidência dos Estados Unidos. Multifacetado, é mais conhecido por ter sido CEO de uma cadeia de pizzarias. Apesar de ter marcado inúmeras presenças como orador em eventos dos Tea Party, Cain nunca exerceu nenhum cargo político, tendo sido derrotado nas primárias republicanas quando tentou ser eleito para o Senado pelo seu Estado da Geórgia. Não passará de um mero also-run.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
2012: O campo republicano (Parte II)
Dado que o leque de possíveis candidatos a conseguirem a nomeação republicana para as eleições presidenciais de 2012 é, de facto, muito vasto, optei por dividir os políticos em diferentes grupos, com cada grupo a merecer o post respectivo. Ontem, abordei os quatro políticos mais conhecidos e mediáticos que estão a "flirtar" com a ideia de uma possível candidatura à Casa Branca. Hoje, é a vez dos candidatos do establishment republicano: bem integrados no sistema partidário, com experiência relevante e que terão de disputar o espaço mais moderado no interior do GOP.
Tim Pawlenty - O até à pouco mais de um mês Governador do Minnesota é um candidato mais que anunciado à corrida à Casa Branca, em 2012. Marcou presença na shortlist para a vice-presidência do ticket de John McCain, tendo sido preterido a favor de Sarah Palin. Tem feito inúmeras visitas aos primeiros Estados a irem a votos nas primárias, mas continua com problemas em afirmar-se como uma figura nacional. Muito dificilmente será o nomeado republicano.
Jon Huntsman - O antigo Governador do Utah tem uma história curiosa. Depois de chegar à Casa Branca, Obama nomeou-o Embaixador para a China, porventura o posto diplomático mais importante da actualidade. Consta que essa foi uma medida preventiva do staff presidencial, que temia uma candidatura de Huntsman em 2012. Contudo, Jon Huntsman demitiu-se este mês do seu cargo em Pequim e o seu regresso ao EUA tem levado a que se fale numa corrida à Casa Branca. A sua experiência executiva e em relações externas fazem dele um candidato presidencial formidável. Todavia, ter servido na administração Obama e o facto de ser pouco conhecido do grande público podem prejudicá-lo nas primárias republicanas.
Haley Barbour - Barbour é o protótipo do candidato do establishment. Governador do Mississippi, antigo chairman do Republican National Committee e actual líder da Associação de Governadores Republicanos, goza de uma grande popularidade no interior da estrutura partidária do GOP. Surgiram mesmo rumores que indicavam a vontade de alguns governadores republicanos juntarem forças para garantirem que Haley Barbour obtinha a nomeação. A sua capacidade de angariar dinheiro fazem dele um nome a ter em conta, mas é duvidoso que conseguisse atrair muitos votos fora do Sul dos EUA.
Mitch Daniels - Actualmente à frente dos destinos do Estado do Indiana, Daniels é uma das maiores esperanças dos republicanos moderados e que vêm nele o perfil de um candidato presidencial que poderá derrotar Obama: com experiência executiva (como Governador), orçamental (foi director do Office of Management and Budget) e de segurança (esteve no National Security Council). Porém, a sua atitude moderada relativamente aos assuntos sociais (chegou a sugerir uma trégua bipartidária em relação a estes temas) pode prejudicá-lo numas primárias republicanas presumivelmente discutidas à Direita.
John Thune - É o único deste grupo sem experiência no ramo executivo, já que fez a sua carreira política principalmente no Congresso, primeiro como congressista e depois como Senador. Foi, aliás, a sua vitória nas eleições para o Senado, onde derrotou o na altura líder da maioria democrata, Tom Daschle, na corrida por um dos assentos do Dakota do Sul, que o lançou para as primeiras páginas dos jornais. Apesar de ter recentemente afirmado que estava a considerar uma candidatura, os factos parecem indicar o contrário, visto que ainda não realizou nenhum dos early states nem está a angariar o dinheiro que seria necessário para entrar na corrida.
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
A 18 meses do Iowa
Quando estamos a sensivelmente ano e meio de distância do caucus do Iowa, o primeiro e decisivo acto do processo de primárias, a situação no campo republicano continua bastante tranquila, com o leque de candidatos a candidatos a pretender adiar ao máximo o pontapé de saída na campanha eleitoral para as presidenciais de 2012. Contudo, além de "incontornáveis", como Sarah Palin, Mitt Romney ou Mike Huckabee, outros nomes começam a surgir com mais insistência, como são os casos de Mitch Daniels, Haley Barbour ou John Thune.Os concorrentes ao lugar actualmente na pertença de Barack Obama estão, então, a aguardar o desfecho das eleições intercalares de Novembro, mas isso não impede que continuem a surgir sondagens sobre as primárias do GOP que irão decidir quem desafiará Obama na eleição geral. Saiu hoje um novo estudo de opinião, da autoria do The Iowa Republican, que coloca Mike Huckabee na frente da corrida no Iowa com 22% dos votos, ficando Romney a 4 pontos percentuais, Newt Gingrich (algo surpreendentemente) em terceiro com 14% e só depois Palin com 11% das intenções de voto. No campeonato dos pequenos, o libertário Ron Paul consegui 5%, enquanto Tim Pawlenty e John Thune quedaram-se pelo 1%.
A vitória de Huckabee não surpreende, visto que o antigo governador do Arkansas foi o vencedor do caucus do Iowa em 2008, mas estes números permitem tirar algumas indicações, especialmente a má prestação de Sarah Palin e o bom resultado de Gingrich. Fazendo um pouco de futurologia, é provável que após os dois primeiros momentos das primárias - o caucus do Iowa e as primárias de New Hampshire - a corrida esteja em grande parte limitada a dois candidatos principais: um moderado, como Romney ou Pawlenty, e um representante da ala mais conservadora do GOP, como Palin, Huckabee ou Gingrich. Desta feita, tendo em conta que Mitt Romney é o grande favorito no New Hampshire, Estado vizinho do seu Massachusetts, o Iowa assume-se como o momento-chave para os candidatos mais conservadores. Assim, estes números não são nada animadores para Sarah Palin, mas, por outro lado, podem entusiasmar Gingrich a uma eventual candidatura.
Claro que estas sondagens têm um valor limitado, numa altura em que ainda não há candidatos oficiais e em que as grandes figuras beneficiam do facto de o seu nome ser reconhecido pela maioria, enquanto que possíveis outsiders, como Pawlenty ou Mitch Daniels, pouco conhecidos a nível nacional, podem vir a beneficiar de uma campanha de proximidade, como é norma no Iowa. De qualquer forma, é sempre bom irmos vendo alguns dados, que comecem a abrir o apetite para as importantes e emocionantes decisões que estão para vir.
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