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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Um Sábado em cheio

O Sábado que passou foi um dia recheado de importantes novidades relativas à disputa pela nomeação presidencial do Partido Republicano. Começou logo pela manhã, com a Ames Straw Poll, que resultaria numa consistente vitória para Michelle Bachmann, estendeu-se pela tarde, com o anúncio da candidatura de Rick Perry, e terminou já na madrugada e manhã do dia seguinte, com a desistência de Tim Pawlenty da corrida à Casa Branca.
No Iowa, ou, para ser mais preciso, em Ames, Michelle Bachmann provou que é a principal favorita a triunfar, no início do próximo ano, o caucus do Iowa, depois de vencer a Straw Poll, que, apesar de não passar de um evento informal, costuma ser um bom indicador do futuro vencedor do primeiro momento das primárias presidenciais. Com  4823 dos 16892 votos, a congressista do Minnesota bateu a concorrência, apesar de Ron Paul ter ficado a uma curta distância, angariando 4671 votos. Em terceiro lugar ficou Pawlenty que hipotecou, assim, a hipótese de conseguir um novo ímpeto para a sua campanha, que, devido aos fracos números que vinha a obter nas sondagens, estava necessitada de uma vitória, ou, pelo menos, de um forte segundo lugar neste evento no Iowa. Fora do Top 3 ficaram, por esta ordem, Rick Santorum, Herman Cain, Rick Perry (como write-in), Mitt Romney, Newt Gingrich e John Huntsman.
Ao mesmo tempo que decorria a Straw Poll no Iowa, Rick Perry anunciava a sua candidatura à presidência, tal como era esperado há já alguns dias. O seu timing foi perfeito, visto que ofuscou parcialmente o triunfo de Bachmann, com quem, ao que tudo indica, disputará a vitória no caucus do Iowa. O Governador do Texas entra automaticamente para o topo dos favoritos para conseguir a nomeação republicana. Estando à frente do segundo maior Estado da União e contando com bons contactos e apoios tanto no establishment republicano como entre os eleitores mais conservadores, Perry deverá ser o grande adversário de Mitt Romney na luta pela nomeação do GOP.
Tim Pawlenty é que é já uma carta fora do baralho. Depois do decepcionante terceiro lugar na Ames Straw Poll, não restava ao antigo Governador do Minnesota mais nenhum caminho que o pudesse levar à nomeação. Sem dinheiro e sem momentum, Pawlenty, depois de uma conference call com os seus principais assessores e de uma conversa com a sua esposa, anunciou que desistia da sua candidatura presidencial. Terminou assim a campanha de um candidato que chegou a ser apontado como um dos principais favoritos à vitória, mas que se mostrou incapaz de se tornar uma referência nacional e um concorrente credível pela nomeação presidencial republicana. 
No fim de contas, este fim-de-semana veio, sem dúvida, clarificar o estado da corrida presidencial republicana. Agora, parece evidente que o nomeado do GOP será, salvo qualquer surpresa, Mitt Romney ou Rick Perry, restando a Michelle Bachmann o papel de favorita da direita religiosa, à imagem de Mike Huckabee em 2008. Contudo, se vencer no Iowa e conseguir atrair muitos eleitores conservadores, Bachmann pode tornar-se uma ameaça para Rick Perry, que também almeja convencer o eleitorado de Direita. Temos, portanto, muitos pontos de interesse para seguir nos já menos de seis meses que faltam até ao caucus do Iowa. A corrida está lançada!

terça-feira, 14 de junho de 2011

A surpresa Bachman e a desilusão Pawlenty

Apesar de faltarem ainda oito meses para o caucus do Iowa, o primeiro momento das primárias presidenciais norte-americanas, podem já ser retiradas algumas ilações do debate de ontem à noite, onde estiveram frente-a-frente os já assumidos candidatos a conseguir a nomeação pelo Partido Republicano.
Michelle Bachman foi, quase unanimemente, considerada a vencedora do debate. Começou bem e conseguiu chamar as atenções para si, ao anunciar oficialmente a sua candidatura à Casa Branca e foi autora de uma das frases mais aplaudidas da noite, quando afirmou decisivamente que Barack Obama será um presidente de um só mandato. Depois da prestação da congressista do Minnesota, parecendo sempre confiante e assertiva, Sarah Palin deverá ter muitas razões para estar preocupada, visto que ambas disputariam o mesmo grupo do eleitorado republicano. 
Em sentido contrário, Tim Pawlenty foi a desilusão da noite. Depois de, na véspera, ter atacado duramente a reforma da saúde aprovada por Mitt Romney enquanto Governador do Massachusetts, não deu seguimento a essa táctica agressiva, optando por se esquivar das perguntas dos jornalistas da CNN, que lhe tentaram arrancar novas tiradas mais "picantes". Assim, o antigo Governador do Minnesota perdeu uma excelente oportunidade para se colocar como o candidato anti-Romney, visto com desconfiança por muitos eleitores conservadores, e, pelo contrário, pareceu fraco e incapaz de se impor no palco principal da política norte-americana.
Mitt Romney, que carrega o estatuto de principal favorito à vitória final, foi também um dos vencedores da noite, já que, ao contrário do que seria de esperar, nenhum dos seus adversários optou por lhe fazer frente, preferindo Barack Obama como o principal alvo de críticas. Outra conclusão que pode ser retirada do debate é que há ainda espaço para uma outra candidatura, porventura de alguém com credenciais conservadoras, mas que possa contar com o apoio do establishment republicano. Nesse sentido, o Governador do Texas, Rick Perry, é um nome cada vez mais falado.


terça-feira, 22 de março de 2011

Pawlenty anuncia candidatura

Tim Pawlenty anunciou ontem, através da sua página no Facebook, que irá ser candidato à Casa Branca em 2012. Não se trata de nenhuma surpresa, pois T-Paw, como gosta de ser conhecido, era já uma certeza para a corrida eleitoral. Contudo, como se trata do primeiro candidato de primeira linha a entrar formalmente em campanha, o antigo governador do Minnesota pode incentivar outras figuras, como Mitt Romney ou Newt Gingrich a entrarem oficialmente na contenda.
O facto de Pawlenty ter anunciado a sua candidatura através de um vídeo na mais famosa rede social do mundo é uma prova da importância crescente das novas tecnologias e formas de comunicação na política. Em 2008, Barack Obama foi o campeão nesse campo, batendo os seus adversários por larga margem. Contudo, em 2012, o mais provável é que os republicanos, com a lição bem aprendida, tudo façam para anular a desvantagem face ao Presidente no que diz respeito à presença na Internet e nas redes sociais. E este anúncio de Pawlenty é um bom primeiro passo nesse sentido.
Em relação às hipóteses eleitorais de Tim Pawlenty, ainda é cedo para se realizar um prognóstico definitivo. O facto de ter sido o primeiro político "sério" a anunciar a candidatura advém do seu maior problema: é pouco conhecido fora do Minnesota. Assim sendo, precisa de mais tempo sob os holofotes para que os americanos se familiarizem consigo do que nomes feitos como Romney, ou Gingrich. Contudo, numa altura em que parece provável que nem Sarah Palin nem Mike Huckabee entrem na luta pela nomeação do GOP, o campo está mais aberto do que nunca e Pawlenty, com as suas credenciais conservadoras, de contenção fiscal e com experiência executiva, pode ser uma força a ter em conta.

sábado, 16 de outubro de 2010

Follow the Money

Apesar de em anos de eleições intercalares serem as centenas de campanhas para o Congresso ou para os governos estaduais a concentrarem a maior parte das atenções, a verdade é que este período de tempo serve também de antecâmara para o lançamento das candidaturas presidenciais, que devem começar a surgir já no início do próximo ano.
Quando se especula sobre os nomes que poderão vir a lançar candidaturas à Casa Branca, um dos principais indicadores é o dinheiro que as principais figuras têm angariado. Como se sabe, a questão financeira é sempre um dos pontos mais importantes para as campanhas políticas nos Estados Unidos e quem quiser ser um candidato presidencial viável tem de ser capaz de reunir enormes somas monetárias, de forma a lançar uma campanha nacional, durante quase dois anos. 
Espreitando os valores que os principais candidatos a candidatos já angariaram este ano, verifica-se que o antigo speaker da Câmara dos Representantes, Newt Gingrich (que a cada quatro anos é falado como potencial candidato presidencial, o que, até agora, nunca sucedeu), parte na frente, tendo arrecadado 9,9 milhões de dólares. Bem atrás, aparecem outros dos nomes mais falados, com Mitt Romney em segundo lugar (5,1 milhões), seguido de Sarah Palin (2,5 milhões) e Tim Pawlenty (2,1 milhões). São somas elevadas, especialmente no caso de Newt Gingrich, que tem a vantagem de possuir uma estrutura de apoio já bem montada e oleada. Contudo, é preciso lembrar que esta superioridade de Gingrich é apenas aparente, já que Mitt Romney conta com uma fortuna pessoal considerável, a que poderá recorrer numa candidatura presidencial, como aconteceu em 2008 e que Sarah Palin, se e quando decidir concorrer, tem um estatuto e um reconhecimento que fazem dela uma verdadeira máquina de angariar dinheiro sem igual nos seus potenciais adversários.
Finalmente, é necessário considerar que estes valores de dinheiro angariado não significam por si só que estes políticos vão mesmo concorrer à presidência em 2012 (especialmente nos casos de Palin e Gingrich, já que é praticamente certo que Pawlenty e Romney serão candidatos). Muitas vezes, figuras proeminentes da vida político-partidária americana lançam essa hipótese como forma de manterem a sua visibilidade e a sua influência política. Além disso, estes flirts com uma eventual candidatura presidencial permite aos políticos em causa, como vimos nestes casos, aumentar exponencialmente as contribuições financeiras para os seus PACs e grupos de apoio.
Após as eleições intercalares, as atenções dos grandes contribuidores financeiros para as campanhas políticas vão virar-se para 2012 e para os candidatos que representarão as melhores apostas (e investimentos) para o seu dinheiro. Nessa altura, terá início, em força, a pré-campanha presidencial e estas somas, já de si avultadas, ganharão um volume gigantesco, a que alguns chamarão mesmo insultuoso.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

2012 já mexe!

Parece que pouco tempo passou desde as eleições presidenciais de 2008, mas já se aproximam a grande velocidade as de 2012. A campanha começará logo depois das intercalares e durará durante todo o ano de 2011. Mas será ainda este ano que os candidatos terão de começar a apalpar terreno e a pôr em andamento as suas máquinas políticas.

É óbvio que isto sucederá apenas no lado republicano, já que, salvo uma enorme surpresa, o candidato democrata será o actual presidente, Barack Obama, que, em princípio não terá adversários nas primárias do seu partido. Mas, se os democratas não terão uma corrida interessante - depois das primárias mais equilibradas e interessantes de sempre em 2008 -, no lado do GOP está tudo em aberto e começam as movimentações de potenciais concorrentes. Por esta altura, os candidatos de quem mais se fala são os seguintes:

Sarah Palin - É o nome que anda, desde 2008, nas bocas do mundo. A jogada seguinte natural de um candidato vice-presidencial seria concorrer no topo do ticket. Porém, Palin é tudo menos uma política convencional. Depois da derrota de McCain, abandonou o cargo de Governadora do Alasca, lançou um livro e juntou-se à equipa da Fox News. Um percurso atribulado que não permite tirar conclusões sobre as suas intenções. Palin é altamente popular entre os conservadores, o que a beneficiaria nas primárias, mas, como é uma figura altamente polarizadora, penso que teria muitas dificuldades em vencer uma eleição nacional.

Mitt Romney - Derrotado por John McCain nas primárias de 2008, Romney parece decidido a voltar a concorrer. Este ex-governador do Massachussetts é um republicano mais moderado, o que o pode favorecer junto dos eleitores independentes do que um conservador de linha dura. Além disso, suas credenciais como homem de negócios de sucesso podem favorecê-lo num cenário de crise económica. Contudo, realizou uma campanha medíocre em 2008 e as suas mudanças de posição em temas como o aborto ou o serviço de saúde incitarão, certamente, as acusações de ser um flip-flopper.

Mike Huckabee - Outro repetente de 2008, onde se assumiu como a maior revelação desse ciclo eleitoral, dando uma boa réplica a McCain pela nomeação do GOP. Nessa campanha, o antigo governador do Arkansas mostrou uma excelente perfomance a fazer campanha e motivou a ala evangélica do partido republicano. Porém, como Palin, é muito conservador, o que o prejudicaria na eleição geral contra Obama.

Newt Gingrich - O seu mandato como Speaker da Câmara dos Representantes, repleto de disputas épicas com a Casa Branca dos Clinton, fica para a história como um dos mediáticos de sempre. Foi o grande responsável pelo ressurgimento do partido Republicano após a vitória de Bill Clinton em 1992, mas encontra-se afastado da política activa há muito tempo, o que o pode prejudicar. Além disso, os seus números de popularidade entre os americanos continuam na zona negativa.

Tim Pawlenty
- O único desta lista que exerce, actualmente, um cargo político. Pawlenty é governador do Minnesota e uma estrela em ascensão dentro do GOP. Em 2008, foi mesmo um dos nomes mais ventilados como candidato a vice-presidente de McCain. É um moderado, eleito por um blue state, mas é ainda pouco conhecido pelo grande público.

Esta é apenas uma possível lista dos candidatos a candidatos. 2012 ainda está longe e não sabemos quem vai ou não concorrer e que outros nomes irão surgir até lá. Não percam, então, as cenas dos próximos capítulos, que prometem ser emocionantes!