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quinta-feira, 28 de março de 2013

Palin prepara-se para 2014

Há pouco tempo, falei no ocaso político de Sarah Palin que, de estrela fulgurante do Partido Republicano em 2008, passou a uma figura política marginal desde que optou por não concorrer à Casa Branca nas últimas eleições. Porém, a ex-Governadora do Alaska parece querer contrariar os obituários (políticos) que lhe vão fazendo e está a preparar-se para ser uma força a ter em conta para as eleições intercalares do próximo ano.
Ontem, o Super PAC de Palin lançou um vídeo onde relembra alguma das vitórias de candidatos republicanos apoiados por si, como Ted Cruz, o senador texano que tem feito furor nos últimos tempos e é visto como uma estrela em ascensão pela ala mais conservadora do GOP. Com este anúncio, a candidata vice-presidencial de John McCain em 2008, começa a marcar terreno para poder vir a ter uma palavra a dizer no próximo ciclo eleitoral, especialmente nas primárias republicanas, onde o eleitorado mais conservador (tendencialmente mais favorável a Sarah) tem maior influencia. 
A presença destacada de figuras proeminentes da ala mais conservadora do Partido Republicano pode, contudo, não ser uma boa notícia para as chances eleitorais do GOP, porque, como se tem visto nas últimas eleições, isso leva, frequentemente, à escolha de candidatos muito afastados do centro político norte-americano com resultados devastadores nas urnas para os republicanos. Ainda assim, é sempre interessante assistirmos ao regresso à arena política de uma das mais interessantes e polémicas personalidades norte-americanas dos últimos anos. Pode ser que, afinal, as notícias da morte (política) de Sarah Palin se venham a revelar ser manifestamente exageradas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O ocaso de Sarah Palin

O contrato de Sarah Palin com a Fox News, cadeia noticiosa de cariz conservador, terminou na passada Sexta-feira e não foi renovado, alegadamente por vontade da da antiga Governadora do Alasca e candidata vice-presidencial republicana em 2008. Assim sendo, Palin perde o seu meio de maior de exposição pública e de influência na arena política norte-americana. 
Decorridos pouco mais de quatro anos desde a entrada fulgurante em cena de Sarah Palin, que varreu como um furacão o panorama político dos Estados, a sua chama parece estar a apagar-se. De grande esperança e símbolos dos conservadores, Palin é agora uma figura praticamente marginal, mantendo a sua legião de fãs entusiastas, mas tendo uma má imagem junto da maioria dos cidadãos norte-americanos.
Com este passo, Sarah Palin dá a entender que estará pouco interessada em prosseguir a sua carreira pública. Contudo, é ainda muito cedo para decretarmos a morte política do maior fenómeno de massas que o Partido Republicano deu a conhecer aos Estados Unidos nas últimas décadas. Palin é ainda nova e tem tempo de recuperar a sua imagem pública, de forma a tornar viável uma nova candidatura a um cargo público. Aliás, manter-se afastada dos holofotes é até uma boa maneira de o conseguir, alheando-se de polémicas e preparando-se para um eventual comeback.
Seja como for, só a própria Sarah Palin saberá ao certo o que vai na sua cabeça. Nós, que vemos de forma, apenas podemos especular e desejar que este não seja o fim da carreira política da running mate  de John McCain. Até porque uma coisa é certa: goste-se ou não de Palin, a verdade é que ela não deixa ninguém indiferente.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Diz que é uma espécie de endorsement

Sarah Palin andava estranhamente ausente da campanha republicana presentemente em curso. Contudo, numa entrevista à Fox News, a candidata vice-presidencial em 2008 quebrou o silêncio e declarou o seu apoio a Newt Gingrich. Contudo, este não foi um anúncio de endorsement tradicional a um candidato (como foi o do seu marido, Todd Palin, também a Gingrich), já que Palin se limitou a dizer que, com o objectivo de prolongar por mais algum tempo a corrida, votaria em Newt caso fosse uma eleitora da Carolina do Sul. Ainda assim, este é um importante apoio para Gingrich, que precisa de toda a ajuda que puder encontrar para derrotar o super-favorito Mitt Romney.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Palin não vai a jogo

Sarah Palin não será candidata à Presidência dos Estados Unidos, segundo a própria anunciou ontem, via Fox News. Termina assim o grande último tabu relativo à corrida à Casa Branca de 2012, depois de a antiga Governadora do Alasca ter por várias vezes adiado o anúncio da sua decisão. Agora, com Palin definitivamente fora da luta pela nomeação, reduzem-se os motivos para folclores e especulações em torno da campanha republicana. Contudo, desengane-se quem pensar que Palin estará afastada do cenário, pois o seu endorsement será um dos mais disputados pelos candidatos presidenciais do GOP.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sarah Palin, "The Undefeated"

Estreou hoje nos Estados Unidos um documentário sobre a vida e a carreira política de Sarah Palin, intitulado "The Undefeated" e realizado por Stephen Bannon. Apesar de a antiga Governadora do Alasca não ter participado directamente na película, a verdade é que este documentário é propaganda pura e dura em favor da causa de Palin que, nos últimos tempos, tem-se esforçado por melhorar a sua negativa imagem pública. Contudo, a fazer crer pelas críticas que têm sido feitas ao "The Undefeated" e mesmo às suas fracas audiências, é possível que Palin não saia muito bem na fotografia, ou, neste caso, no filme.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Newt, Hillary e Palin

Depois da loucura da última semana de aulas, espero retomar a laboração em pleno da Máquina Política, até porque já tenho algumas saudades de escrever sobre o "maior espectáculo do mundo", como, em tempos, um comentador deste espaço aqui descreveu a dinâmica da política dos Estados Unidos da América. Entre trabalhos e frequências para o mestrado e o emprego em full time, pouco tempo me sobrou para comentar o que de mais importante se vai passando no país do Tio Sam, cuja agenda mediática continua marcada pelo inenarrável escândalo Weiner. Ainda assim, outros temas também merecem uma breve menção.
Em relação à luta pela nomeação presidencial republicana, as atenções estiveram focadas no colapso da campanha de Newt Gingrich, que viu a maioria do seu staff (alguns deles estavam já há vários anos ao lado do antigo speaker) demitir-se em bloco, devido, alegadamente, à excessiva influência da esposa de Gingrich na gestão da campanha e à decisão de Newt em passar as duas últimas semanas num cruzeiro, como havia prometido à sua mulher. Se as hipóteses de Newt Gingrich ser o nomeado pelo GOP eram já reduzidas, depois disto ficam praticamente reduzidas a zero, visto quer será muito difícil ao político do Estado da Georgia voltar a montar uma estrutura capaz de o ajudar a encetar uma miraculosa recuperação. 
Entretanto, voltaram a circular novos rumores relativamente ao futuro de Hillary Clinton, que já revelou publicamente a sua vontade em não servir um eventual segundo mandato no Departamento de Estado. Desta vez, o cargo falado foi o de Presidente do Banco Mundial, facto prontamente desmentido por fontes próximas da Secretária de Estado. Seja como for, a verdade é que uma experiência deste género seria bastante aliciante tendo em conta uma possível candidatura de Hillary à presidência em 2016, proporcionando-lhe experiência na sempre fulcral área económica e financeira, depois de ter passado pela Casa Branca, pelo Senado e pelo Departamento de Estado. Seria, sem dúvida, um currículo impressionante e impossível de igualar por qualquer adversário.
Finalmente, e depois de muito tempo de espera, foram divulgados cerca de 24 mil emails de Sarah Palin enquanto Governadora do Alasca. Apesar da enorme ansiedade dos meios de comunicação social norte-americanos, sempre ávidos de assuntos relacionados com Palin, a montanha pariu um rato, já que entre os milhares de emails não surgiu nenhuma "bomba", escândalo, ou polémica. Pelo contrário, e segundo o que tenho lido, os correios electrónicos fazem transparecer uma imagem positiva da antiga Mayor de Wasilla, não obstante as suas múltiplas questiúnculas e conflitos com os media. Palin pode ver neste ciclo de notícias favorável (uma novidade) uma janela de oportunidade para ponderar seriamente uma candidatura presidencial. Contudo, quando se trata de Sarahcuda, é sempre difícil fazer previsões.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O enigma Sarah Palin

Com o campo de candidatos presidenciais republicanos praticamente definido, a maior dúvida que ainda subsiste é se Sarah Palin irá ou não concorrer à Casa Branca. Tendo sido a candidata à vice-presidência nas últimas eleições, seria normal que fosse a frontrunner na disputa pela nomeação. Contudo, com Sarah Palin nada é como o habitual e a sua demissão do cargo de Governadora do Alasca condenou (ou assim se pensava) o futuro da sua carreira política.
2011 não tem sido um bom ano para Palin e os seus números nas sondagens baixaram para valores ainda mais negativos. Esse facto aliado à sua postura mediática parecia indicar que a Mamma Grizzly não entraria na corrida. Todavia, nos últimos tempos, surgiram novos dados que parecem indicar que Sarah poderá estar mesmo a pensar candidatar-se. Primeiro, foi o lançamento do seu novo site, uma ferramenta que lhe permite agregar os contactos dos seus apoiantes. Depois, a confissão de que tinha o desejo de concorrer à presidência e as notícias da compra de uma casa no continente (mais precisamente no Arizona), um requisito fundamental para uma campanha eleitoral, tendo em conta a perifericidade do Alasca. Na semana passada, chegou o mais recente indicador, com o anúncio de uma espécie de tournée pela Costa Leste, onde constará uma visita ao crucial Estado de New Hampshire.
A verdade é que os últimos desenvolvimentos na corrida têm-lhe sido favoráveis, em especial a desistência de Mike Huckabee, que libertou um grande grupo do eleitorado que poderá estar bastante propenso em apoiar Palin. Isso mesmo tem sido reflectido pelas últimas sondagens, que voltaram a colocar Sarah na dianteira, apenas atrás de Mitt Romney. Além disso, sem Huckabee, Palin passa a ser uma das favoritas a vencer no Iowa, o primeiro dos Estados a votar nas primárias.
A seu favor, Palin tem o facto de ser uma figura reconhecida a nível nacional e de possuir uma abnegada legião de seguidores, o que lhe permite esperar para ver e, se for esse o seu desejo, entrar na corrida mais tarde do que seria necessário para um candidato "normal". De qualquer forma, as intenções de Sarah Palin não são ainda claras e o mais provável é que nem mesmo a própria já tenha chegado a uma decisão em relação ao seu futuro político.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Palin surpreende

Quando parecia quase certo que Sarah Palin não iria concorrer à presidência dos Estados Unidos da América em 2012, eis que a antiga Governadora do Alasca lança, hoje mesmo, o seu renovado site, com uma imagem atractiva e um espaço dedicado à angariação de contactos de apoiantes e simpatizantes. Este é um passo tradicional para um político que prepara uma candidatura eleitoral e é o mais sério sinal enviado nas últimas semanas por Palin que indicia uma possível entrada na corrida à Casa Branca. De momento, as intenções de Sarah Palin continuam a ser de difícil análise, mas o melhor é não riscarmos, desde já, o seu nome da lista de possíveis candidatos ao cargo mais importante do mundo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A queda de Palin

Até há relativamente pouco tempo, Sarah Palin era considerada uma das grandes favoritas na disputa pela nomeação presidencial do Partido Republicano. Contudo, actualmente, a estrela da ex-Governadora do Alasca perdeu grande parte do seu brilho e poucos consideram que Palin entrará sequer na corrida presidencial. O mais provável é que prefira manter a sua presença (bem remunerada) na Fox News e assumir-se como uma das kingmakers do Partido Republicano, em vez de entrar numa contenda que sabe, à partida, ser uma causa perdida.
E essa poderá ser mesmo a escolha acertada, já que, segundo uma sondagem da NBC e do Wall Street Journal, apenas 25% dos americanos têm uma visão favorável da candidata à vice-presidência pelo GOP em 2008, enquanto que 53% a vêem de forma negativa. Vida difícil para um dos maiores fenómenos políticos da história dos Estados Unidos, mas que tem tido dificuldades em assumir-se perante o público como uma figura séria e de confiança. E os reality shows não ajudam.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Palin em maus lençóis

Sarah Palin continua a atravessar um momento francamente prejudicial para as suas aspirações políticas. Numa altura em que as sondagens continuam a indicar que é vista de forma negativa pela maioria dos norte-americanos, surgiu agora uma revelação de um e-mail que terá enviado a um seu antigo colaborador quando era ainda Governadora do Alasca, onde desabafava que odiava o seu trabalho. A expressão "I hate this damn job" dará, certamente, pano para mangas e será mais uma dificuldade que Palin terá de ultrapassar se quiser ser vista como capaz para assumir a presidência dos Estados Unidos.
Sempre afirmei que a antiga Governadora do Alasca seria a oponente de sonho para Barack Obama em 2012, tendo em conta a sua impopularidade junto dos eleitores independentes. Contudo, neste momento, parece-me muito improvável que Palin consiga sequer colocar-se como uma concorrente viável na luta pela nomeação republicana. Se vier a entrar na corrida, acredito que será mais uma jogada de marketing do que propriamente uma verdadeira tentativa de chegar à Casa Branca. Só que em política nada é definitivo e, como se diz por cá do futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira. Por isso, o melhor é mesmo esperar para ver.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

2012: O campo republicano (Parte I)

Dou hoje início a um conjunto de textos referentes à campanha presidencial de 2012, cujo início se aproxima a passos largos. Como Barack Obama é o mais que certo candidato do Partido Democrata (mesmo que seja possível que surja alguém a desafiá-lo pela sua Esquerda,  Obama será sempre o nomeado democrata), o destaque da primeira fase das eleições presidenciais do próximo ano vai para a disputa pela nomeação do GOP. Actualmente, ainda reina a indefinição, com um enorme número de candidatos a candidatos a darem azo a um sem número de especulações. Importa, por isso, fazer uma breve revisão dos nomes que têm sido mais falados. 
Mitt Romney - Como disse ontem, o antigo Governador do liberal Estado do Massachusetts é, por agora, o principal favorito a obter a nomeação republicana. Romney ganhou notoriedade com a campanha de 2008, onde foi o principal opositor de John McCain, tem fama de perito económico (o que, na conjectura actual, é uma grande mais-valia), é bem parecido, possui uma enorme fortuna pessoal que poderá utilizar na sua campanha e as sondagens mostram que é um dos republicanos mais perigosos para Obama. Contudo, a reforma do sistema de saúde do Massachusetts que aprovou enquanto Governador coloca-o em cheque com  a ala mais conservadora do GOP. 
Sarah Palin - A grande incógnita entre o leque de possíveis candidatos à nomeação republicana. Se concorrer, provocará um autêntico tsunami político e definirá a corrida. Tem enviado sinais contraditórios em relação a uma eventual candidatura, mas é bem possível que ainda não tenha tomado a sua decisão. De qualquer forma, o seu estatuto de super estrela concede-lhe o privilégio de poder entrar na corrida bem mais tarde do que os seus opositores. Seria a nomeada de sonho para Obama e os democratas.
Newt Gingrich - De quatro em quatro anos, o famoso Speaker da Câmara dos Representantes que, durante os anos Clinton, foi o grande adversário da administração democrata, namora a ideia de concorrer à presidência. Até agora, nunca foi em frente, mas desta vez Gingrich parece estar mais apostado em tentar a sua sorte. É bem visto pelos Tea Party e ao mesmo tempo é considerado como o representante da facção intelectual do GOP. Contra si tem o facto de sofrer de uma imagem algo degastada junto do público americano, de ser uma figura do passado e de nunca ter sido posto à prova em eleições que não as do seu distrito na Geórgia.
Mike Huckabee - O ex-Governador do Arkansas protagonizou uma excelente campanha em 2008, de que ainda hoje está a retirar dividendos. As sondagens têm indicado que Huckabee é dos melhores (senão o melhor) colocados para alcançar a nomeação e os seus índices de popularidades são bastante positivos. Porém, tem angariado pouco dinheiro nos últimos tempos e isso pode ser um sinal de que não irá entrar na corrida. Por outro lado, pode estar a aguardar para ver o que faz Palin, já que os dois atraem o mesmo grupo do eleitorado e se ambos concorrerem podem anular-se mutuamente.
Estes são os quatro candidatos mais referenciados na comunicação social e com melhores resultados nas sondagens. Contudo, isso não quer dizer que o nomeado saia deste grupo de políticos. Curiosamente, todos eles, com a excepção de Romney, são colaboradores da Fox News, e, como tal, estão impedidos de conceder entrevistas a outros órgãos de informação, o que dificulta a clarificação das suas intenções.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

As reacções de Obama e Palin ao tiroteio de Tucson

A tragédia no Arizona continua a monopolizar a actualidade nos Estados Unidos e, agora, começa também a provocar consequências no tabuleiro político dos Estados Unidos, tanto pela positiva, como pela negativa. As reacções de Barack Obama e Sarah Palin, sem dúvida as duas maiores figuras políticas da actualidade na América, ao mortal ataque na cidade de Tucson,  foram bastante diferentes. Enquanto o discurso do Presidente americano foi por si aproveitado para adoptar uma postura conciliatória e bipartidária, fazendo lembrar o Obama pré-Casa Branca, já a ex-Governadora do Alasca preferiu adoptar um estilo mais agressivo para se defender das críticas que tem recebido no rescaldo do fatídico incidente no Arizona. As reacções às duas mensagens têm favorecido Obama, já que Palin tem sido muito criticada pela sua resposta. Contudo, o melhor será cada um ver e ouvir os dois discursos e daí tirar as suas próprias ilações.

 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

2012 começa a aquecer

A pouco mais de um ano do início das eleições primárias que irão decidir quem será o nomeado republicano para disputar a eleição presidencial com Barack Obama, ainda ninguém anunciou oficialmente a sua candidatura. Contudo,  é já certo e sabido que nomes como Mitt Romney, Tim Pawlenty, ou John Thune irão ser candidatos. Mas, apesar de os lançamentos oficiais das suas candidaturas só deverem surgir lá para o fim do Inverno, parece que a corrida pela nomeação do GOP já teve início.
Com a discussão do acordo entre Barack Obama e os republicanos do Senado sobre os cortes fiscais no centro das atenções, os candidatos a candidatos fazem questão de marcar a sua posição. E uma das posições mais surpreendentes foi a assumida por Mitt Romney, que veio a publico criticar e opor-se a este acordo entre os dois lados (bipartidário até nas críticas provenientes dos dois partidos). Romney, antigo Governador do  liberal Massachusetts e, em tempos, visto como um moderado, parece estar a preparar terreno para as primárias, ao colocar-se bem à Direita, de forma a, quem sabe, defender-se da eventual entrada de Sarah Palin (que também condenou este acordo) na luta pela nomeação. 
Por sua vez, John Thune, Senador do Dakota do Norte e apoiante do tax cut deal, aproveitou o seu assento no Senado para daí criticar, implicitamente, a posição de Mitt Romney relativamente a esta questão, lembrando que aqueles que se opõem a este acordo, então são favoráveis a um aumento de impostos. Com esta táctica, Thune tenta colocar Romney (e Palin) numa posição desconfortável face ao eleitorado conservador, sempre avesso a subidas de impostos. 
Estas escaramuças iniciais podem servir para dar alguns sneak peaks daquilo que será a contenda pela nomeação republicana. Pode parecer que ainda estamos muito longe de 2012, mas a verdade é que as hostilidades podem ser abertas a qualquer momento. Veja-se, por exemplo, que foi hoje marcado para 7 de Junho o primeiro debate das primárias republicanas. Não falta assim tanto tempo quanto isso.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Palin ao ataque

Devido à época de Thanksgiving, a actividade política e mediática nos Estados Unidos tem sido bastante reduzida. Contudo, Sarah Palin continua a ser a excepção à regra, já que se mantém na ordem do dia, provando ser uma força tremenda, que se sobrepõe mesmo a um dos principais feriados norte-americanos. E, apesar da época festiva, a antiga Governadora do Alasca não se inibe de disparar em todas as direcções, entre antigos ou novos inimigos, democratas ou republicanos.
Na sua mensagem de Thanksgiving, divulgada, como habitualmente, na sua página no Facebook, Palin lançou farpas a Barack Obama, dedicando a mensagem aos "57 Estados", numa referência a uma anterior gaffe do Presidente e ponto de partida para as suas críticas aos "lamestream media" que a potencial candidata à presidência acusa de serem parciais na sua cobertura política. Isto porque, segundo ela, a comunicação social amplifica qualquer erro ou deslize seu (como quando, na passada Quarta-feira, se referiu à Coreia do Norte como aliado dos Estados Unidos), enquanto que os enganos dos seus adversários não merecem grande destaque nos media.

Mas se Obama e a comunicação social são alvos tradicionais para Sarah, esta semana trouxe-nos uma novidade, com uma quezília entre a candidata republicana à vice-presidência em 2008 e a ex-Primeira-Dama, Barbara Bush, esposa de George H. W. Bush, o 41º presidente americano. Na Segunda-feira, B. Bush, quando questionada sobre a possibilidade de Palin concorrer à Casa Branca, foi bastante clara,  respondendo que Sarah deveria ficar no Alasca. A Mamma Grizzlie, como era previsível, não deixou de responder à antiga Primeira-Dama, dizendo que aqueles de "sangue azul" (numa clara alusão à quasi-monarquia hereditária da família Bush) querem escolher os vencedores, em vez de permitir a livre competição entre os candidatos.

Esta é uma pequena amostra do que pode ser a candidata presidencial Sarah Palin, à imagem da aguerrida (frequentemente agressiva) running mate de John McCain, que serviu, variadíssimas vezes, de attack dog da campanha republicana de 2008. Para vencer a nomeação republicana e, posteriormente, a presidência, Palin terá de jogar sempre ao ataque, até porque terá poucos aliados, mesmo no interior do Partido Republicano. Assim, uma candidatura da mulher mais famosa da América será sempre a garantia de uma corrida interessante, animada e polémica.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Palin dita as regras

Tradicionalmente, a temporada das eleições presidenciais norte-americanas têm o seu pontapé de saída no primeiro trimestre do ano anterior ao ano eleitoral. Dessa forma, seria de esperar que dentro de pouco tempo fossem iniciadas as hostilidades, com os primeiros lançamentos oficiais de candidaturas. Contudo, este ciclo eleitoral promete ser bastante diferente, principalmente por causa de um factor: Sarah Palin.
Com o seu reconhecimento nacional praticamente a 100%, o seu programa na Fox News e, agora, o seu reality show, Palin, se desejar mesmo tentar a sua sorte rumo à Casa Branca (e os sinais nesse sentido são cada vez mais intensos), não precisa de lançar uma campanha presidencial "normal", onde teria de cumprir os passos comuns para qualquer outro candidato. Assim, pode esperar até mais tarde para entrar na corrida, porventura mesmo apenas no Outono de 2011, com a certeza que a simples especulação em torno da sua eventual candidatura será suficiente para a deixar na berlinda. E, quando, finalmente, anunciar a sua decisão de disputar a nomeação do GOP, poderá ganhar um momentum tal que a coloque numa posição favorável face aos seus adversários.
De facto, a antiga Governadora do Alasca é muito bem capaz de representar uma espécie de buraco negro no contexto das primárias republicanas, sugando toda a atenção mediática, reduzindo os seus concorrentes a meros also runs, mesmo que, entre eles, se encontrem alguns pesos pesados, como Mitt Romney ou Newt Gingrich. Além disso, os adversários de Sarah Palin serão, muito provavelmente, relegados para uma posição defensiva, obrigados a reagir às acções da running mate de John McCain. E esse fenómeno poderá ser observado logo com o adiamento dos anúncios de candidaturas, com os concorrentes a esperarem para ver o que faz Palin. É, por isso, muito provável que a campanha para as primárias do Partido Republicano comece mais tarde do que seria normal num cenário Palin-free.
Porém, apesar de ser indiscutível que o furacão Sarah Palin será o grande centro de atenção das próximas eleições presidenciais, isso não quer dizer que a Mamma Grizzly seja, inevitavelmente, a nomeada republicana. Se é verdade que as eleições de 2010 trouxeram uma nova grande vaga conservadora, com os Tea Party a serem, em grande parte, responsáveis pela onda de entusiasmo do eleitorado de Direita, também não se pode esquecer que os eleitores americanos rejeitaram muitos dos candidatos mais radicais e que mostraram estar pouco preparados para subir ao grande palco político americano. Além disso, o Partido Republicano tem a tradição de nomear os candidatos mais fortes e melhor posicionados para disputarem a eleição geral, algo que Palin está muito longe de ser. De qualquer forma, uma contenda entre Barack Obama e Sarah Palin seria, sem sombra de dúvidas, uma corrida histórica e electrizante!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sarah Palin's Alaska

Estreou, ontem à noite, na cadeia televisa norte-americana TLC, a grande sensação do momento nos Estados Unidos: o reality show de Sarah Palin, baptizado de Sarah Palin's Alaska. No programa, as câmaras seguem o dia-a-dia da política republicana mais famosa do mundo no seu frio e distante estado natal do Alasca. 
Mas quais serão os objectivos de Palin com este programa de televisão? Os analistas dividem-se relativamente à resposta a esta questão. Por um lado, uns afirmam que esta é a prova definitiva de que a running mate de John McCain em 2008 não se candidatará à presidência, dado que participar num programa deste género lhe retira credibilidade política junto do eleitorado e que a faz parecer pouco "presidencial". Mas, por outro lado, há quem defenda que Palin está com esta jogada a tentar mudar a imagem pouco positiva que muitos americanos têm de si, mostrando a sua faceta de mãe e cidadã comum, igual a qualquer um dos seus compatriotas, em oposição aos políticos de Washington, elitistas e out of touch com a realidade do país.
Qualquer uma das respostas pode estar correcta e é bem possível que a própria Sarah Palin ainda não se tenha decidido em relação a uma eventual candidatura à Casa Branca, em 2012. Contudo, este não deixa de ser um passo inteligente da antiga Governadora do Alasca rumo, pelo menos, à nomeação republicana. No fundo, trata-se de um anúncio político de longa duração (supostamente, não se fala de política no programa, mas, como não podia deixar de ser, ela está sempre presente) e, ainda por cima, grátis.
Mas o Sarah Palin's Alaska também serve para por a nu o lado mais demagogo e até ridículo da grande estrela do GOP. Por exemplo, a um dado momento. os Palin queixam-se da intromissão na sua vida pessoal que representou a mudança de um biógrafo não-autorizado de Sarah para a casa ao lado da família. E fazem-no diante de várias câmaras, que os seguem passo a passo, praticamente 24 horas por dia...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

2012: A nomeação republicana, Sarah Palin e... Michael Bloomberg

Será Sarah Palin uma viável candidata presidencial? E que consequências podem advir da sua nomeação pelo Partido Republicano? Tudo isto e muito mais é abordado num longo, mas excelente artigo da revista New York, cuja leitura recomendo.

sábado, 16 de outubro de 2010

Follow the Money

Apesar de em anos de eleições intercalares serem as centenas de campanhas para o Congresso ou para os governos estaduais a concentrarem a maior parte das atenções, a verdade é que este período de tempo serve também de antecâmara para o lançamento das candidaturas presidenciais, que devem começar a surgir já no início do próximo ano.
Quando se especula sobre os nomes que poderão vir a lançar candidaturas à Casa Branca, um dos principais indicadores é o dinheiro que as principais figuras têm angariado. Como se sabe, a questão financeira é sempre um dos pontos mais importantes para as campanhas políticas nos Estados Unidos e quem quiser ser um candidato presidencial viável tem de ser capaz de reunir enormes somas monetárias, de forma a lançar uma campanha nacional, durante quase dois anos. 
Espreitando os valores que os principais candidatos a candidatos já angariaram este ano, verifica-se que o antigo speaker da Câmara dos Representantes, Newt Gingrich (que a cada quatro anos é falado como potencial candidato presidencial, o que, até agora, nunca sucedeu), parte na frente, tendo arrecadado 9,9 milhões de dólares. Bem atrás, aparecem outros dos nomes mais falados, com Mitt Romney em segundo lugar (5,1 milhões), seguido de Sarah Palin (2,5 milhões) e Tim Pawlenty (2,1 milhões). São somas elevadas, especialmente no caso de Newt Gingrich, que tem a vantagem de possuir uma estrutura de apoio já bem montada e oleada. Contudo, é preciso lembrar que esta superioridade de Gingrich é apenas aparente, já que Mitt Romney conta com uma fortuna pessoal considerável, a que poderá recorrer numa candidatura presidencial, como aconteceu em 2008 e que Sarah Palin, se e quando decidir concorrer, tem um estatuto e um reconhecimento que fazem dela uma verdadeira máquina de angariar dinheiro sem igual nos seus potenciais adversários.
Finalmente, é necessário considerar que estes valores de dinheiro angariado não significam por si só que estes políticos vão mesmo concorrer à presidência em 2012 (especialmente nos casos de Palin e Gingrich, já que é praticamente certo que Pawlenty e Romney serão candidatos). Muitas vezes, figuras proeminentes da vida político-partidária americana lançam essa hipótese como forma de manterem a sua visibilidade e a sua influência política. Além disso, estes flirts com uma eventual candidatura presidencial permite aos políticos em causa, como vimos nestes casos, aumentar exponencialmente as contribuições financeiras para os seus PACs e grupos de apoio.
Após as eleições intercalares, as atenções dos grandes contribuidores financeiros para as campanhas políticas vão virar-se para 2012 e para os candidatos que representarão as melhores apostas (e investimentos) para o seu dinheiro. Nessa altura, terá início, em força, a pré-campanha presidencial e estas somas, já de si avultadas, ganharão um volume gigantesco, a que alguns chamarão mesmo insultuoso.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sarah Palin admite candidatar-se à Presidência

Pela primeira vez, a antiga governadora do Alasca, Sarah Palin, admitiu vir a concorrer à presidência americana, se, segundo ela, mais ninguém o fizer. É difícil dizer em quem estará Palin a pensar (se é que está a pensar em alguém), até porque a sua relação com Mike Huckabee, o potencial candidato mais próximo das suas posições ideológicas, não é a melhor. De qualquer forma, e depois da visita ao Iowa (o primeiro estado a votar nas primárias presidenciais) na semana passada, começa a ganhar força a  ideia de uma candidatura de Sarah Palin à Casa Branca.

sábado, 18 de setembro de 2010

Palin abre caminho

Sarah Palin fez ontem a sua primeira grande aparição no Iowa, o primeiro estado a ir a votos nas primárias presidenciais americanas, realizando o principal discurso no Ronald Reagan Dinner, um evento organizado pelo Partido Republicano do estado. Esta presença mediática de Palin no Hawkeye State, pode tratar-se de uma importante indicação de que a ex-governadora do Alasca estará mesmo a considerar candidatar-se à presidência americana, já em 2012.
No seu discurso, Sarah Palin lembrou que as primárias já terminaram e que, agora, é tempo do GOP se unir, tendo em vista uma grande vitória nas eleições intercalares de Novembro. Apesar de não ter abordado directamente a questão de uma eventual candidatura à Casa Branca, Palin saiu deste evento como a grande representante do movimento insurgente no interior do Partido Republicano, mas também como a maior representante e símbolo do GOP a nível nacional. Contudo, isso não significa que a candidata à vice-presidência em 2008 seja a grande favorita para conseguir a nomeação republicana daqui a dois anos.Logo à partida, a grande popularidade de Sarah Palin entre o eleitorado conservador e a sua posição actual de kingmaker dentro do GOP, seria seriamente afectada por uma derrota eleitoral nas primárias ou na eleição geral de 2012. Por isso, Palin terá muito a perder se decidir avançar. Por outro lado, o caminho para a nomeação é um percurso longo, tortuoso e de final incerto. 
A história política americana diz-nos que um candidato presidencial tem de vencer um dos dois primeiros momentos das primárias (os caucuses do Iowa e as primárias de New Hampshire) para poder sonhar com a vitória. E em nenhum desses estados Sarah Palin pode contar com o seu estatuto de super estrela para ter bons resultados nas urnas. As populações do Iowa e do New Hampshire  levam muito a sério o seu papel de testar os aspirantes à presidência do país e a campanha nestes estados é feita porta-a-porta, com contacto directo com os eleitores. Assim, Palin terá de descer do altíssimo pedestal a que subiu para disputar essas corridas fundamentais.
Para já, a antiga running mate de John McCain parte atrás de Mitt Romney no New Hampshire e de Mike Huckabee no Iowa. Ambos disputaram as primárias de 2008 e já têm uma forte implantação no terreno. De qualquer forma, as hipóteses de Palin no New Hampshire são residuais e, por isso, tem de concentrar os seus esforços no Iowa, à imagem do que fez, com sucesso, Barack Obama, há dois anos. Se vencer aí, então tudo é possível.
É provável que, por esta altura, Sarah Palin ainda não tenha feito a sua decisão final. E não necessita de se apressar. Como é uma figura altamente conhecida do público americano, pode entrar na corrida mais tarde do que os seus concorrentes. Dessa forma, terá tempo para ver como se desenrolam as midterms e que clima político lhes sucederá e, quando e se optar pela candidatura, contará certamente com um grupo de activistas numeroso e entusiasta que a poderá ajudar a ganhar algum momentum e a a atenuar o défice de presença e organização no terreno dos seus adversários.
Mesmo com a influência, peso e impacto dos movimentos Tea Party nas eleições primárias republicanas, como se tem assistido no presente ciclo eleitoral, Sarah Palin terá sempre enormes dificuldades para conseguir a nomeação. Depois disso, o passo seguinte seria o de enfrentar e derrotar Barack Obama que, apesar dos seus índices de popularidade negativos, será sempre o grande favorito à vitória, especialmente frente a Sarah Palin, que conta com grandes problemas de implantação junto do eleitorado independente. Assim, certamente que Obama e os democratas estarão a torcer por Palin nas primárias republicanas.