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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Cartoon: O debate da dívida
Este cartoon, de M. Werner, do Politico, ilustra bem o que se passa actualmente em Washington, no que diz respeito ao debate sobre o aumento do limite da dívida pública norte-americana: enquanto a ala republicana mais conservadora domina a agenda política do seu partido, empurrando-o cada vez mais para a Direita, Barack Obama em particular e os democratas em geral, vão cedendo constantemente, apenas para verem novas exigências serem feitas por parte da oposição. Assim, do lado democrata assistimos a um claro exemplo de falta de liderança, enquanto que os republicanos demonstram uma clara irresponsabilidade, tentando ganhar dividendos políticos com um assunto que pode trazer consequências muito nefastas para o seu país.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
2012: O campo republicano (Parte III)
Continuando a "viagem" pelo campo de possíveis candidatos presidenciais republicanos em 2012, e depois das "estrelas" e dos representantes do establishment republicano, hoje é a vez dos políticos mais próximos dos Tea Party e que deverão carregar o estandarte das facções republicanas mais conservadoras na disputa pela nomeação do GOP (além de Sarah Palin e Micke Huckabee, que já foram referidos no primeiro post).
Ron Paul - O pai do mais recente Senador do Kentucky, Rand Paul, é também um dos principais mentores do movimento Tea Party. Com as suas posições libertárias tem atraído um grupo de apoiantes, jovens e entusiastas, organizados principalmente pela Internet. Durante a campanha presidencial de 2008 foi uma espécie de patinho feio, já que era o único dos candidatos republicanos a defender a retirada do Iraque. Apesar dos seus 75 de idade, volta agora a ser falado como um possível participante na corrida de 2012. Porém, como disse ontem Donald Trump, Paul é inelegível.
Michele Bachmann - A congressista do Minnesota tem sido uma das vozes mais críticas da administração Obama. As suas incursões pelo Iowa, onde se realiza o primeiro momento das primárias, levantaram rumores de que poderia estar a preparar uma candidatura à Casa Branca. Recentemente, foi notícia por ter sido a responsável pela resposta oficial dos Tea Party ao discurso do State of the Union de Barack Obama. Não será, de forma nenhuma, a nomeada do GOP.
Rick Santorum - Antigo congressista e senador pela Pennsylvania, Santorum ficou marcado politicamente pela sua estrondosa derrota (ficou a 18% do seu adversário democrata) em 2006, quando procurava um terceiro mandato no Senado. Extremamente conservador, tanto a nível social como económico, tem-se posicionado de forma a poder concorrer em 2012. A sua recente polémica com Sarah Palin parece indicar isso mesmo.
Jim DeMint - Eleito para o Senado em 2004 pelo Estado da Carolina do Sul, DeMint é um dos membros mais conservadores da câmara alta, fazendo dele um dos senadores preferidos dos Tea Party. Em 2010, foi, a par de Sarah Palin, o principal kingmaker nas primárias republicanas, tendo apoiado frequentemente os candidatos mais conservadores em detrimento dos moderados, em alguns casos com resultados negativos (como no Nevada e no Delaware). Dificilmente será candidato à Casa Branca, mas já afirmou que daria um bom commander-in-chief e se vir o seu espaço político fracamente representado poderá avançar ele próprio.
Herman Cain - O mais insólito dos integrantes deste grupo é também o único que já anunciou formalmente a sua candidatura à presidência dos Estados Unidos. Multifacetado, é mais conhecido por ter sido CEO de uma cadeia de pizzarias. Apesar de ter marcado inúmeras presenças como orador em eventos dos Tea Party, Cain nunca exerceu nenhum cargo político, tendo sido derrotado nas primárias republicanas quando tentou ser eleito para o Senado pelo seu Estado da Geórgia. Não passará de um mero also-run.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
A (dividida) resposta da oposição
Como sempre acontece nos discursos do State of the Union, a oposição republicana preparou a sua reacção ao conteúdo da mensagem presidencial. Contudo, este ano não houve uma, mas duas mensagens de resposta. Apesar de o establishment partidário republicano ter escolhido o congressista Paul Ryan para apresentar o discurso de resposta do GOP, os movimentos Tea Party fizeram questão de também eles reagirem oficialmente à comunicação de Barack Obama ao Congresso, escolhendo, para esse efeito, a congressista Michele Bachmann, uma favorita do Tea Party e que tem sido falada como potencial candidata presidencial.
Este tipo de discurso de resposta é sempre uma tarefa ingrata para qualquer político, dado que é bastante curto e, por comparação com a grande cerimónia que é o State of the Union, parece sempre "pequeno". Mesmo que nenhuma das duas reacções tenha sido particularmente má, como aconteceu, por exemplo, com Bobby Jindal, em 2009, a verdade é que a divisão da resposta republicana retira força e estatura à mensagem que o Partido Republicano quereria transmitir. Tanto Ryan como Bachmann optaram por focar a questão do défice e da sustentabilidade financeira do país, mas a congressista do Minnesota foi mais crítica em relação à actuação de Obama do que o seu colega do Wisconsin. Contudo, o mais contundente de todos os republicanos na noite de ontem foi mesmo o representante da Geórgia, Paul Broun, que, via twitter, afirmou que Obama não acredita na Constituição dos Estados Unidos, mas sim no socialismo.
De qualquer forma, e voltando às mensagens oficiais, aqui ficam os vídeos da dupla reacção do GOP ao discurso do State of the Union de Barack Obama:
De qualquer forma, e voltando às mensagens oficiais, aqui ficam os vídeos da dupla reacção do GOP ao discurso do State of the Union de Barack Obama:
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
2010 em revista
2010 foi um ano histórico, no que diz respeito à política norte-americana. Foram 365 dias repletos de pontos de interesse, emoções, derrotas e vitórias, tanto para democratas como republicanos. Agora, no último dia do ano, é altura de fazermos um pequeno balanço de tudo o que de mais importante se passou no panorama político dos Estados Unidas da América.
Para o Presidente Obama, 2010 ficará na memória como um ano agridoce. No que diz respeito a realizações legislativas, os últimos doze meses foram-lhe muito prolíferos. A reforma do sistema de saúde é um highlight óbvio, mas também a reforma financeira, o fim do "Don't Ask, Don't Tell", a assinatura e ratificação do novo tratado START, a nomeação de Elena Kagan para o Supremo Tribunal, entre várias outras, fazem deste ano um dos mais conseguidos a nível legislativo da história presidencial americana. Contudo, os índices de aprovação do trabalho do Presidente mantiveram-se, durante todo o ano, em terreno negativo, sendo Obama prejudicado pela impopular reforma de saúde que conseguiu que o Congresso aprovasse, pelo clima de conflituosidade partidária que imperou em Washington, pelo desastre ambiental no Golfo no México, mas, principalmente, pela tímida recuperação económica do país.
2010 foi também o ano do renascimento do Partido Republicano. Depois das enormes derrotas sofridas pelo GOP em 2006 e 2008, muitos previram que os republicanos estavam condenados à irrelevância política. Porém, logo no início do ano, a chocante vitória de Scott Brown no Massachusetts, um dos mais liberais Estados americanos, veio provar que esses vaticínios estavam errados. No fim do ano, as eleições intercalares trouxeram uma vitória republicana de grandes proporções: o ganho de mais de 60 assentos na Câmara dos Representantes permitiu a John Boehner substituir Nancy Pelosi como Speaker; no Senado, a conquista de seis lugares pelos republicanos praticamente impede que os democratas consigam alcançar uma maioria à prova de fillibuster em qualquer votação decisiva, obrigando-os a procurar um compromisso com a minoria republicana na câmara alta; por fim, nas eleições para os governos estaduais, o GOP "roubou" importantes Estados aos democratas, como o Ohio, ou a Pennsylvania, o Michigan ou o Iowa, o que mais que compensou a vitória democrata na Califórnia.
Para esta onda vitoriosa do Partido Republicano contribuiu, e muito, a ascensão de um novo movimento sociopolítico nos Estados Unidos. Recuperando o nome do Tea Party de Boston, há quase 240 atrás, o movimento conservador que nasceu da contestação ao plano de estímulos à economia e à reforma da saúde de Barack Obama conseguiu, este ano, um destaque e uma importância que foi fundamental para os bons resultados eleitorais do GOP em Novembro, ao animar e mobilizar as bases conservadoras do partido. Todavia, o Tea Party foi também responsável por algumas escolhas duvidosas de candidatos nas primárias republicanas, o que impediu que a dimensão da vitória do Partido Republicano tivesse sido ainda maior.
2010 foi um ano em grande para os seguidores da política que se faz do outro lado do Atlântico, mas, agora, é tempo de nos despedirmos do ano velho e darmos as boas vindas a 2011, que promete também ser um ano bastante interessante. Durante os próximos 365 dias, assistiremos ao início da corrida pela nomeação presidencial republicana, à forma como Obama lidará com uma Câmara dos Representantes controlada pela oposição e a muitas, muitas outras situações que certamente surgirão. Mas, por agora, a ocasião é de celebração. Por isso, boas entradas e um fantástico 2011!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
A vitória dos Tea Party... e dos democratas
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| Christine O'Donnel celebra a vitória (Foto NYTimes) |
Ontem à noite, na última e decisiva ronda de primárias antes das eleições gerais de Novembro, confirmaram-se os piores receios dos republicanos mais moderados e pragmáticos, tendo-se assistido a um verdadeiro tsunami por parte dos candidatos apoiados pelos Tea Party, para prejuízo dos políticos conectados com o establishment do GOP.
E a vitória das franjas mais conservadoras do Partido Republicano foi praticamente em toda a linha, faltando apenas saber se, no New Hampshire, Lamontagne conseguiu ou não derrotar Kelly Ayotte. Com cerca de 15% dos votos para contar, ainda não se sabe quem é o vencedor desta corrida. Contudo, o facto de estarmos a assistir a uma disputa tão renhida já é uma grande surpresa, visto que, até há pouco tempo, ninguém preveria que Ayotte fosse sequer incomodada no seu rumo até à nomeação.
No Delaware, Christine O'Donnel assegurou a nomeação republicana, após uma recta final impressionante em que conseguiu ultrapassar o super-favorito Mike Castle. Com este resultado, os democratas passam a ser os grandes favoritos para a vitória na eleição geral, o que não aconteceria se fosse Castle o nomeado. Em Nova Iorque, na corrida para o cargo de governador, aconteceu outra surpresa, com a vitória de Carl Paladino, também ele apoiado pelos Tea Party, frente a Rick Lazio, o candidato do aparelho partidário republicano. Porém, neste caso, o triunfo de Paladino não trará grandes consequências, pois o democrata Andrew Cuomo seria sempre praticamente impossível de derrotar.
Depois desta onda de derrotas dos candidatos mais moderados frente a outros muito mais conservadores, a tarefa do GOP complica-se dramaticamente. Com O'Donnel, o Delaware passa a estar quase certo na coluna democrata e o mesmo pode acontecer no New Hampshire, se Lamontagne for declarado vencedor. Depois do Nevada e do Kentucky (estados em que as chances eleitorais do Partido Republicano saíram prejudicadas depois da nomeação dos candidatos), as notícias são péssimas para o GOP que, para sonharem com o controlo do Senado, precisam, agora, de jogar num tabuleiro ainda maior, tentando vencer corridas em que as suas hipóteses são mais remotas, como no Connecticut ou na West Virginia.
Além disso, estas vitórias de candidatos extremamente conservadores podem ajudar os democratas a construir uma narrativa, fazendo passar a mensagem de que o Partido Republicano foi tomado de assalto por extremistas. Assim, é possível que os resultados de ontem tenham repercussões a nível nacional e prejudiquem as ambições do GOP noutras eleições para o Senado, mas também para a Câmara dos Representantes. No fim de contas, estas divisões no seio do Partido Republicano, outrora um partido conhecido por ser pragmático e escolher os candidatos mais facilmente elegíveis, só vêm beneficiar os democratas.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O Tea Party
Ainda não me tinha referido, aqui, ao já famoso e polémico Tea Party movement que está a revolucionar a política americana e que já se transformou numa das vozes mais efusivas na contestação a Barack Obama e aos Democratas.O Tea Party - nome baseado no Boston Tea Party que antecedeu a Revolução Americana (no tax without representation) - é um movimento politico-social, formado por cidadãos americanos, que, no início de 2009, protestavam contra os pacotes de estímulos à economia por parte do governo federal. Mas o grande boom deste movimento deu-se no Verão do ano passado, aquando da grande vaga de protestos contra a reforma do serviço de saúde americano. Este grupo, conotado com a ala mais conservadora do Partido Republicano, tem como pilar principal da sua ideologia a luta contra o peso e tamanho do governo, que dizem ser excessivo e uma intromissão na vida dos cidadãos.
Quem se parece estar a assumir como líder deste movimento é Sarah Palin, que foi, inclusive, a principal oradora na recente convenção do Tea Party. É natural que Palin utilize esta agremiação ultra-conservadora para conseguir notoriedade política e colocar-se numa posição que possibilite uma eventual candidatura presidencial, já que não é propriamente uma figura que conte com o apoio e o suporte do establishment do GOP.
Porém, isso não deverá significar que o Tea Party se constitua como uma alternativa ou uma concorrência efectiva ao Partido Republicano. A sua estratégia deverá partir por, gradualmente, ir ganhando espaço e voz dentro do GOP, tentando "arrastar" o partido mais para a direita. Para isso, poderá apresentar ou apoiar candidatos mais conservadores em primárias republicanas, já que a estratégia de concorrer directamente em eleições gerais não faria mais que beneficiar enormemente o Partido Democrata.
A verdade é que o Tea Party conseguiu, em pouco tempo, agitar e alterar o panorama político americano. Mas apenas o futuro dirá se este movimento, profundamente conservador, está aqui para ficar ou se, com o tempo, se irá diluir na sociedade americana que é, maioritariamente, centrista.
Quem se parece estar a assumir como líder deste movimento é Sarah Palin, que foi, inclusive, a principal oradora na recente convenção do Tea Party. É natural que Palin utilize esta agremiação ultra-conservadora para conseguir notoriedade política e colocar-se numa posição que possibilite uma eventual candidatura presidencial, já que não é propriamente uma figura que conte com o apoio e o suporte do establishment do GOP.
Porém, isso não deverá significar que o Tea Party se constitua como uma alternativa ou uma concorrência efectiva ao Partido Republicano. A sua estratégia deverá partir por, gradualmente, ir ganhando espaço e voz dentro do GOP, tentando "arrastar" o partido mais para a direita. Para isso, poderá apresentar ou apoiar candidatos mais conservadores em primárias republicanas, já que a estratégia de concorrer directamente em eleições gerais não faria mais que beneficiar enormemente o Partido Democrata.
A verdade é que o Tea Party conseguiu, em pouco tempo, agitar e alterar o panorama político americano. Mas apenas o futuro dirá se este movimento, profundamente conservador, está aqui para ficar ou se, com o tempo, se irá diluir na sociedade americana que é, maioritariamente, centrista.
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