quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

2012: O campo republicano (Parte I)

Dou hoje início a um conjunto de textos referentes à campanha presidencial de 2012, cujo início se aproxima a passos largos. Como Barack Obama é o mais que certo candidato do Partido Democrata (mesmo que seja possível que surja alguém a desafiá-lo pela sua Esquerda,  Obama será sempre o nomeado democrata), o destaque da primeira fase das eleições presidenciais do próximo ano vai para a disputa pela nomeação do GOP. Actualmente, ainda reina a indefinição, com um enorme número de candidatos a candidatos a darem azo a um sem número de especulações. Importa, por isso, fazer uma breve revisão dos nomes que têm sido mais falados. 
Mitt Romney - Como disse ontem, o antigo Governador do liberal Estado do Massachusetts é, por agora, o principal favorito a obter a nomeação republicana. Romney ganhou notoriedade com a campanha de 2008, onde foi o principal opositor de John McCain, tem fama de perito económico (o que, na conjectura actual, é uma grande mais-valia), é bem parecido, possui uma enorme fortuna pessoal que poderá utilizar na sua campanha e as sondagens mostram que é um dos republicanos mais perigosos para Obama. Contudo, a reforma do sistema de saúde do Massachusetts que aprovou enquanto Governador coloca-o em cheque com  a ala mais conservadora do GOP. 
Sarah Palin - A grande incógnita entre o leque de possíveis candidatos à nomeação republicana. Se concorrer, provocará um autêntico tsunami político e definirá a corrida. Tem enviado sinais contraditórios em relação a uma eventual candidatura, mas é bem possível que ainda não tenha tomado a sua decisão. De qualquer forma, o seu estatuto de super estrela concede-lhe o privilégio de poder entrar na corrida bem mais tarde do que os seus opositores. Seria a nomeada de sonho para Obama e os democratas.
Newt Gingrich - De quatro em quatro anos, o famoso Speaker da Câmara dos Representantes que, durante os anos Clinton, foi o grande adversário da administração democrata, namora a ideia de concorrer à presidência. Até agora, nunca foi em frente, mas desta vez Gingrich parece estar mais apostado em tentar a sua sorte. É bem visto pelos Tea Party e ao mesmo tempo é considerado como o representante da facção intelectual do GOP. Contra si tem o facto de sofrer de uma imagem algo degastada junto do público americano, de ser uma figura do passado e de nunca ter sido posto à prova em eleições que não as do seu distrito na Geórgia.
Mike Huckabee - O ex-Governador do Arkansas protagonizou uma excelente campanha em 2008, de que ainda hoje está a retirar dividendos. As sondagens têm indicado que Huckabee é dos melhores (senão o melhor) colocados para alcançar a nomeação e os seus índices de popularidades são bastante positivos. Porém, tem angariado pouco dinheiro nos últimos tempos e isso pode ser um sinal de que não irá entrar na corrida. Por outro lado, pode estar a aguardar para ver o que faz Palin, já que os dois atraem o mesmo grupo do eleitorado e se ambos concorrerem podem anular-se mutuamente.
Estes são os quatro candidatos mais referenciados na comunicação social e com melhores resultados nas sondagens. Contudo, isso não quer dizer que o nomeado saia deste grupo de políticos. Curiosamente, todos eles, com a excepção de Romney, são colaboradores da Fox News, e, como tal, estão impedidos de conceder entrevistas a outros órgãos de informação, o que dificulta a clarificação das suas intenções.

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