sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

2012: O campo republicano (Parte III)

Continuando a "viagem" pelo campo de possíveis candidatos presidenciais republicanos em 2012, e depois das "estrelas" e dos representantes do establishment republicano, hoje é a vez dos políticos mais próximos dos Tea Party e que deverão carregar o estandarte das facções republicanas mais conservadoras na disputa pela nomeação do GOP (além de Sarah Palin e Micke Huckabee, que já foram referidos no primeiro post).
Ron Paul - O pai do mais recente Senador do Kentucky, Rand Paul, é também um dos principais mentores do movimento Tea Party. Com as suas posições libertárias tem atraído um grupo de apoiantes, jovens e entusiastas, organizados principalmente pela Internet. Durante a campanha presidencial de 2008 foi uma espécie de patinho feio, já que era o único dos candidatos republicanos a defender a retirada do Iraque. Apesar dos seus 75 de idade, volta agora a ser falado como um possível participante na corrida de 2012. Porém, como disse ontem Donald Trump, Paul é inelegível. 
Michele Bachmann - A congressista do Minnesota tem sido uma das vozes mais críticas da administração Obama. As suas incursões pelo Iowa, onde se realiza o primeiro momento das primárias, levantaram rumores de que poderia estar a preparar uma candidatura à Casa Branca. Recentemente, foi notícia por ter sido a responsável pela resposta oficial dos Tea Party ao discurso do State of the Union de Barack Obama. Não será, de forma nenhuma, a nomeada do GOP.
Rick Santorum - Antigo congressista e senador pela Pennsylvania, Santorum ficou marcado politicamente pela sua estrondosa derrota (ficou a 18% do seu adversário democrata) em 2006, quando procurava um terceiro mandato no Senado. Extremamente conservador, tanto a nível social como económico, tem-se posicionado de forma a poder concorrer em 2012. A sua recente polémica com Sarah Palin parece indicar isso mesmo.
Jim DeMint - Eleito para o Senado em 2004 pelo Estado da Carolina do Sul, DeMint é um dos membros mais conservadores da câmara alta, fazendo dele um dos senadores preferidos dos Tea Party. Em 2010, foi, a par de Sarah Palin, o principal kingmaker nas primárias republicanas, tendo apoiado frequentemente os candidatos mais conservadores em detrimento dos moderados, em alguns casos com resultados negativos (como no Nevada e no Delaware). Dificilmente será candidato à Casa Branca, mas já afirmou que daria um bom commander-in-chief e se vir o seu espaço político fracamente representado poderá avançar ele próprio.
Herman Cain - O mais insólito dos integrantes deste grupo é também o único que já anunciou formalmente a sua candidatura à presidência dos Estados Unidos. Multifacetado, é mais conhecido por ter sido CEO de uma cadeia de pizzarias. Apesar de ter marcado inúmeras presenças como orador em eventos dos Tea Party, Cain nunca exerceu nenhum cargo político, tendo sido derrotado nas primárias republicanas quando tentou ser eleito para o Senado pelo seu Estado da Geórgia. Não passará de um mero also-run.

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