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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Fim da linha para Michelle Bachmann

Michelle Bachman, uma das mais conhecidas e polémicas congressistas do Partido Republicano, anunciou esta semana que não se recandidatará a um novo mandato. Alegando que os oito anos que já leva na Câmara dos Representantes são já suficientes para deixar a sua marca, Bachmann abdicou de uma nova luta pela eleição que se avizinhava difícil. 
Se já a sua reeleição em 2012 foi conseguida mesmo à justa, previa-se que em 2014 Michelle Bachmann teria ainda mais dificuldades para bater o candidato democrata, especialmente depois das polémicas relacionadas com o uso indevido de fundos da sua campanha presidencial falhada. 
Por isso, a saída da congressista republicana acaba por ser uma má notícia para o Partido Democrata, que tinha no assento de Bachmann na House uma das melhores possibilidades para "roubar" um lugar na câmara baixa do Congresso ao Partido Republicano. Em sentido contrário, a retirada da representante do Minnesota acaba por ser um alívio para os republicanos, que ficam com uma corrida mais facilitada de forma a manter o distrito congressional de Michelle Bachman na coluna republicana.
Aguarda-se agora com expectativa o desenrolar do futuro de uma das mais mediáticas figuras do GOP e do panorama conservador americano. Actualmente, com uma imagem muito negativa para a maioria dos cidadãos americanos, é pouco provável que Bachmann ainda venha a ter uma carreira política de sucesso no que diz respeito a cargos públicos. Contudo, e à imagem de Sarah Palin, ainda pode ser uma voz muito influente no seio do movimento conservador norte-americano.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Depois do Iowa

Mitt Romney - O vencedor (ainda que por apenas 8 votos) no Iowa é, agora ainda mais, o grande favorito a conseguir a nomeação presidencial republicana. O próximo passo no processo de primárias é no New Hampshire, onde Romney tem surgido nas sondagens com vantagens gigantescas e onde a sua vitória é um dado adquirido há já largas semanas. Tem, por isso, uma aura de invencibilidade e o establishment do GOP continua a cerrar fileiras à sua volta. Até John McCain, com quem Romney não manteve uma relação muito positiva durante a campanha de 2008, estará a preparar-se para declarar o seu apoio ao antigo Governador do Massachusetts. 
Mas nem tudo é positivo para Romney. O seu resultado no Iowa, menos de 25%, é fraco para um vencedor e demonstra que a grande maioria dos eleitores republicanos não gosta de si ou ainda não se deixou convencer pelo político moderado do Nordeste americano. Assim sendo, com a previsível queda de alguns candidatados conservadores à medida que a corrida vai decorrendo, é possível que a congregação dos eleitores mais à Direita no GOP em torno de um ou dois concorrentes, possa dificultar um pouco a posição de Romney. Contudo, tudo se encaminha para que seja ele a defrontar Obama, em Novembro.

Rick Santorum - O antigo Senador pela Pensilvânia passou quase despercebido durante a grande maioria da campanha eleitoral até agora. Porém, depois da sucessiva ascensão e queda de todos os outros candidatos que se apresentaram como o "anti-Romney", Santorum tornou-se o último porta-estandarte do eleitorado mais conservador, ficando muito perto de vencer no Iowa. Ainda assim, o segundo lugar é um excelente resultado e garante-lhe momentum para encarar o New Hampshire com melhores perspectivas. Contudo, Santorum não tem uma grande estrutura por trás de si e teria bastantes dificuldades em disputar com Romney umas primárias longas e dispendiosas.

Ron Paul - Depois de várias sondagens o terem apontado como potencial vencedor no Iowa, o campeão da ala libertária do GOP quedou-se pela terceira posição. Mesmo assim, o resultado de Paul é digno de nota, ainda para mais quando nos lembramos, que, em 2008, apenas conseguiu 10% dos votos, tendo, em quatro anos, duplicado a sua votação. No New Hampshire ainda poderá ter uma palavra a dizer, mas Ron Paul não entra nas contas da disputa pela nomeação. Contudo, está a fazer uma excelente campanha, divulgando as suas (extravagantes) ideias políticas e, quem sabe, abrindo caminho para o seu filho, Rand Paul, que pode ser um candidato daqui a quatro ou oito anos.

Newt Gingrich - Conseguiu segurar o 4º lugar no Iowa, o que lhe garante alguma margem de manobra para ir, pelo menos até à Carolina do Sul. E será nesse Estado que Gingrich terá a sua derradeira oportunidade, tendo de vencer para poder continuar a sonhar com a nomeação republicana. Para isso, o antigo Speaker terá de disputar com Santorum o eleitorado mais conservador, mas, neste momento, é o ex-senador que leva vantagem.

Rick Perry - Um dos grandes derrotados do Iowa, onde chegou a liderar as sondagens, antes de sucumbir devido às suas más prestações nos debates televisivos. Após o seu quinto lugar nos caucuses de ontem, Perry afirmou que ia regressar ao Texas e reflectir sobre a sua permanência na corrida. Contudo, hoje, via Twitter, o Governador texano veio mostrar que continua na corrida, afirmando que iria avançar para a Carolina do Sul, onde espera que o seu sotaque sulista o ajude a recuperar. Todavia, para Perry, a corrida já acabou, mesmo que ele ainda não o tenha percebido.

Michele Bachman - Depois do seu sexto e último lugar (já que Huntsman não conta) nos caucuses do Iowa, não restava a Bachmann outra opção que não a desistência da corrida à Casa Branca. No Verão, ainda chegou a liderar as sondagens no hawkeye state, onde apostou todas as suas fichas, mas provou não ter estaleca para estas andanças.

Jon Huntsman - Visto como o mais moderado dos candidatos republicanos, Huntsman preferiu não competir no conservador Estado do Iowa. Por isso, a sua prova de fogo é já para a semana, no New Hampshire, onde o antigo Governador do Utah deposita todas as esperanças da sua campanha.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Um Sábado em cheio

O Sábado que passou foi um dia recheado de importantes novidades relativas à disputa pela nomeação presidencial do Partido Republicano. Começou logo pela manhã, com a Ames Straw Poll, que resultaria numa consistente vitória para Michelle Bachmann, estendeu-se pela tarde, com o anúncio da candidatura de Rick Perry, e terminou já na madrugada e manhã do dia seguinte, com a desistência de Tim Pawlenty da corrida à Casa Branca.
No Iowa, ou, para ser mais preciso, em Ames, Michelle Bachmann provou que é a principal favorita a triunfar, no início do próximo ano, o caucus do Iowa, depois de vencer a Straw Poll, que, apesar de não passar de um evento informal, costuma ser um bom indicador do futuro vencedor do primeiro momento das primárias presidenciais. Com  4823 dos 16892 votos, a congressista do Minnesota bateu a concorrência, apesar de Ron Paul ter ficado a uma curta distância, angariando 4671 votos. Em terceiro lugar ficou Pawlenty que hipotecou, assim, a hipótese de conseguir um novo ímpeto para a sua campanha, que, devido aos fracos números que vinha a obter nas sondagens, estava necessitada de uma vitória, ou, pelo menos, de um forte segundo lugar neste evento no Iowa. Fora do Top 3 ficaram, por esta ordem, Rick Santorum, Herman Cain, Rick Perry (como write-in), Mitt Romney, Newt Gingrich e John Huntsman.
Ao mesmo tempo que decorria a Straw Poll no Iowa, Rick Perry anunciava a sua candidatura à presidência, tal como era esperado há já alguns dias. O seu timing foi perfeito, visto que ofuscou parcialmente o triunfo de Bachmann, com quem, ao que tudo indica, disputará a vitória no caucus do Iowa. O Governador do Texas entra automaticamente para o topo dos favoritos para conseguir a nomeação republicana. Estando à frente do segundo maior Estado da União e contando com bons contactos e apoios tanto no establishment republicano como entre os eleitores mais conservadores, Perry deverá ser o grande adversário de Mitt Romney na luta pela nomeação do GOP.
Tim Pawlenty é que é já uma carta fora do baralho. Depois do decepcionante terceiro lugar na Ames Straw Poll, não restava ao antigo Governador do Minnesota mais nenhum caminho que o pudesse levar à nomeação. Sem dinheiro e sem momentum, Pawlenty, depois de uma conference call com os seus principais assessores e de uma conversa com a sua esposa, anunciou que desistia da sua candidatura presidencial. Terminou assim a campanha de um candidato que chegou a ser apontado como um dos principais favoritos à vitória, mas que se mostrou incapaz de se tornar uma referência nacional e um concorrente credível pela nomeação presidencial republicana. 
No fim de contas, este fim-de-semana veio, sem dúvida, clarificar o estado da corrida presidencial republicana. Agora, parece evidente que o nomeado do GOP será, salvo qualquer surpresa, Mitt Romney ou Rick Perry, restando a Michelle Bachmann o papel de favorita da direita religiosa, à imagem de Mike Huckabee em 2008. Contudo, se vencer no Iowa e conseguir atrair muitos eleitores conservadores, Bachmann pode tornar-se uma ameaça para Rick Perry, que também almeja convencer o eleitorado de Direita. Temos, portanto, muitos pontos de interesse para seguir nos já menos de seis meses que faltam até ao caucus do Iowa. A corrida está lançada!

terça-feira, 12 de julho de 2011

A sensação Michelle Bachmann

Com a pré-campanha eleitoral relativa à luta pela nomeação presidencial republicana já em pleno andamento, o grande destaque, pelo menos nos últimos tempos, tem de ser atribuído a uma concorrente improvável:  Michelle Bachmann. De facto, a congressista do Minnesota tem dominado as atenções, em particular desde a sua boa prestação no debate televisivo do New Hampshire. Depois disso, tem conseguido manter aceso o seu momentum, com as sondagens a colocarem-na já no topo das intenções de voto para o caucus do Iowa, o primeiro momento das primárias presidenciais republicanas.
Em oposição à subida de Bachmann, candidatos como Tim Pawlenty ou Newt Gingrich, que lutam pelo mesmo eleitorado, estão em sérios problemas. Gingrich já praticamente ditou o seu (novo) suicídio político, mas de T-Paw esperava-se que fosse um dos principais candidatos à nomeação do GOP. Contudo, a fraca prestação no debate e a ascensão da sua conterrânea do Minnesota têm prejudicado a sua angariação de fundos, ao mesmo tempo que teima em não descolar dos single digits nos estudos de opinião.
Por outro lado, Mitt Romney, o grande favorito à vitória final, tem motivos para estar satisfeito com a perspectiva de uma luta a dois com Bachmann, já que isso significaria que a estrutura, os principais nomes e maiores doadores do Partido republicano não teriam outra solução, face a uma escolha entre Romney e Bachmann, a não ser colocarem-se por detrás do antigo Governador do Massachusetts. Todavia, também John Huntsman poderia sair beneficiado deste cenário, visto que, com Pawlenty ofuscado por Michelle Bachmann, passaria a ser o principal adversário de Romney no New Hampshire, podendo disputar mais folgadamente o voto do eleitores republicanos moderados.
Entre as bases republicanas e os movimentos Tea Party, Michelle Bachmann é já um fenómeno de popularidade e tem consegui ofuscar a outra super estrela da Direita americana, Sarah Palin. Aliás, Bachmann parece mesmo, de uma certa forma, um upgrade da antiga candidata à vice-presidência, que, por sua vez, está cada vez mais longe de uma candidatura à Casa Branca.
A aposta de Bachmann numa campanha como insurgente, distanciando-se do establishment republicano (se é que isso ainda existe) deu azo a comparações com as campanhas do democrata Howard Dean, em 2000 e do republicano Mike Huckabee, em 2008. Contudo, como aconteceu anteriormente com Dean e Huckabee, Michelle Bachmann está ideologicamente muito distante do centro político norte-americano e, por isso, poderá entusiasmar as bases do seu partido, mas não será a nomeada republicana.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A surpresa Bachman e a desilusão Pawlenty

Apesar de faltarem ainda oito meses para o caucus do Iowa, o primeiro momento das primárias presidenciais norte-americanas, podem já ser retiradas algumas ilações do debate de ontem à noite, onde estiveram frente-a-frente os já assumidos candidatos a conseguir a nomeação pelo Partido Republicano.
Michelle Bachman foi, quase unanimemente, considerada a vencedora do debate. Começou bem e conseguiu chamar as atenções para si, ao anunciar oficialmente a sua candidatura à Casa Branca e foi autora de uma das frases mais aplaudidas da noite, quando afirmou decisivamente que Barack Obama será um presidente de um só mandato. Depois da prestação da congressista do Minnesota, parecendo sempre confiante e assertiva, Sarah Palin deverá ter muitas razões para estar preocupada, visto que ambas disputariam o mesmo grupo do eleitorado republicano. 
Em sentido contrário, Tim Pawlenty foi a desilusão da noite. Depois de, na véspera, ter atacado duramente a reforma da saúde aprovada por Mitt Romney enquanto Governador do Massachusetts, não deu seguimento a essa táctica agressiva, optando por se esquivar das perguntas dos jornalistas da CNN, que lhe tentaram arrancar novas tiradas mais "picantes". Assim, o antigo Governador do Minnesota perdeu uma excelente oportunidade para se colocar como o candidato anti-Romney, visto com desconfiança por muitos eleitores conservadores, e, pelo contrário, pareceu fraco e incapaz de se impor no palco principal da política norte-americana.
Mitt Romney, que carrega o estatuto de principal favorito à vitória final, foi também um dos vencedores da noite, já que, ao contrário do que seria de esperar, nenhum dos seus adversários optou por lhe fazer frente, preferindo Barack Obama como o principal alvo de críticas. Outra conclusão que pode ser retirada do debate é que há ainda espaço para uma outra candidatura, porventura de alguém com credenciais conservadoras, mas que possa contar com o apoio do establishment republicano. Nesse sentido, o Governador do Texas, Rick Perry, é um nome cada vez mais falado.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A (dividida) resposta da oposição

Como sempre acontece nos discursos do State of the Union, a oposição republicana preparou a sua reacção ao conteúdo da mensagem presidencial. Contudo, este ano não houve uma, mas duas mensagens de resposta. Apesar de o establishment partidário republicano ter escolhido o congressista Paul Ryan para apresentar o discurso de resposta do GOP, os movimentos Tea Party fizeram questão de também eles reagirem oficialmente à comunicação de Barack Obama ao Congresso, escolhendo, para esse efeito, a congressista Michele Bachmann, uma favorita do Tea Party e que tem sido falada como potencial candidata presidencial.
Este tipo de discurso de resposta é sempre uma tarefa ingrata para qualquer político, dado que é bastante curto e, por comparação com a grande cerimónia que é o State of the Union, parece sempre "pequeno". Mesmo que nenhuma das duas reacções tenha sido particularmente má, como aconteceu, por exemplo, com Bobby Jindal, em 2009, a verdade é que a divisão da resposta republicana retira força e estatura à mensagem que o Partido Republicano quereria transmitir. Tanto Ryan como Bachmann optaram por focar a questão do défice e da sustentabilidade financeira do país, mas a congressista do Minnesota foi mais crítica em relação à actuação de Obama do que o seu colega do Wisconsin. Contudo, o mais contundente de todos os republicanos na noite de ontem foi mesmo o representante da Geórgia, Paul Broun, que, via twitter, afirmou que Obama não acredita na Constituição dos Estados Unidos, mas sim no socialismo.

De qualquer forma, e voltando às mensagens oficiais, aqui ficam os vídeos da dupla reacção do GOP ao discurso do State of the Union de Barack Obama: