terça-feira, 25 de maio de 2010

"Don't ask, don't tell" com fim à vista

Desde 1993, numa época em que era Bill Clinton a ocupar a Casa Branca, que o método utilizado pelas forças armadas americanas para lidar com os gays e lésbicas que se desejassem alistar era o famoso "don't ask, don't tell". Esta política veio permitir a essas pessoas servirem no Exército, Marinha ou Força Aérea dos Estados Unidos, pois apesar de a homossexualidade continuar a ser proibida nos meios militares, os recrutas já não eram obrigados a revelar a sua orientação sexual, nem os seus superiores podiam questioná-los sobre isso.
O "don't ask, don't tell", apesar de não ter representado, na altura, o avanço esperado pelas associações de gays, lésbicas e bissexuais, veio acabar com a "caça às bruxas" nas forças armadas. No fundo, a implementação desta medida é o exemplo paradigmático da governação de Bill Clinton, que representou uma espécie de terceira via à americana, moderada, centrista e procurando o compromisso entre liberais e conservadores.

Agora, o fim do "don't ask, don't tell" está em vias de ser revogado, o que pode acontecer já esta semana, esperando-se uma votação no Congresso que faça isso mesmo e acabe com a proibição de homossexuais nas forças armadas. A Casa Branca deu ontem o seu apoio e hoje foi a vez do Secretário da Defesa, Robert Gates, conceder a sua (pouco convicta) anuência. Apesar de algumas reservas dos meios militares, o fim do "don't ask don't tell" é apoiado por uma grande maioria dos americanos - mesmo entre o eleitorado conservador - que entende que as escolhas sexuais de cada um não devem ser motivo de impedimento para o serviço militar. Vejamos, então, se o Congresso concorda ou não com os seus constituintes.

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