segunda-feira, 3 de maio de 2010

Os democratas aquecem para Novembro

A campanha presidencial de Obama em 2008 ficou para a história como uma das mais competentes de sempre, sendo, de longe, a que penetrou com mais sucesso nas novas tecnologias, nomeadamente na internet, adquirindo, por esse meio, milhares de voluntários e de pequenos doadores, além de milhões de e-mails e números de telefone para a sua lista de contactos. Essa campanha, liderada por David Plouffe, angariou um número recorde de novos eleitores e atraiu grupos do eleitorado, como os jovens e os afro-americanos que, tradicionalmente, se abstinham em números extremamente elevados.

Depois de vitória, David Plouffe não seguiu para a Casa Branca com o presidente e outros homens fortes da campanha, como David Axelrod. Porém, com as sondagens a indicarem um potencial desastre para os democratas nas eleições intercalares de Novembro, Plouffe foi convocado para tentar travar a "sangria". Hoje, às 21:30 de Portugal, Plouffe foi a figura principal de uma sessão de estratégia dos democratas para as "midterms", transmitida em directo através do site my.barackobama.com, com o objectivo de voltar a erguer a estrutura que ajudou Barack Obama a vencer as presidenciais de 2008.

Nesta sessão, os principal ponto abordado foi a necessidade de se incentivar a comparência às urnas de todos aqueles que votaram em Obama há dois anos e dos eleitores que poderão votar pela primeira vez - um grupo que, historicamente, tende a abster-se muito mais nestas eleições intercalares do que nas presidenciais. Além disso, David Plouffe referiu-se, também, à importância de motivar as "tropas" para que saiam em defesa dos políticos que apoiaram os aspectos mais importantes da agenda de Obama, com destaque natural para a reforma da saúde.

Foi uma sessão interessante, onde deu para perceber que os democratas também estão empenhados em defender as suas confortáveis maiorias em ambas as câmaras do Congresso. Porém, apesar de ser indiscutível a competência de David Plouffe e outros estrategas democratas, a verdade é que estes não podem fazer milagres a confirmar-se o actual clima político extremamente desfavorável ao partido no poder. De qualquer forma, os eleitores dirão de sua justiça, daqui a exactamente seis meses.

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