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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Romney já pensa em VPs

Christie, McDonnell e Rubio
Apesar de ainda faltarem cerca de seis meses para o início das primárias presidenciais e cerca de um ano para que o vencedor desse processo tenha de escolher a pessoa que consigo irá formar o ticket republicano, começam já a surgir alguns rumores relativamente à shortlist de Mitt Romney para o cargo de Vice-Presidente. Ao que consta, o actual favorito a conseguir a nomeação pelo GOP já reduziu as suas preferências para apenas três nomes: o Governador da Virgínia, Bob McDonnell, o Governador de New Jersey, Chris Christie e Marco Rubio, Senador pela Florida.
São opções seguras e convencionais, de políticos que se destacaram na senda de vitórias do Partido Republicano em 2009 e 2010. A intenção de Romney ao "deixar escapar" esta notícia poderá ser a de atrair os eleitores mais conservadores, dado que estes três nomes figuram entre os políticos favoritos dos movimentos Tea Party. Dos três, talvez seja Marco Rubio o mais provável candidato vice-presidencial, dado que representa a Florida, porventura o mais importante Estado numa eleição presidencial, e porque é hispânico (cubano-americano), um eleitorado decisivo e entre o qual o GOP tem perdido votos de forma preocupante. Todavia, a escolha final de Romney, ou de quem quer que seja o nomeado republicano, no que diz respeito ao seu vice-presidente, será sempre influenciada por tudo aquilo que se passar durante as primárias e por todo um conjunto de variáveis circunstanciais. Assim, a uma tão grande distância do momento de decisão, este tipo de análise, ainda que seja interessante, não passa de mera especulação.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Virginia comemora a Confederação

O Governador da Virgínia, Bob McDonnell, lançou uma nova polémica no já de si agitado mundo político norte-americano ao anunciar que Abril será o Confederate History Month.
Esta comemoração, que acontece em alguns Estados do Sul, com o objectivo de recordar e honrar a história da Confederação não sucedia no Estado da Virgínia desde 2000, já que os dois últimos governadores, ambos democratas, tinham abandonado essa prática. McDonnel, que fez campanha e venceu identificando-se como um político moderado, recebe agora várias críticas da Esquerda e de associações afro-americanas e de defesas dos direitos civis. Mas, ao mesmo tempo, esta posição pode fortalecer a sua posição junto do eleitorado mais conservador.
Recorde-se que a Confederação consistiu numa aliança de onze Estados do Sul que, à revelia do governo federal de Washington, declarou a sua secessão dos Estados Unidos da América, o que provocou a Guerra Civil Americana (1861-65). Uma das principais razões para essa ruptura foi a questão da escravatura, que opunha os esclavagistas do Sul aos abolicionistas do Norte, liderados por Abraham Lincoln.
A meu ver, esta proclamação do governador do Estado que deu à América e ao mundo figuras como George Washington e Thomas Jefferson não é a mais correcta. Não digo isto porque considere que o passado deva ser escondido ou disfarçado, até porque a história de uma nação não é feita apenas de acontecimentos positivos e dignos de orgulho. E mais: a morte e os sacrifícios de milhares de sulistas durante a Guerra Civil deve ser honrada. Porém, parece-me errado fazer uma comemoração selectiva da história da Confederação como sugere o facto da proclamação de McDonnel, ao contrário da do seu último antecessor que celebrou o Confederate History Month, não fazer nenhuma referência à escravatura, que, como disse Lloyd Garrison, foi o "pecado nacional" americano.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A resposta republicana

Ontem, durante o discurso do Estado da Nação, os republicanos tiveram um comportamento exemplar, na totalidade da comunicação do Presidente. Ao que consta, a liderança do GOP deu indicações às suas bancadas para que não se repetissem situações como a que sucedeu no último discurso de Obama, perante o Congresso. Dessa vez, um Representante republicano da Carolina do Sul, Joe Wilson, interrompeu o presidente americano com um grito que ficou tristemente célebre: "you lie!". Mas, ontem, nada disso se passou. Quando as declarações de Obama eram do agrado das hostes republicanas, estas não se coibiram de aplaudir, muitas vezes de pé, e quando ouviam algo que não lhes agradava, os republicanos, apenas mantinham um imperturbável silêncio.

Mas, obviamente, que este comportamento civilizado dos Republicanos não significa que Obama tenha ficado sem resposta. Como é normal nestas situações, o partido da oposição rapidamente emitiu uma declaração com a sua reacção ao discurso do presidente. Na política americana tudo é pensado ao pormenor e o porta-voz desta mensagem é sempre escolhido a dedo. Ontem, Bob McDonnell, recém-eleito Governador do Estado da Virgínia, foi o seleccionado. McDonnel, um dos Republicanos do momento, representa o futuro do GOP e é um dos principais rostos da recuperação do partido, após o desastre de 2008.

Num discurso curto, mas incisivo, McDonnel incidiu, como é habitual, nas críticas ao tamanho e ao peso excessivos do Governo na vida dos americanos, defendendo um maior corte nas despesas públicas do que aquele que foi anunciado por Obama. Em relação à reforma na Saúde, deixou claro que os Republicanos não vão cooperar com os Democratas e afirmou o GOP não vai permitir que o melhor serviço de saúde do mundo [sic] caia nas mãos do governo federal.

A resposta dos republicanos foi simples, reduzida em termos de substância, mas poderá ter sido eficaz. É preciso ter em conta que esta é sempre uma tarefa ingrata, já que esta declaração é realizada apenas poucos minutos depois dos discurso do presidente e o político que o faz não conta, de forma alguma, com o peso e a importância que o selo presidencial confere ao chefe de Estado.