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sábado, 11 de agosto de 2012

Paul Ryan é o escolhido

Confirmando os rumores cada vez mais consistentes dos últimos dias, Mitt Romney já escolheu o seu candidato vice-presidencial: o congressista Paul Ryan completará o ticket republicano nas eleições presidenciais de Novembro. Durante a madrugada, a campanha de Romney lançou o site romneyryan.com e, na manhã de hoje, os dois candidatos republicanos surgirão juntos num evento que servirá para oficializar a escolha de Romney.
Como já tinha referido, a opção Paul Ryan será sempre um pau de dois bicos para Romney. Por um lado, escolhe um político jovem (42 anos) e inovador, que é um dos principais pensadores do actual GOP e que excitará de igual modo as bases e o establishment do partido. Ao mesmo tempo, reveste de susbstância política e ideológica a sua campanha, muitas vezes acusada de ser inócua e de não apresentar propostas e soluções para o país.
Por outro lado, os planos de Ryan para o Medicare (tenciona transformar o programa num sistema de vouchers) poderão prejudicar as chances do ticket republicano junto do eleitorado independente. Não admira, por isso, que os democratas estejam a rejubilar pela escolha de Romney, começando já a caracterizar Paul Ryan como uma ameaça para a classe média norte-americana. Há ainda a possibilidade de o brilho de Paul Ryan (é um político dinâmico e capaz de cativar quem o ouve) ofuscar o estilo sóbrio e até algo "cinzento" de Romney.
A escolha de Paul Ryan como candidato vice-presidencial representa o primeiro grande acto audaz da campanha de Mitt Romney, que, até agora, não tinha corrido grandes riscos.  Já o timing da escolha parece perfeito, visto que nos últimos dias Barack Obama vinha a fugir nas sondagens, obrigando a campanha republicana a tomar uma atitude e a tornar-se, depois deste anúncio, o centro das atenções mediáticas da campanha presidencial. 
A partir de agora, com os quatro candidatos presidenciais conhecidos e a poucos dias do início das convenções nacionais, a disputa pela Casa Branca aumenta de intensidade. Todavia, o melhor é mesmo esperarmos alguns dias para percebermos o impacto que Paul Ryan provoca na corrida presidencial.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os últimos rumores sobre o VP de Romney

Deve estar por dias o anúncio do candidato vice-presidencial de Mitt Romney. Como é norma nestas alturas, têm-se sucedido os rumores sobre vários nomes que podem concorrer no ticket republicano. 
Ontem, no normalmente bem informado Drudge Report, foi notícia, baseado num suposto desabafo de Barack Obama a um angariador de fundos, de que podia ser o General David Petraeus o nomeado vice-presidencial do GOP. Todavia, parece-me que não será o herói do surge do Iraque a concorrer juntamente com Romney, apesar dessa ser uma ideia que assusta, e muito, a Casa Branca. Petraeus é um soldado e, como tal, deveria sentir alguns constrangimentos éticos ao ter de enfrentar e mesmo de criticar durante aquele que tem sido, nos últimos quatro anos, o seu Commander-in-Chief. Além disso, o General Petraeus, recentemente nomeado Director da CIA por Obama, teria dificuldades em explicar como aceitou um cargo tão conceituado e de tão alta responsabilidade numa Administração em que não acredita. Por isso, parece-me que o surgimento do nome de David Petraeus nas coagitações para a vice-presidência  é mais um acto de desinformação do que um rumor fundado.
Já hoje, tem-se falado com maior insistência no nome de Paul Ryan, congressista pelo Winsconsin, para possível running mate de Mitt Romney. Ryan é uma estrela em ascensão do Partido Republicano e a principal figura do GOP a nível de política fiscal. A sua escolha seria, sem dúvida, uma boa forma de Romney dar maior substância à sua candidatura, muitas vezes acusada de apresentar poucas ideias concretas para os Estados Unidos. Contudo, com Ryan no ticket presidencial, a campanha republicana tornar-se-ia rapidamente numa espécie de referendo ao Medicare, o popular programa de assistência de saúde aos idosos, e que Paul Ryan pretende reformar profundamente.
Petraeus e Ryan seriam escolhas arrojadas, sem dúvida. Porém, até ao momento, Romney tem apostado numa campanha by the book e sem correr grandes riscos. Assim, políticos como Rob Portman ou Tim Pawlenty têm uma maior probabilidade de serem os escolhidos. Até porque se costuma dizer que o principal critério para a escolha de um candidato vice-presidência é: first, do no harm.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Romney já pensa em VPs

Christie, McDonnell e Rubio
Apesar de ainda faltarem cerca de seis meses para o início das primárias presidenciais e cerca de um ano para que o vencedor desse processo tenha de escolher a pessoa que consigo irá formar o ticket republicano, começam já a surgir alguns rumores relativamente à shortlist de Mitt Romney para o cargo de Vice-Presidente. Ao que consta, o actual favorito a conseguir a nomeação pelo GOP já reduziu as suas preferências para apenas três nomes: o Governador da Virgínia, Bob McDonnell, o Governador de New Jersey, Chris Christie e Marco Rubio, Senador pela Florida.
São opções seguras e convencionais, de políticos que se destacaram na senda de vitórias do Partido Republicano em 2009 e 2010. A intenção de Romney ao "deixar escapar" esta notícia poderá ser a de atrair os eleitores mais conservadores, dado que estes três nomes figuram entre os políticos favoritos dos movimentos Tea Party. Dos três, talvez seja Marco Rubio o mais provável candidato vice-presidencial, dado que representa a Florida, porventura o mais importante Estado numa eleição presidencial, e porque é hispânico (cubano-americano), um eleitorado decisivo e entre o qual o GOP tem perdido votos de forma preocupante. Todavia, a escolha final de Romney, ou de quem quer que seja o nomeado republicano, no que diz respeito ao seu vice-presidente, será sempre influenciada por tudo aquilo que se passar durante as primárias e por todo um conjunto de variáveis circunstanciais. Assim, a uma tão grande distância do momento de decisão, este tipo de análise, ainda que seja interessante, não passa de mera especulação.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

2012: Obama-Hillary?

Joe Biden não foi um nome consensual quando Barack Obama o escolheu para seu running mate na corrida para a Casa Branca em 2008. Na altura, muitos consideraram que ter Biden como VP minava a mensagem de esperança e mudança que a campanha de Obama apregoava. Contudo, a necessidade de sossegar o eleitorado preocupado com a falta de credenciais de Obama nas matérias de relações externas e de atrair os blue collar workers, que nas primárias democratas tinham preferido Hillary Clinton, levaram o futuro presidente a optar por Joe Biden.
Mas a vice-presidência do antigo senador pelo Estado de Delaware não tem  sido propriamente famosa. Ainda recentemente, uma sua visita a um dos Estados mais afectados pelo derrame de crude e um dos mais importantes battlegrounds na política americana, a Florida, foi um autêntico desastre. Consequentemente, já algumas vozes se começam a ouvir em defesa de uma mudança no ticket democrata para 2012. A última é a do antigo governador da Virgínia e o primeiro governador afro-americano eleito da história dos Estados Unidos, L. Douglas Wilder, que, num artigo de opinião publicado no Politico, aconselha Obama a trocar Joe Biden por Hillary Clinton na vice-presidência de um seu eventual segundo mandato.
Tal cenário parece-me pouco provável de vir a suceder. Primeiro, porque forçar Biden a abdicar do seu cargo será sempre bastante complicado, a menos que algo de anormal aconteça. O passado já provou que o actual VP é um homem de ideias próprias e que por vezes tem dificuldades em ser um bom jogador de equipa. Depois, porque a troca em causa transmitiria a impressão de uma mera jogada político-eleitoral que poderia manchar ainda mais a imagem do presidente.
Por outro lado, a vice-presidência poderia ser um grande catalisador para a candidatura de Hillary Clinton à presidência americana em 2016. Sendo pouco provável que a esposa de Bill Clinton continue no Departamento de Estado por mais um mandato, esta seria uma excelente oportunidade para Hillary se manter no centro do poder político americano e continuar a elevar o seu perfil mediático. Apesar de em Novembro de 2016 a actual Secretária de Estado norte-americana contar já com 69 anos, é bem possível que Hillary tente novamente cumprir o seu grande sonho de ser a primeira mulher presidente americana. Caso contrário, poderá ser a filha do casal mais poderoso do mundo, Chelsea Clinton, a herdar esse objectivo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

The Vice-president

Ainda na cimeira de ontem, entre as discussões mais sérias, também houve tempo para alguns fait-divers. Uma delas envolveu o Vice-presidente, Joe Biden. Biden, famoso pela sua língua afiada e pela propensão para as gaffes, foi apanhado pelos microfones das câmaras do C-SPAN, numa conversa informal, a dizer a um dos participantes da sessão que ser vice-presidente "é fácil"e que "não tem de fazer nada".
Colaboradores do vice-presidente já vieram assegurar que Joe Biden estava apenas a brincar e que as afirmações não devem ser levadas a sério, lembrando a apertada agenda do nº 2 da Administração, repleta de grandes responsabilidades.
Brincadeira ou não, a verdade é que Biden repetiu apenas uma ideia generalizada na política americana. A própria Constituição não atribui funções ao cargo de vice-presidente, excepto a substituição do Presidente, aquando da impossibilidade ou morte do Chefe de Estado. Lembre-se, também, que, inicialmente, o segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais tornava-se o vice-presidente. Ora, isto fazia com que o VP não fosse do mesmo partido do Presidente e não tivesse, assim, a sua confiança política. Com o abolir desta situação, os vice presidentes foram ganhando mais importância e visibilidade. Veja-se, por exemplo, Al Gore e Dick Cheney, os dois últimos vices, que foram muito influentes nas administrações Clinton e Bush, respectivamente.
Porém, ainda resiste a ideia que o vice-presidente é uma figura essencialmente cerimonial e decorativa, existindo mesmo várias anedotas sobre o assunto. Para terminar, deixo aqui uma das minhas preferidas: "Uma mãe tem dois filhos. Um parte para o mar, o outro torna-se vice-presidente. Depois disso, a mãe nunca mais ouviu falar de nenhum deles."