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terça-feira, 6 de novembro de 2012
Biden afirma que esta não será a sua última eleição
sábado, 13 de outubro de 2012
Biden vs Ryan
Como não vi em directo o debate entre os candidatos à vice-presidência dos Estados Unidos, apenas hoje me foi possível fazer a análise ao que de mais importante se passou na noite de Quinta-feira. Depois de ver a gravação, pareceu-me que Joe Biden foi o vencedor, ainda que não tenha sido, de maneira nenhuma, um triunfo com a dimensão da vitória de Mitt Romney no primeiro debate entre os nomeados presidenciais.
O debate foi interessante, com substância e entre dois candidatos que mostraram estar à altura do momento. A primeira parte do debate foi dominada pela temática da política externa, onde Joe Biden se sente como peixe na água e esteve, sem surpresas, por cima de Paul Ryan, ainda que este, apesar de não ter grande experiência nesta matéria, não se saiu mal. Nesta secção, o melhor momento do actual Vice-presidente terá sido quando respondeu às críticas lançadas por Ryan relativamente às condições de segurança do Embaixador norte-americano assassinado em Benghazi, lembrando que foi Paul Ryan, enquanto Presidente da Comissão do Orçamento na Câmara dos Representantes a reduzir em 300 milhões de euros os fundos para a segurança das embaixadas dos Estados Unidos.
Se na política externa era Biden o favorito, já nas questões do foro interno, em especial nos temas económicas, esperava-se que Ryan estivesse por cima. E, de facto, o candidato republicano atacou de forma assertiva o registo económico do primeiro mandato da dupla Obama/Biden na Casa Branca. Mas Biden, experiente nestas andanças, reagiu eficazmente e colocou pressão em Ryan para que o congressista do Wisconsin desse mais detalhes sobre a proposta de orçamento republicana. Contudo, Ryan não foi específico e voltou a não dar explicações sobre como uma administração republicana irá ser capaz de descer os impostos sem agravar o défice federal.
A nível de conteúdo, o vencedor foi, e de forma relativamente clara, Joe Biden. Mas, na forma, o Vice-presidente pecou por algumas expressões e comportamentos que demonstraram um certo desdém, se não mesmo desprezo, pelo seu adversário, chegando mesmo a rir-se enquanto Paul Ryan falava. Biden tentou, claramente, cumprir onde Obama falhou, mostrando-se dinâmico, envolvido no debate e agressivo. Por sua vez, Ryan adoptou uma postura tranquila, parecendo apenas irritado por ser repetidamente interrompido por Biden.
No fim de contas, Joe Biden pareceu-me levar a melhor sobre Paul Ryan, o que não deixa de ser natural, já que o antigo Senador do Delaware é um político mais experiente e que, em 2008, teve de passar por inúmeros debates nas primárias presidenciais democratas e por um debate vice-presidencial face a Sarah Palin. Ainda assim, o debate foi equilibrado e muitos analistas consideraram que o resultado final se saldou num empate. Por isso, o debate vice-presidencial não deverá ter grande impacto na corrida pela Casa Branca, que, desde o frente-a-frente de Obama e Romney, está mais renhida do que nunca.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
O debate vice-presidencial
Após o debate da semana passada, o primeiro entre os candidatos à Presidência, hoje é dia de debate entre os running mates de Barack Obama e Mitt Romney. Mais logo, às 2 da madrugada em Portugal, no Kentucky, Joe Biden e Paul Ryan estarão frente-a-frente para esgrimir argumentos, num debate que ganhou uma renovada importância após a péssima prestação de Obama, na semana passada, e que resultou na recolagem de Romney ao Presidente nas sondagens.
O actual Vice-Presidente está, por isso, sob intensa pressão, obrigado a uma boa performance de forma a não permitir ao ticket republicano renovar o seu momentum. Mas Biden é um político muitíssimo experiente e, em 2008, nas primárias presidenciais democratas, mostrou ser muito competente em debates, ganhando, inclusivamente, vários deles (na altura, como ocupava os últimos lugares das sondagens, ninguém prestou muita atenção a isso). Mais tarde, na eleição geral, debateu face a Sarah Palin, mas teve a ingrata tarefa de ter de enfrentar um adversário que tinha, porventura, as mais baixas expectativas de sempre numa corrida presidencial. Ainda assim, Joe Biden saiu-se muito bem e evitou a arrogância ou o paternalismo, posturas que poderiam prejudicar a sua imagem junto dos telespectadores. Biden tem a vantagem de se conseguir mostrar aos eleitores como sendo um deles, adoptando um discurso simples e directo. Contudo, essa frontalidade também lhe traz, por vezes, dissabores, porque, como se sabe, o Veep de Obama é propenso a gaffes que podem comprometer a mensagem que pretende transmitir.
Já Paul Ryan, seguro e constante, é um caso totalmente distinto. Sem qualquer tipo de experiência em debates a este nível, torna-se muito difícil de prever como será a prestação do congressista do Wisconsin. Terá certamente de ser capaz de lidar com um Biden agressivo e que atacará o seu plano fiscal. Nos últimos tempos, Ryan tem sido bastante pressionado pela imprensa para que seja mais específico em relação a um eventual orçamento de uma administração republicana. Todavia, o vice de Romney tem preferido fugir à questão, afirmando que necessita de muito tempo para essa explicação. Esse argumento, porém, não deve resultar esta noite e espera-se algo mais substancial por parte do Presidente da Comissão do Orçamento da Câmara dos Representantes. Outro tema que pode dar que falar é a questão do aborto, novamente em voga depois de Romney ter vindo a público suavizar a sua posição que, de momento, é diferente da do seu running mate que, como católico, é um pro-life convicto.
É, então, com muito expectativa que se aguarda este debate vice-presidencial que poderá resultar no estancamento da hemorragia democrata ou para a piorar, dependendo de como se saírem Joe Biden e Paul Ryan. Por isso, mais logo, milhões de norte-americanos (e não só) estarão em frente às televisões para assistirem a um debate que, ao contrário do que costuma acontecer, pode mesmo ter um impacto decisivo na corrida pela Casa Branca.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
2012: Obama-Hillary?
Joe Biden não foi um nome consensual quando Barack Obama o escolheu para seu running mate na corrida para a Casa Branca em 2008. Na altura, muitos consideraram que ter Biden como VP minava a mensagem de esperança e mudança que a campanha de Obama apregoava. Contudo, a necessidade de sossegar o eleitorado preocupado com a falta de credenciais de Obama nas matérias de relações externas e de atrair os blue collar workers, que nas primárias democratas tinham preferido Hillary Clinton, levaram o futuro presidente a optar por Joe Biden.Mas a vice-presidência do antigo senador pelo Estado de Delaware não tem sido propriamente famosa. Ainda recentemente, uma sua visita a um dos Estados mais afectados pelo derrame de crude e um dos mais importantes battlegrounds na política americana, a Florida, foi um autêntico desastre. Consequentemente, já algumas vozes se começam a ouvir em defesa de uma mudança no ticket democrata para 2012. A última é a do antigo governador da Virgínia e o primeiro governador afro-americano eleito da história dos Estados Unidos, L. Douglas Wilder, que, num artigo de opinião publicado no Politico, aconselha Obama a trocar Joe Biden por Hillary Clinton na vice-presidência de um seu eventual segundo mandato.
Tal cenário parece-me pouco provável de vir a suceder. Primeiro, porque forçar Biden a abdicar do seu cargo será sempre bastante complicado, a menos que algo de anormal aconteça. O passado já provou que o actual VP é um homem de ideias próprias e que por vezes tem dificuldades em ser um bom jogador de equipa. Depois, porque a troca em causa transmitiria a impressão de uma mera jogada político-eleitoral que poderia manchar ainda mais a imagem do presidente.
Por outro lado, a vice-presidência poderia ser um grande catalisador para a candidatura de Hillary Clinton à presidência americana em 2016. Sendo pouco provável que a esposa de Bill Clinton continue no Departamento de Estado por mais um mandato, esta seria uma excelente oportunidade para Hillary se manter no centro do poder político americano e continuar a elevar o seu perfil mediático. Apesar de em Novembro de 2016 a actual Secretária de Estado norte-americana contar já com 69 anos, é bem possível que Hillary tente novamente cumprir o seu grande sonho de ser a primeira mulher presidente americana. Caso contrário, poderá ser a filha do casal mais poderoso do mundo, Chelsea Clinton, a herdar esse objectivo.
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Biden na Terra Santa

O vice-presidente Joe Biden está em Israel para uma visita de cinco dias, a primeira de uma alta figura americana desde que a nova administração, liderada por Barack Obama, tomou posse.
Esta viagem vice-presidencial pode servir vários propósitos. Em primeiro lugar, será importante para relançar a aliança israelo-americana, acalmando algumas críticas que têm surgido em relação ao aparente esfriar de relações entre os dois países.
Depois, os americanos parecem interessados em voltar a chamar as atenções para a questão do Médio Oriente, um tema recorrente, mas de quase impossível resolução. O objectivo não será o de partir já para um novo processo de paz, mas sim reatar, progressivamente, as negociações entre as duas partes. Esta viagem marca, então, o regresso deste tema à agenda principal da política externa de Obama, depois de um certo período de tempo em que esteve numa espécie de estado de hibernação.
E, por fim, há também as inevitáveis razões políticas: em ano de eleições, o Partido Democrata não pode dar-se ao luxo de descurar as preocupações da comunidade judaica nos Estados Unidos, um grupo muito importante para as contas eleitorais, especialmente em Estados-chave, como a Florida.
São muitas e boas razões para a viagem de Biden se revestir de uma importância acrescida e até para relançar a imagem do vice-presidente, que, ultimamente, tem andado afastado dos grandes palcos. Ficam vistos os fundamentos para esta jornada diplomática, ficando a faltar conhecer os resultados que serão (ou não) conseguidos.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
The Vice-president

Ainda na cimeira de ontem, entre as discussões mais sérias, também houve tempo para alguns fait-divers. Uma delas envolveu o Vice-presidente, Joe Biden. Biden, famoso pela sua língua afiada e pela propensão para as gaffes, foi apanhado pelos microfones das câmaras do C-SPAN, numa conversa informal, a dizer a um dos participantes da sessão que ser vice-presidente "é fácil"e que "não tem de fazer nada".
Colaboradores do vice-presidente já vieram assegurar que Joe Biden estava apenas a brincar e que as afirmações não devem ser levadas a sério, lembrando a apertada agenda do nº 2 da Administração, repleta de grandes responsabilidades.
Brincadeira ou não, a verdade é que Biden repetiu apenas uma ideia generalizada na política americana. A própria Constituição não atribui funções ao cargo de vice-presidente, excepto a substituição do Presidente, aquando da impossibilidade ou morte do Chefe de Estado. Lembre-se, também, que, inicialmente, o segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais tornava-se o vice-presidente. Ora, isto fazia com que o VP não fosse do mesmo partido do Presidente e não tivesse, assim, a sua confiança política. Com o abolir desta situação, os vice presidentes foram ganhando mais importância e visibilidade. Veja-se, por exemplo, Al Gore e Dick Cheney, os dois últimos vices, que foram muito influentes nas administrações Clinton e Bush, respectivamente.
Porém, ainda resiste a ideia que o vice-presidente é uma figura essencialmente cerimonial e decorativa, existindo mesmo várias anedotas sobre o assunto. Para terminar, deixo aqui uma das minhas preferidas: "Uma mãe tem dois filhos. Um parte para o mar, o outro torna-se vice-presidente. Depois disso, a mãe nunca mais ouviu falar de nenhum deles."
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
Duelo de vices
A ronda de talk shows deste fim-de-semana, em programas como o Meet the Press ou o This Week, foi dominada por dois pesos-pesados da política americana: nada mais nada menos do que Joe Biden, o actual vice-presidente, e Dick Cheney, o seu antecessor.Desde a tomada de posse de Obama, que Cheney tem sido uma das vozes mais interventivas do GOP, não se coibindo de criticar a nova administração, particularmente na sua áreas de especialidade - as relações externas e a guerra ao terrorismo. Dick Cheney que foi, lembre-se, um dos mais poderosos vice-presidentes da história americana - provavelmente mesmo o mais poderoso. Já George Bush tem mantido uma postura mais moderada, abstendo-se de comentar a actuação do seu sucessor, procurando, assim, melhorar a sua imagem junto do público e proteger o seu já muito conturbado legado.
Desta vez, a Casa Branca não perdeu tempo a responder e jogou ao ataque, enviando o próprio vice-presidente em representação da administração. Biden, antigo presidente da comissão de relações externas no Senado, é uma voz conceituada e respeitada nestas matérias e um dos mais aptos para fazer frente a Cheney que, além de vice-presidente, foi também Secretário de Defesa e chief of staff da Casa Branca.
O duelo foi duro e intenso, com acusações de parte a parte. Cheney usou a estratégia habituado dos republicanos, tentando catalogar Obama como sendo soft on terror, ao criticar a sua resposta à tentativa de atentado do Natal e alertando para o perigo de um novo ataque terrorista do género do 11 de Setembro. Biden respondeu, dizendo que Cheneu está errado e mal informado, ao mesmo tempo que defendeu as acções da administração a que pertence, considerando que a estratégia no Iraque está a resultar e lembrando que a reacção ao atentado de 25 de Dezembro foi igual à resposta de Bush aquando do atentado do "terrorista do sapato" em Dezembro de 2001.
Este duelo de titãs pode não ser muito favorável aos GOP. É verdade que Cheney é um expert em matérias de defesa e segurança, mas a sua impopularidade não diminuiu com a sua saída da Casa Branca. Além disso, as sondagens indicam que os americanos estão agradados com a forma como Obama tem lidado com o terrorismo e as relações externas. Esta "cruzada" do anterior vice-presidente permite ainda aos democratas retomarem um dos seus temas preferidos: a crítica aos erros e excessos cometidos durante os anos de Bush e Cheney.
Desta vez, a Casa Branca não perdeu tempo a responder e jogou ao ataque, enviando o próprio vice-presidente em representação da administração. Biden, antigo presidente da comissão de relações externas no Senado, é uma voz conceituada e respeitada nestas matérias e um dos mais aptos para fazer frente a Cheney que, além de vice-presidente, foi também Secretário de Defesa e chief of staff da Casa Branca.
O duelo foi duro e intenso, com acusações de parte a parte. Cheney usou a estratégia habituado dos republicanos, tentando catalogar Obama como sendo soft on terror, ao criticar a sua resposta à tentativa de atentado do Natal e alertando para o perigo de um novo ataque terrorista do género do 11 de Setembro. Biden respondeu, dizendo que Cheneu está errado e mal informado, ao mesmo tempo que defendeu as acções da administração a que pertence, considerando que a estratégia no Iraque está a resultar e lembrando que a reacção ao atentado de 25 de Dezembro foi igual à resposta de Bush aquando do atentado do "terrorista do sapato" em Dezembro de 2001.
Este duelo de titãs pode não ser muito favorável aos GOP. É verdade que Cheney é um expert em matérias de defesa e segurança, mas a sua impopularidade não diminuiu com a sua saída da Casa Branca. Além disso, as sondagens indicam que os americanos estão agradados com a forma como Obama tem lidado com o terrorismo e as relações externas. Esta "cruzada" do anterior vice-presidente permite ainda aos democratas retomarem um dos seus temas preferidos: a crítica aos erros e excessos cometidos durante os anos de Bush e Cheney.
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