quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Joe Manchin: solução ou problema?

Uma das corridas mais equilibradas do ano é a que tem lugar na West Virginia, na disputa pelo lugar no Senado que ficou em aberto, após a morte do senador democrata Robert Byrd. Depois de algumas semanas de indefinição, as últimas sondagens têm dado vantagem ao actual governador do Estado,  o democrata Joe Manchin. 
Esta corrida assume especial importância, pois pode muito bem suceder que recaia sobre a eleição da West Virginia a decisão relativamente ao controlo da câmara alta do Congresso. Assim, à primeira vista, isso favorece os democratas, dado que Manchin parece em melhor posição para vencer a eleição. Porém, se tomarmos em atenção a campanha do ainda governador estadual, apercebemo-nos que Manchin de democrata tem muito pouco, ou pelo menos é essa a ideia que parece querer passar. Desde criticar a reforma da saúde (que antes apoiava) até lançar este anúncio em que dispara sobre a Cap and Trade Bill, Manchin tem feito tudo o que está ao seu alcance para se distanciar da liderança do seu partido. 
Esta estratégia até pode ser caracterizada como normal, já que a West Virginia o Presidente Obama é incrivelmente impopular, o que obriga Manchin a demonstrar a sua independência. Porém, o que deve preocupar os democratas é que esta é uma eleição especial para substituir o falecido Byrd e que este lugar estará novamente em discussão já em 2012. Dessa forma, mesmo que Joe Manchin agora vença, irá estar numa posição desconfortável sempre que votar em linha com a liderança democrata, dado que o seu historial de voto poderá ser usado contra si na campanha que virá logo a seguir a esta. E este é um factor ainda mais importante, tendo em conta que a próxima divisão de forças no Senado deverá ser muito equilibrada, o que proporcionará uma importância acrescida a cada voto.
Não admira, portanto, que o próprio John McCain, numa visita à West Virginia para o candidato republicano ao Senado, John Raese, tenha sugerido a Manchin que se mudasse para o Partido Republicano. O antigo candidato presidencial até podia não estar a falar muito a sério, mas, muitas vezes, a brincar, a brincar...

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