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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O primeiro "gate" de Chris Christie

Até ontem, Chris Christie era um dos políticos mais populares dos Estados Unidos. Reeleito no ano passado com um resultado avassalador, o Governador republicano do Estado de New Jersey era visto como o principal candidato do GOP a conseguir a noemação presidencial em 2016.
Contudo, no dia de ontem, a sua imagem pública foi profundamente abalada por um escândalo que representa o seu primeiro grande contratempo como figura política de relevo. A revelação de uma troca de emails em que um assessor próximo de Christie parece ordenar o fecho de algumas faixas de tráfego numa ponte que serve de importante meio de acesso à cidade de Fort Lee, em New Jersey, reacendeu críticas antigas, ainda que, até agora, pouco fundamentadas, dos democratas do Estado, que acusam o Governador de castigar com longas filas de trânsito as cidades de New Jersey cujos Mayors não apoiaram a sua reeleição.
Nos emails, a Deputy Chief of Staff de Christie, Bridget Kelly, diz a um agente da Polícia Portuária de New Jersey que "é altura para alguns problemas de trânsito em Forte Lee", ao que o oficial responde "entendido". E de, facto, no mês seguinte, os acessos à ponte George Washington foram condicionados por duas vezes. Nesta altura, estava-se nas vésperas das eleições para o Governo Estadual de New Jersey e Chris Christie batia-se por conseguir o maior apoio possível no seio do Partido Democrata. Curiosamente, ou não, o Mayor de Fort Lee, um democrata, não se mostrou disponível para apoiar o Governador em exercício.
A reacção a este caso, já conhecido como bridgegate, está a ser muito prejudicial para Chris Christie e tornou-se ainda mais negativa quando os serviços de emergência médica revelaram que o trânsito caótico gerado pelo encerramento de diversas faixas de rodagem levou ao atraso na resposta a quatro casos de emergência, sendo que em um dos casos a vítima, com 91 anos de idade, acabaria por falecer.
O Governador de New Jersey foi lesto a vir a público condenar as acções do membro do seu staff, ao mesmo tempo que garantiu que tudo foi feito sem o seu conhecimento. Ainda assim, as críticas não desceram de tom e à medida que se vão conhecendo pormenores, é possível que a situação de Christie piore. Nesta fase, ainda é cedo para antever qual o nível dos dados que este gate irá infligir à imagem do republicano mais popular dos Estados Unidos. Seja como for, dificilmente será este contratempo a impedir as ambições presidenciais de Chris Christie. Como bem sabemos, muitos foram os políticas que, após estarem envolvidos em escândalos (vide Bill Clinton ou mesmo Barack Obama), conseguiram chegar, ainda assim, à Casa Branca.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A maldição do segundo mandato

É já praticamente uma tradição nos Estados Unidos que os Presidentes sejam assolados, durante o seu segundo mandato, por uma série de escândalos ou problemas que prejudicam a sua imagem e a sua capacidade de governar. Por isso, há quem diga que existe uma maldição que assombra todos os Chefes de Estado norte-americanos que são eleitos para novos quatro anos à frente dos destinos da nação.
E, de facto, os segundos mandatos estão repletos de escândalos presidenciais. Nas últimas décadas assistimos ao Watergate de Nixon, ao Irão-Contra de Reagan, o Monicagate de Clinton ou o Katrina de Bush. Agora, parece que também Barack Obama não escapará a esta maldição e uma série de escândalos para a sua presidência vão surgindo quase que simultaneamente.
Neste momento, o principal problema para Obama prende-se com a revelação que o IRS (Internal Revenue Service), o serviço que gere o pagamento de impostos nos Estados Unidos, atrasou a atribuição de isenção de impostos a grupos conservadores (na sua maioria ligados ao Tea Party). Ora, este comportamento por parte de uma entidade que deve ser neutra e imparcial gerou, justificadamente, muitos protestos por parte da Direita norte-americana. Em resposta ao escândalo, Obama demitiu o responsável do IRS, tentando, dessa forma, acalmar as criticas que eram dirigidas à sua administração.
Contudo, os problemas para a Casa Branca não ficam por aqui. Além do escândalo IRS ainda não estar totalmente sanado e continuar a dominar as atenções mediáticas, outros assuntos vieram prejudicar a imagem do Presidente. Nomeadamente, a descoberta de uma lista de jornalistas da Associated Press cujos telefones terão estado sob escuta do Departamento de Justiça de forma a impedir alegadas fugas de informação sobre temas de segurança nacional levantou, também, críticas à Administração Obama, acusada de contornar a liberdade de impresa. Além disso, a forma como a Casa Branca e o Departamento de Estado lidaram com o ataque à embaixada norte-americana em Benghazi continua a ser alvo de polémica, com os republicanos a insistirem neste tema de forma a tentarem prejudicar politicamente Hillary Clinton, Secretária de Estado aquando do atentado e grande candidata a conquistar a presidência em 2016.
Com todos estes problemas, fica muito complicada a vida de Barack Obama, que tencionava fazer avançar no início deste seu segundo mandato uma imponente agenda legislativa, com destaque para a reforma da imigração. Ciente de que está limitado no tempo e na influência (a parte final de uma presidência é apelidada de lame duck presidency), Obama tem agora de fazer um pressing final para ultrapassar esta fase menos positiva e ser capaz de alcançar metas importantes até 2017. Para isso, também precisa que a maldição do segundo mandato não o volte a assombrar.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Escândalo no Secret Service

O Secret Service é a agência governamental responsável pela segurança das mais altas figuras do governo norte-americano. Normalmente, a sua acção é marcada pela discrição, e desde que o Secret Servvice foi criado, em 1865, por ordem de Abraham Lincoln (que, ironicamente, seria assassinado pouco tempo depois) são muito poucos os escândalos a que estão associados os seus agentes. 
Contudo, nos últimos dias, o Secret Service tem dado que falar pelas piores razões. Alegadamente, onze dos agentes que se deslocaram até à Colômbia para preparar a visita de Barack  Obama àquele país da América do Sul, solicitaram o serviço de prostitutas, o que segundo os códigos de conduta da agência é uma grave brecha de segurança. Agora, os envolvidos enfrentam um processo interno e é de prever que as consequências possam ser severas.
Este escândalo, que é já considerado o maior na história do Secret Service, promete assombrar a visita do Presidente dos Estados Unidos à Colômbia. Obama, apesar de ter tentado manter-se afastado dos acontecimentos, foi mesmo obrigado a afirmar que, caso se confirme a história, ficará muito zangado. Dificilmente este incidente prejudicará reflectir-se-á negativamente no Presidente, mas, no início de uma dura campanha eleitoral, a última coisa que Obama desejaria era ver-se envolvido (ainda que indirectamente) num escândalo sexual.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Herman Cain sai da corrida

Confirmaram-se os rumores dos últimos dias, que apontavam para o abandono de Herman Cain da sua tentativa de chegar à Casa Branca, na sequência das acusações de comportamento impróprio de que foi alvo por parte de várias mulheres, assim como de um caso extraconjugal que terá, alegadamente, mantido durante 13 anos. Acompanhado da sua esposa, algo raro nos últimos tempos, Cain anunciou a sua decisão de suspender a campanha, o que, na prática, significa que está terminada a sua aventura na campanha presidencial. 
Quando anunciou a decisão de disputar a nomeação presidencial republicana, Herman Cain não foi levado muito a sério, já que era praticamente desconhecido do grande público e nunca havia exercido um cargo público. Mas, com algumas boas prestações em debates e facilidade em fazer passar a sua mensagem aos eleitores, Cain conseguiu estabelecer-se como uma das grandes surpresas da campanha, chegando a ser um dos frontrunners. Contudo, como tantos outros candidatos antes de si, Cain não conseguiu sobreviver a um escândalo sexual, algo só ao alcance de um punhado de políticos, com Bill Clinton como exemplo mais paradigmático. Agora, com Cain a abandonar a corrida pela porta pequena, o principal ponto de interesse será perceber para onde irão os votos dos eleitores que contavam votar no georgiano, mas é provável que Gingrich (também oriundo da Geórgia) seja o grande beneficiário.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A queda de Herman Cain

Quando Herman Cain saiu da obscuridade para passar a ser um dos principais candidatos presidenciais republicanos, muitos acharam que esse era um fenómeno temporário, mais um flavour of the month das primárias pela nomeação presidencial do GOP, como Michelle Bachmann e Rick Perry o foram antes dele. Contudo, o que não se esperava é que a desgraça da sua candidatura viesse da emergência de escândalos sexuais, algo que tinha estado ausente da campanha até ao momento. Alíás, o próprio Cain tinha afirmado, há alguns meses, que não tinha esqueletos no armário e que da sua parte nunca surgiriam notícias do género das que agora aparecem em catadupa, acusando-o de assédio sexual.
Durante a última semana, Herman Cain foi obrigado a abandonar a mensagem da sua campanha, sendo repetidamente interrogado pela comunicação social sobre as acusações que lhe têm sido apontadas. A princípio, quando apenas as primeiras acusações eram conhecidas, Cain ainda se foi aguentando nas sondagens. Agora, porém, a sua queda parece inevitável, ainda para mais quando hoje mesmo se fala numa outra mulher que o acusa de conduta imprópria. Estes escândalos podem não destroçar uma candidatura, veja-se Bill Clinton em 1992, mas prejudicam muitas as hipóteses de Cain em especial junto dos value voters e dos evangélicos, o seu principal eleitorado-alvo. Assim sendo, o seu lugar de principal alternativa a Mitt Romney pode ficar vago nos próximos dias. Newt Gingrich, que começa agora a recuperar nas sondagens, é o principal candidato a ocupar esse lugar.
 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cartoon: Twittergate

Cartoon relativo ao mais recente escândalo político-sexual nos Estados Unidos, envolvendo Anthony Weiner, congressista democrata pelo Estado de Nova Iorque, que terá alegadamente enviado uma fotografia sua, via Twitter, tirada abaixo da cintura e vestindo apenas uns boxers, a uma jovem estudante do Estado de Washington. Apesar de, em primeira instância ter alegado que a sua conta havia "hackeada", Weiner já veio dizer que não pode afirmar que não seja mesmo ele na foto em causa. Este é mais um típico escândalo de Washington D.C., especialmente "sumarento" por aliar dois elementos que vendem muitos jornais: a política e o sexo.