sexta-feira, 4 de junho de 2010

Depois de Sestak, Romanoff

Veio a lume uma nova polémica que envolve a Casa Branca e um candidato democrata ao Senado, num cenário com moldes muito semelhantes ao que sucedeu com Sestak. Trata-se de mais um caso em que a administração Obama tentou seduzir um candidato que desafiava um sitting senator democrata nas primárias do partido. Desta vez, o envolvido é Andrew Romanoff que concorre contra Michal Bennet, actual senador pelo Colorado. Romanoff divulgou ontem um e-mail, datado de Setembro de 2009, que lhe foi enviado por Joe Messina, um proeminente membro do staff de Obama, onde este lhe falava em três possíveis cargos na administração em troca da sua desistência da intenção de se candidatar contra Bennet. Entretanto, a Casa Branca, na figura do press secretary, Robert Gibbs, já confirmou este contacto, afirmando que Messina tentou evitar uma disputa entre dois apoiantes de Obama.

É natural que a liderança democrata queira garantir que, em Novembro, o seu partido apresente os candidatos mais fortes e com mais possibilidades de derrotarem os republicanos. Além disso, este tipo de casos não é novidade nem é exclusivo do Partido Democrata. O problema para Obama e para os democratas é que o acumular deste género de polémicas marca uma narrativa tremendamente negativa e contrária à grande mensagem da campanha presidencial de 2008: a mudança e a ruptura com a politics as usual de Washignton. Ainda para mais, a mesmo estrutura de apoio a Obama, que nas campanhas vitoriosas contra McCain e Hillary provaram a sua extraordinária competência, parecem, agora, na Casa Branca, incapazes de controlar este tipo de situações. Obama necessita, e com urgência, de, como dizem os americanos, get it together.

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