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terça-feira, 6 de novembro de 2012

As primeiras polémicas

Em eleições norte-americanas há sempre alegações, de um lado e do outro, de irregularidades nas votações, sejam elas causadas por dificuldades no acesso ao voto, por boletins mal preenchidos ou por problemas electrónicos nas máquinas de voto. Este ano não podia ser diferente e começam já a surgir os primeiros relatos polémicos. Este exemplo é o de uma máquina de voto, no Estado da Pennsylvnia, que alterava um voto em Obama para um voto em Romney. Para bem do processo eleitoral, esperemos que não se repitam muitos casos como este.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Tropeções democratas

A Convenção Nacional Democrata está a ser um grande sucesso e, ontem, o discurso de Bill Clinton foi mais um grande momento para o partido e para Barack Obama. Contudo, e como não há bela sem senão, também tem havido alguns pontos negativos para os democratas neste seu evento em Charlotte. E, ontem, até houve dois.
Primeiro, foi o anúncio da decisão de passar o dia final da Convenção, marcado pelo discurso de Barack Obama, do Bank of America, com capacidade para 65 mil pessoas, para o interior da Time Warner Cable Arena, onde tem decorrido a Convenção Democrata. A razão apresentada pelos responsáveis democratas foi a possibilidade de ocorrência de trovoadas com relâmpagos, o que pode por em causa a segurança do evento. Contudo, os republicanos já sugeriram que a verdadeira causa da mudança dos planos democratas se deve ao facto de estes temerem que ficassem muitos lugares por preencher no estádio, o que daria uma má imagem à campanha de Obama. 
Dado que os democratas tinham já distribuído todos os bilhetes, havendo mesmo uma lista de espera, não deverá ter sido essa a razão, mas a verdade é que a alteração do local do evento é uma dor de cabeça para os democratas, que vêem o grande momento da sua Convenção diminuir drasticamente de dimensão, ao mesmo tempo que têm de lidar com milhares de democratas insatisfeitos por não puderem assistir ao discurso de Obama, apesar de terem bilhete para isso, já que a Time Warner Cable Arena apenas alberga cerca de 15 mil pessoas.
Outro momento menos positivo para os democratas, que chegou mesmo a ser caricato, foi a votação da reintrodução da palavra "Deus" e da definição de Jerusalém como capital do Estado de Israel (os EUA não reconhecem oficialmente a cidade santa como a capital israelita) na plataforma do partido. Apesar de, aparentemente, se terem ouvido votos "não" do que votos "sim" no floor da Convenção quando foram propostas essas alterações, a líder do Democratic National Committee declarou-as aprovadas, tendo-se ouvido, de seguida, alguns apupos. 
A reintrodução de Deus na plataforma democrata é uma pequena desilusão para o grande número de ateus do partido, mas uma medida natural em ano de eleições, num país onde a religião tem um importante peso político (a eleição de um Presidente ateu seria praticamente impossível nos EUA). Já a questão de Jerusalém é mais complexa ou não tocasse num ponto sensível da política externa norte-americana. Tanto George W. Bush como Barack Obama prometeram, em campanha eleitoral, reconhecer Jerusalém como a capital israelita, mas, até ao momento, nada aconteceu. Por isso, estamos na presença de uma forma dos democratas "piscarem o olho" ao eleitorado judaico, tradicionalmente aliado dos democratas, nas vésperas de uma corrida eleitoral que se prevê renhida e onde todos os votos serão importantes.
Estes foram pequenos percalços no segundo dia da Convenção, que, fora isso, está a ser uma grande mais-valia para Obama e os democratas. Mais tarde, falarei sobre o muito aguardado discurso de Bill Clinton, que, ontem, dominou as atenções, assim como o desfecho da Convenção, agendado para hoje, com a aceitação formal da nomeação democrata, por Joe Biden e Barack Obama.

terça-feira, 22 de junho de 2010

McChristal ataca a administração Obama

Estalou mais uma polémica para a administração Obama, desta vez envolvendo o meio militar. Como se já não bastassem os problemas com a economia, as duas guerras distantes e o desastre ambiental no Golfo do México, Barack Obama vê-se agora a braços com um possível caso de insubordinação de um dos seus mais altos responsáveis militares, uma questão sempre muito sensível.
O general Stanley McChrystal, o comandante das forças da NATO no Afeganistão, em declarações reproduzidas pela revista Rolling Stone, criticou o Presidente (e seu comandante-em-chefe) e outros membros da sua administração, como Joe Biden ou o National Security Adviser Jim Jones. McChristal acusou Obama de não estar preparado para a primeira reunião que teve consigo depois de assumir a presidência e foi ainda mais duro com Jim Jones, chamando-lhe "palhaço". O famoso general já veio a público pedir desculpas pelo sucedido, dizendo que errou e que sente respeito e admiração por Obama e a sua equipa de Segurança Nacional. Contudo, as suas declarações tiveram uma repercussão de tal modo forte que o presidente convocou de imediato McChristal para uma reunião na Casa Branca, onde terá de prestar contas por estas controversas afirmações.

São várias as vozes que já se fazem ouvir, exigindo a demissão do comandante americano no Afeganistão e, ao que parece, nem mesmo os militares irão sair em defesa de McChristal, dado tratar-se de um ataque sem precedentes (pelo menos recentes) de um militar no activo aos seus líderes civis. A má relação de McChristal e de Obama nunca foi segredo, mas esperava-se que o general, respeitando a instituição militar, muito conceituada nos Estados Unidos pela honra, disciplina e rígida cadeia de comando, se abstivesse de criticar abertamente os seus superiores. Assim, depois desta entrevista à Rolling Stone, McChristal pode muito bem ser a próxima pedra a rolar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Depois de Sestak, Romanoff

Veio a lume uma nova polémica que envolve a Casa Branca e um candidato democrata ao Senado, num cenário com moldes muito semelhantes ao que sucedeu com Sestak. Trata-se de mais um caso em que a administração Obama tentou seduzir um candidato que desafiava um sitting senator democrata nas primárias do partido. Desta vez, o envolvido é Andrew Romanoff que concorre contra Michal Bennet, actual senador pelo Colorado. Romanoff divulgou ontem um e-mail, datado de Setembro de 2009, que lhe foi enviado por Joe Messina, um proeminente membro do staff de Obama, onde este lhe falava em três possíveis cargos na administração em troca da sua desistência da intenção de se candidatar contra Bennet. Entretanto, a Casa Branca, na figura do press secretary, Robert Gibbs, já confirmou este contacto, afirmando que Messina tentou evitar uma disputa entre dois apoiantes de Obama.

É natural que a liderança democrata queira garantir que, em Novembro, o seu partido apresente os candidatos mais fortes e com mais possibilidades de derrotarem os republicanos. Além disso, este tipo de casos não é novidade nem é exclusivo do Partido Democrata. O problema para Obama e para os democratas é que o acumular deste género de polémicas marca uma narrativa tremendamente negativa e contrária à grande mensagem da campanha presidencial de 2008: a mudança e a ruptura com a politics as usual de Washignton. Ainda para mais, a mesmo estrutura de apoio a Obama, que nas campanhas vitoriosas contra McCain e Hillary provaram a sua extraordinária competência, parecem, agora, na Casa Branca, incapazes de controlar este tipo de situações. Obama necessita, e com urgência, de, como dizem os americanos, get it together.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Blago volta a atacar

O democrata Rod Blagojevich foi Governador do Illinois de 2003 a 2009 e, apesar ser um dos governadores menos populares dos Estados Unidos, aspirava a grandes feitos e chegou mesmo a pensar numa candidatura presidencial. Contudo, em 2008, caiu definitivamente em desgraça, após ser indiciado por vários crimes de fraude e corrupção.

O caso mais mediático remonta a 2008, após a vitória de Barack Obama nas presidenciais, o que fez com que o lugar do antigo senador ficasse livre. Como cabe ao governador do Estado em questão nomear o seu substituto, Blago, como é conhecido, terá tentado "vender" essa nomeação a Vallerie Jarret, uma das pessoas mais próximas de Obama, em troca de um cargo no Cabinet de Obama, mais precisamente, o de Secretary of Health and Human Services.

Agora, quando se aproxima o julgamento, Blago não se fez rogado e intimou algumas das maiores figuras do Partido Democrata que podem, assim, ser chamadas a testemunhar neste processo que promete ser atentamente seguido pelos media americanos. Entre essa lista de políticos de nomeada notificados a depor pelo antigo governador do Illinois, encontram-se Rahm Emanuel, o Chief of Staff de Obama, a própria Vallerie Jarret, Harry Reid, o líder democrata no Senado, e o senador pelo Illinois, Dick Durbin.

Blagojevich, ao implicar tantas e tão grandes figuras do Partido Democrata neste processo, prestará um péssimo serviço à sua antiga família política. A última coisa de que Obama e os democratas necessitam, numa altura em que se vêem envolvidos em tantas frentes de batalha, é de verem os nomes de alguns dos seus principais líderes envolvidos numa questão deste género, que mais não fará que relembrar aos americanos as dirty politics de Washington, ou, neste caso, de Chicago.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Obama vive tempos difíceis

Os últimos dias não têm sido propriamente os mais positivos para a administração Obama, que se vê a braços com diversas crises de diferentes características, desde as políticas, até às militares, passando pelas ambientais e pelas estatísticas.

O desastre ambiental no Golfo do México continua a fazer correr muito crude, mas também muita tinta, com a resposta do governo federal a ser alvo de várias críticas. Porém, a administração Obama parece já ter percebido que este tema pode trazer sérias repercussões para a imagem do presidente e, agora, a sua postura em relação à mancha de crude, originada pelo acidente na plataforma petrolífera da BP, tornou-se bem mais enérgica e com maior visibilidade.

Também o caso Joe Sestak continua a dar que falar e a embaraçar a Casa Branca. A divulgação de ter sido Bill Clinton a oferecer um cargo na administração ao congressista da Pennsylvania, em troca da sua desistência na corrida frente a Arlen Specter, e de esse mesmo cargo ser não remunerado, arrefeceu um pouco os ânimos, mas, mesmo assim, não afastou completamente a polémica e a imagem de um comportamento menos ético por parte da liderança democrata.

Na Segunda-feira, surgiu uma crise internacional que trouxe mais uma preocupação para a Casa Branca de Obama e para o Departamento de Estado de Hillary. O ataque israelita a um navio de ajuda humanitária que procurava aceder a Gaza provocou ainda mais complicações nas já conturbadas relações entre os EUA e Israel, provocando o cancelamento de um encontro entre Obama e Netanyahu. Além disso, existem também repercussões internas deste incidente, pois os americanos dividem-se entre o apoio ao seu aliado histórico e a necessidade de condenar a acção israelita.

Todos estes problemas e situações menos positivas para a administração Obama reflectem-se nos números das sondagens, que mostram uma tendência para a descida na taxa de aprovação do trabalho de Obama e, mais importante ainda, uma substancial vantagem do GOP nas intenções de voto para as intercalares de Novembro. Até lá, ainda muito pode acontecer, mas a verdade é que o cenário não parece muito risonho para o presidente americano e para os democratas.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

As polémicas da semana

Não foram só as eleições primárias de Terça-feira a marcarem a semana política americana. Durante os últimos dias, duas polémicas encheram as primeiras páginas dos jornais nos Estados Unidos. A nível partidário, esta matéria resultou num empate, com um caso para cada lado.
A primeira história remete-nos para o candidato democrata ao Senado pelo Estado do Connecticut, Richard Blumenthal, que foi apanhado a mentir sobre o seu passado militar, referindo-se ao serviço prestado na guerra do Vietname, quando, na verdade, nem sequer chegou a pisar solo vietnamita, tendo recorrido a sucessivos adiamentos para evitar a incorporação militar em tempo de guerra. Já se sabe que o tema do serviço militar é um dos mais sensíveis para a sociedade americana e estas mentiras (ou enganos, como Blumenthal tem afirmado) estão a ser vistas como um desrespeito pelos veteranos de guerra norte-americanos. Assim, após este monumental tropeção de Blumenthal, uma corrida que ninguém esperaria poder vir a fugir aos democratas - após a decisão de Chris Dodd, o impopular detentor do cargo, de não se recandidatar - passa a estar na coluna das eleições que podem a vir a ser disputadas.

Por sua vez, a polémica republicana tem a ver com Rand Paul, o recém-nomeado candidato do GOP ao Senado pelo Estado do Kentucky. Paul, que pode muito bem representar a primeira grande vitória do Tea Party sobre o establishment do Partido Republicano, tem sido criticado por parte dos media americanos, que o acusam de assumir posições radicais, completamente fora do mainstream político do país. Recentemente, Paul pôs em causa a legitimidade de um aspecto do Civil Rights Act de 1964 (a legislação que acabou com a segregação entre brancos e negros), que proibiu a discriminação racial em estabelecimentos privados. Esta posição colocou os movimentos dos direitos civis e vários quadrantes da sociedade americana em polvorosa, mas os efeitos sobre o estado da corrida ao Senado são ainda incertos. Porém, também aqui, a eleição de Rand Paul e estas suas declarações parecem vir trazer algum equilíbrio a uma disputa que, à partida, era dada como certa para o GOP.

Estas duas controvérsias prometem uma campanha de Verão muito quente - e não só devido ao calor - nas corridas do Connecticut e do Kentucky ao Senado. Como tal, irão merecer, ao longo dos próximos tempos, uma atenção especial por parte do Máquina Política.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Game change

Quando se pensava que a campanha presidencial já tinha sido dissecada e esmiuçada ao máximo e que o livro The Audacity to Win, da autoria do director de campanha de Obama, David Plouffe, tinha representado o ponto final neste assunto, eis que surge uma nova publicação sobre este tema. Game Change é o nome da obra; Mark Halperin, jornalista da Time, e John Heilemann, da New York Magazine, são os seus autores.
O lançamento desta obra veio provocar um autêntico furacão na política americana, já que o livro, em vez de ser apenas mais do mesmo, está recheado de declarações exclusivas e bombásticas. As polémicas são mais que muitas e estendem-se a várias personalidades de ambos os partidos. Desde a má relação entre Barack Obama e Joe Biden, até ao novo caso extra-conjugal de Bill Clinton, durante as primárias Democratas, passando pela insuficiente investigação de Sarah Palin, por parte da campanha de McCain (os autores revelam mesmo que Palin não sabia que existem duas Coreias e que pensava que Saddam estava por detrás do 11 de Setembro), há revelações para todos os gostos.

Esta publicação traz novos dados sobre a campanha mais mediatizada e seguida na história da política mundial. E, visto que os seus autores são jornalistas conceituados e experientes nos meandros políticos de Washington D.C., pode esperar-se alguma fiabilidade e credibilidade deste livro e dos factos nele constantes. Eu já encomendei uma cópia no amazon. Espero que valha a pena...