segunda-feira, 7 de março de 2011

Obama 2012

Em anos de eleições presidenciais onde o detentor do cargo procura um segundo mandato, é normal que se fale mais da luta pela nomeação do partido contrário, uma contenda totalmente em aberto, ficando as primárias do partido do Presidente, que não passam, tradicionalmente, de uma mera formalidade, para segundo plano.
Em 2012, não é crivel que Barack Obama seja ameaçado pela sua Esquerda, devendo ser o candidato único do Partido Democrata à Casa Branca. Contudo, a máquina política de Obama não parece querer passar ao lado da época de primárias e, segundo um excelente artigo de Dan Balz do Washington Post, estará a preparar-se para montar estruturas nos early states do calendário das primárias (Iowa, New Hampshire, Nevada e Carolina do Sul), de forma a não permitir que a enorme presença e disputa dos candidatos republicanos por esses Estados nas primárias, onde o Presidente estará, sem dúvida nenhuma, na mira de todos os concorrentes do GOP, prejudique irremediavelmente as suas hipóteses nesses locais aquando da eleição geral.
A campanha de reeleição de Barack Obama poderá começar a qualquer momento. O seu staff, liderado por Jim Messina e David Axelrod, está já preparado para, a partir de Chicago, onde estará localizada a sede de campanha, ajudar o seu chefe a ser eleito para um segundo mandato à frente dos destinos dos Estados Unidos. Surgem também rumores das primeiras movimentações da equipa financeira de Obama, que espera bater um novo recorde de angariação de fundos. Em 2008, o candidato democrata superou todas as expectativas, amealhando cerca de 750 milhões de dólares em contribuições para a sua campanha. Em 2012, o objectivo será atingir a incrível marca de um bilião de dólares. Para isso, o actual presidente conta com a ajuda dos pequenos doadores, fundamentais na sua primeira eleição, mas também com as contribuições dos "tubarões", que poderão ser facilitadas pelo peso selo presidencial.
A presidência será, de facto, uma grande vantagem para Barack Obama no trilho da campanha, já que além da notoriedade e deferência que o cargo lhe confere, contará com várias comodidades com que o seu adversário não poderá contar, como voar confortavelmente no Air Force One. Por outro lado, não poderá fazer da campanha um emprego em full time, já que terá de dividir o seu tempo com as obrigações da governação do país. Ainda assim, o saldo é sempre positivo para o Presidente.

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