sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Se a eleição fosse hoje...

... este seria o mapa eleitoral em que eu apostaria. Se tivesse razão, Barack Obama ganharia folgadamente a Mitt Romney no colégio eleitoral, ainda que ficasse aquém dos 365 votos eleitorais que conseguiu em 2008.
Esta meu mapa eleitoral, baseado nos resultados actuais das sondagens nos diversos Estados norte-americanos, é bastante semelhante com o panorama da eleição de há quatro anos, com apenas duas excepções: o Indiana e a Carolina do Norte, que passam da coluna democrata para a republicana. E se a vitória de Romney no primeiro Estado é praticamente um dado adquirido, já a Carolina do Norte, é outra questão, com os dois candidatos praticamente empatados nas sondagens. Contudo, neste momento, parece-me que é o nomeado do GOP quem leva ligeira vantagem.
Contudo, a minha maior dúvida ao realizar a minha previsão foi relativa ao caso Florida, que é, a meu ver, o exemplo perfeito de um toss-up, um Estado de vencedor imprevisível. Acabei por colocar as minhas fichas numa vitória de Obama, apesar de estar ciente que a corrida no sunshine state está ainda too close to call e que um novo dado, como, por exemplo, a escolha de Marco Rubio para VP de Romney pode alterar completamente o panorama.
Em menor medida, também os Estados do Colorado, da Virgínia e do Ohio me obrigaram a colocar alguns pontos de interrogação. No Colorado, parecia que Obama seguia bem encaminhado para uma vitória, fruto da sua popularidade junto do eleitorado hispânico, comunidade com forte implementação neste Estado do Oeste. Todavia, as duas últimas sondagens vieram mostrar que o Colorado pode estar mais equilibrado do que se previa: a Quinnipiac deu vantagem de 5% a Romney, enquanto que a Rasmussen mostrou a corrida empatada. De qualquer forma, e como em 2010, num ano extremamente favorável ao GOP, os democratas conseguiram bons resultados no Colorado, mantive este Estado pintado de azul.
Seguindo para Leste, vamos até ao Ohio, palco tradicional das grandes decisões das eleições presidenciais, onde continuo a pensar que é Barack Obama quem leva vantagem, em parte devido à popularidade do bailout realizado pelo governo federal dos EUA às grandes empresas do sector automóvel, que empregam muitos dos eleitores nesta zona do país. Além disso (e é provável que estes dois factos estejam relacionados), o southwest dos Estados Unidos tem tido uma recuperação económica mais rápida do que a média nacional, com uma taxa de desemprego relativamente reduzida.
Por fim, na Virgínia, uma das apostas de sucesso da campanha de Obama em 2008, o momentum continua, aparentemente, do lado democrata, com as sondagens a mostrarem um ligeiro ascendente de Obama neste Estado, o que se pode explicar pela expansão dos subúrbios de Washington D.C., para onde vão viver muitos funcionários públicos, que, tradicionalmente, preferem o Partido Democrata.
Ficam, assim, justificadas as minhas decisões mais difíceis ao realizar esta aposta para o mapa eleitoral das próximas eleições presidenciais. Estamos, porém, a muitos dias da verdadeira noite eleitoral e tudo pode mudar. Até lá, irei fazendo novas projecções, com a derradeira aposta a ficar prometida para a véspera do dia de todas as decisões.

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