quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A corrida pelas mansões dos governadores

O mapa actual: Azul (D) Vermelho (R)
Faltam menos de três meses para as eleições intercalares e tendo seguido regularmente as eleições para o Senado e feito já referência à luta pela Câmara dos Representantes, falta, então, abordar as corridas por cargos de governadores estaduais que irão ser também decididas no próximo dia 2 de Novembro.
Este ano, os eleitores de 37 dos 50 Estados federados americanos irão a votos para escolher o seu governador estadual, fazendo de 2010 um ano que promete alterar o mapa político norte-americano relativamente aos governos dos Estados. Actualmente, os democratas contam com 26 governadores, contra 23 republicanos e o (agora) independente Charlie Crist na Florida.Contudo, e à imagem do que acontece nas eleições para o Congresso, também aqui os republicanos podem esperar obter ganhos importantes. Segundo o Real Clear Politics, o Partido Democrata conta com 15 cargos de governador seguros (contando com os que não vão a votos), enquanto o GOP tem 24 certos na sua coluna. Isto deixa 11 Estados com desfecho imprevisível e onde a vitória pode cair para qualquer lado. Visto isto, parece claro que o Partido Republicano irá conseguir ganhar, pelo menos, uma mão cheia de governadores aos democratas.
Todavia, além do número de Estados que o GOP pode roubar aos democratas, interessa ainda perceber quais são. Entre os Estados em perigo para o partido de Obama contam-se alguns dos mais importantes, como o Illinois, a Califórnia, a Pennsylvania, o Ohio e o Michigan. Assim, ver um político do seu partido abandonar  mansão do governador em qualquer um destes Estados representa uma pesada derrota para os democratas.
E, para piorar o cenário para o Partido Democrata, o problema de perder governadores estaduais tem ainda implicações relevantes na corrida pela reeleição de Barack Obama em 2012. É certo e sabido que o Governador é o principal organizador político no seu Estado, angariando votos, apoio, dinheiro e colocando a sua máquina política a trabalhar em prol do candidato presidencial do seu partido. Desta forma, também aqui, os democratas podem ficar em clara desvantagem, se perderem o controlo de Estados decisivos em eleições presidenciais, como são o caso do Ohio e da Pennsylvania.
Sendo assim, continuam as más notícias para o partido que entre 2006 e 2009 não conheceu o sabor da derrota e alterou totalmente o panorama político dos Estados Unidos. Porém, parece que, pelo menos por agora, os republicanos conseguiram alterar a maré, beneficiados pela lenta recuperação económica americana e que em Novembro poderá ser a sua vez de obterem um triunfo histórico em todas as frentes.

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