terça-feira, 6 de julho de 2010

De regresso: Petraeus e Byrd

O Máquina Política está de volta, prometendo manter-se activo mesmo durante a silly season que assola o nosso país nos meses de Verão. De qualquer forma, com o aproximar das férias do Congresso americano, é natural que o volume de dados merecedores de destaque diminua ao longo das próximas semanas. Mas, em contrapartida, continua a contagem decrescente para as eleições intercalares de Novembro e os senadores e congressistas em luta pela reeleição irão aproveitar as férias para fazer campanha junto dos seus constituintes.

Durante as últimas duas semanas, em que o Máquina Política gozou merecidas férias, a actualidade americana não foi propriamente muito profícua em motivos de interesse. Ainda assim, a substituição do general Stanley McChristal pelo general David Petraeus e a morte do senador Robert Byrd foram assuntos em destaque e que merecem, agora, a minha atenção, de modo a colocar o blogue em dia.

Depois das polémicas declarações de Stanley McChristal à revista Rolling Stone, não restava a Barack Obama outra solução que não a demissão do comandante das forças americanas e da NATO no Afeganistão, o teatro de guerra que o actual presidente americano sempre assumiu ser a sua principal prioridade militar. Contudo, Obama conseguiu sair desta situação (que, à partida, parecia muito complicada, por tocar com a sempre sensível instituição militar) de forma graciosa e determinada ao substituir McChristal por David Petraeus, a maior estrela das forças armadas americanas depois de ter sido o líder e mentor da estratégia militar no Iraque que conseguiu controlar os insurgentes.

Uma notícia mais infeliz foi a do falecimento do senador democrata pela West Virginia, Robert Byrd, que, aos 92 anos de idade, bateu todos os recordes de longevidade no Senado americano, ao qual pertencia há 58 anos, desde 1952. Byrd era um verdadeiro peso-pesado da política norte-americana, tendo uma curiosa evolução ideológica. De membro do Klu Klux Klan e segregacionista convicto no início da sua carreira, transformou-se num dos mais fiáveis votos liberais na câmara alta do Congresso americano, tendo-se, inclusive, oposto à guerra no Iraque, em 2003. Assim, os democratas perdem um dos seus mais históricos senadores, mas também um lugar no Senado que terão, certamente, muitas dificuldades em manter.

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