quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Olympia Snowe deixa o Senado

Olympia Snowe, Senadora republicano pelo Estado do Maine desde 1995, anunciou ontem, surpreendendo tudo e todos, que não concorrerá à reeleição , deixando, dessa forma, o Senado no final do actual mandato, em Janeiro do próximo ano. Para justificar a sua decisão, Snowe alegou o extremado clima partidário que se vive, nos dias de hoje, em Washington D.C.
Assim sendo, o seu assento no Senado fica agora em aberto para ser disputado nas próximas eleições, o que não era expectável, já que a reeleição de Snowe era dada como praticamente certa. São óptimas notícias para os democratas, que podem agora lutar por mais um lugar no Senado actualmente ocupado por um político do GOP. Num ano muito difícil para os democratas no que às eleições para a câmara alta do Congresso diz respeito, a saída de Olympia Snowe é uma preciosa ajuda para que possam cumprir os seus intentos de aguentar a maioria no Senado.
Por outro lado, este é mais um sinal preocupante para o centro político norte-americano. Snowe é uma das últimas representantes de uma espécie em vias de extinção: os republicanos moderados. Com a sua saída, são cada vez menos os republicanos capazes de ultrapassar as divergências partidárias e tentarem acordos e compromissos com o outro lado. Contudo, também entre os democratas se assiste ao mesmo fenómeno, já que os moderados - que tendencialmente representam Estados mais conservadores - têm tido dificuldades para segurar os seus lugares no Congresso e, por isso, são cada vez menos numerosos entre as fileiras do partido. 
Sem Snowe, os republicanos perdem um lugar assegurado no Senado, mas os americanos perdem uma voz moderada e responsável, que fazia recordar os tempos em que a câmara alta do Congresso era um lugar quase supra-partidário, recheado de grandes estadistas e políticos. A saída da Senadora do Maine é mais um sintoma da doença que cada vez mais assola os Estados Unidos: a crescente polarização entre os dois espectros políticos dos Estados Unidos. Para já, a cura parece longe de ser encontrada.

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