quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Hillary distancia-se de Obama

Há já poucas dúvidas em relação à presença de Hillary Clinton na corrida pela Casa Branca, em 2016. Nas últimas semanas, a antiga Secretária de Estado tem-se comportado como uma concorrente presidencial e tudo indica que, em alguma altura do próximo ano, a esposa de Bill Clinton anunciará a sua candidatura ao cargo de Presidente dos Estados Unidos.
Com uma larga vantagem em todos os estudos de opinião sobre as primárias democratas e (ainda) sem um vislumbre de adversário nas eleições do seu partido, Hillary parece estar já a "piscar o olho" ao eleitorado independente, sempre fundamental numa corrida presidencial. Isso ficou evidente, nos últimos dias, com o distanciamento da ex-Senadora em relação a Barack Obama, Presidente e seu antigo patrão no que diz respeito à política externa. Ao dar a entender que considera que Obama tem sido demasiado prudente nas assuntos internacionais ("não fazer coisas estúpidas não é um princípio organizador"), Clinton está a querer transmitir que defende uma postura mais interventiva e agressiva dos Estados Unidos no mundo, algo que deve soar bem aos ouvidos dos eleitores independentes e até republicanos.
Hillary foi especialmente incisiva na questão da Síria, onde afirmou que foi o "falhanço" norte-americano em ajudar os rebeldes sírios no início da sua revolta contra o Presidente Assad que levou à ascensão do ISIS, movimento extremista islâmico que ameaça agora o Iraque. Além disso, mostrou-se totalmente alinhada com Israel e com Netanyahu, querendo mostrar que o seu nível de comprometimento com o aliado norte-americano é superior ao da Administração Obama (o que cai sempre bem entre o importante eleitorado judaico nos Estados Unidos).
Esta foi a primeira vez que Hillary Clinton se demarcou publicamente do líder do seu país (e do seu partido). Apesar de ter sido um desalinhamento educado e não muito "sonoro", a verdade é que não deixa de ser relevante e indicativo das intenções da mais conhecida política norte-americana. Sendo Obama um presidente relativamente impopular, é normal que Hillary se veja obrigada a distanciar-se de forma a não ser tão afectada pela má imagem do presidente democrata. Contudo, depois de ter servido como Secretária de Estado de Obama durante quatro anos, é inevitável a colagem de Hillary ao Chefe de Estado norte-americano e, certamente, os republicanos usarão isso para atacar Clinton durante uma eventual campanha presidencial. Veremos se isso será suficiente para afastar Hillary Clinton da Casa Branca. 

P.S. - Por diversos motivos, o Máquina Política tem estado inactivo. Tentarei, dentro dos possíveis, retomar reactivar a máquina e voltar a colocá-la a laborar a 100%.

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