segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
ObamaCare, conquista e falhanço
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Obamacare: a luta continua
No fim de contas, não será muito legítima esta batalha contínua em torno de uma legislação já em vigor há algum tempo e que já foi (indirectamente) sufragada nas urnas. Como recordou esta semana o senador republicano John McCain, a reforma da saúde foi um dos temas centrais da campanha presidencial do ano passado que, como se sabe, resultou na vitória de Barack Obama. Assim sendo, e devendo respeitar-se a vontade popular, que preferiu o candidato que originou e defendeu com unhas e dentes (e até deu nome) a reforma, o Obamacare é a law of the land e deverá ser respeitada, mesmo não se concordando com ela.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Obama ao ataque
sexta-feira, 30 de março de 2012
Reforma da Saúde: o juiz decide
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Reforma da Saúde no Supremo Tribunal
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Revogação da healthcare reform chumba no Senado
Apesar de esta tentativa de revogação da reforma da saúde estar condenada à partida, a verdade é que a votação de ontem obrigou alguns senadores democratas rookies (que ainda não estavam no Senado aquando da aprovação da reforma) a ficarem com um voto favorável a esta impopular Lei no seu registo. E isso será, seguramente, aproveitado pelos republicanos em futuros ciclos eleitorais. De qualquer forma, a healthcare reform está, pelo menos para já, de boa saúde.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A dupla batalha contra a reforma da saúde
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A reforma da saúde na campanha eleitoral
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A (im)possibilidade da revogação da reforma da saúde
Depois de um ano em que a reforma do serviço de saúde americano foi o principal tema debatido na sociedade e na política dos Estados Unidos, agora, pouco tempo depois da sua polémica e conturbada aprovação pelo Congresso americano, o assunto parece estar algo esquecido na agenda do Partido Republicano, que, logo após a promulgação da reforma pelo Presidente Barack Obama, prometeu ir lutar pela revogação da legislação.Depois, também é possível que, com o passar do tempo e com a entrada em vigor das primeiras medidas desta reforma, os cidadãos americanos vejam com melhores olhos as mudanças no seu sistema de saúde. O mesmo se passou com outras marcantes legislações progressivas, como a segurança social, ou o medicare. Mesmo com as sondagens actuais, é preciso ter em conta que uma parte das pessoas que se dizem contrárias a estas mudanças no serviço de saúde fazem-no não por serem contrárias a uma reforma, mas sim por não a considerarem suficientemente progressiva. Por tudo isto, se afigura muito improvável a anulação pelos republicanos desta legislação que marcou, até agora, o primeiro mandato de Obama. Desta forma, percebe-se que os republicanos não estejam muito interessados em fazer deste tema um dos destaques da sua agenda, pois percebem que estariam a fazer uma promessa que, muito provavelmente, não seriam capazes de cumprir.
sexta-feira, 26 de março de 2010
It's over
quinta-feira, 25 de março de 2010
A luta continua
quarta-feira, 24 de março de 2010
A resposta da América

terça-feira, 23 de março de 2010
A reacção do GOP
segunda-feira, 22 de março de 2010
Obama faz história!

sexta-feira, 19 de março de 2010
216

sexta-feira, 5 de março de 2010
The final push

Aproxima-se o final de uma das mais polémicas e disputadas batalhas legislativas da história política americana. Segundo o que foi determinado por Barack Obama na sua última comunicação ao país, a discussão da reforma do serviço de saúde dos Estados Unidos estará a terminar e uma votação deverá ter lugar nas próximas semanas.
Depois de falhadas todas as tentativas de acordo com o GOP, a responsabilidade da aprovação do diploma recai apenas nos democratas. Na Câmara dos Representantes, onde basta uma maioria simples, o Partido Democrata conta com uma larga vantagem e no Senado, com a utilização do método de Reconciliação em cima da mesa, Harry Reid apenas necessita de 50 votos da sua bancada para fazer passar a reforma (em caso de empate, o vice-presidente tem direito ao voto de desempate). Ora, como estes contam com 59 senadores no seu caucus, não deverão ter grandes dificuldades em conseguir os votos necessários.
A utilização do processo de Reconciliação pelos democratas está a ser alvo de fortes críticas, em particular do Partido Republicano. Porém, há vários factores que me fazer considerar que o uso deste método é perfeitamente legítimo e até aconselhável. Em primeiro lugar, porque considero que muito mais indevido é o constante bloqueio de legislação através do filibuster, um procedimento que não foi previsto pelos Founding Fathers americanos e que não foi criado com este objectivo. Depois, porque os republicanos já utilizaram esta mesma medida para fazer passar muita da sua legislação mais controversa e importante, como a reformulação do código fiscal. Virem, agora, declararem-se ofendidos com a utilização da Reconciliação parece-me apenas hipocrisia.
O GOP, em defesa da sua oposição ao plano democrata, não deixa de lembrar o que as sondagens parecem confirmar: que o povo americano não quer esta reforma. Porém, o que as sondagens também indicam é que cerca de 10 ou 12% dos americanos discordam desta proposta não por não a quererem, mas sim por não a considerarem suficientemente ambiciosa e liberal. E é preciso não esquecer que também o Medicare, agora um dos programas mais populares do Governo Federal, era extremamente impopular aquando da sua criação.
Todo este processo, conflituoso, divisório e controverso, arrastou-se demasiado tempo e Obama e os democratas gastaram com ele muito do capital político que conquistaram nas vitórias de 2006 e 2008. Contudo, no final, a passagem desta legislação, com todas as suas insuficiências e defeitos, representaria um momento histórico e decisivo para os Estados Unidos da América.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Uma ponte longe demais
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Obamacare
Porventura o aspecto mais importante desta proposta é a não inclusão da opção pública - um seguro de saúde gerido pelo Estado em concorrência com os privados -, que é uma questão essencial para muitos democratas (como Nancy Pelosi), mas que Obama já tinha dado a entender não ser uma prioridade. Esta decisão pretende agradar aos moderados, mas também há "rebuçados" para os liberais, como os impostos sobre os seguros dos muito abastados.
Com esta jogada, Obama faz passar a bola para o campo do GOP, incentivando-os a apresentar a sua proposta. Porém, os republicanos têm afirmado que pretendem começar o debate do zero, deitando os planos já aprovados nas duas câmaras do congresso, literalmente, para o caixote do lixo. Esta posição do Partido Republicano não me parece razoável, pois após meses de trabalho, nunca se esteve tão perto de uma reforma na saúde do país. O GOP aposta tudo num bloqueio sistemático das propostas democratas, conscientes do momento negativo que estes atravessam nas sondagens e na opinião pública.
Quinta-feira será um dia importante para a resolução (ou não) desta questão fundamental para a política americana, mas, mais que isso, para milhões de americanos sem acesso à saúde. Ainda não se percebeu se a cimeira, que contará com a presença de Obama, dos democratas e dos republicanos terá uma real importância ou se não passará de uma manobra política. O que é certo é que, em questões tão importantes como esta, nenhum dos lados devia jogar à política. Porque com a saúde não se brinca.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Reconciliation or not
A reforma do serviço de saúde americano está num impasse. Isto porque a vitória de Scott Brown na eleição do Massachussets acabou com a maioria à prova de filibuster que os democratas possuíam no Senado e trouxe um novo problema aos liberais.Visto isto, o verdadeiro desafio é mesmo o Senado, onde os 59 senadores do caucus democrata não chegam para ultrapassar o já anunciado bloqueio republicano. Assim, tem-se falado, cada mais com mais insistência, na possibilidade de Obama e os democratas passarem a reforma da saúde no Senado através da medida de Reconciliação. Porém, este procedimento não faz jus ao nome, já que de reconciliatório nada tem. Consiste na permissão da discussão e votação de uma lei sem a possibilidade de filibuster, o que permite aos democratas fazer passar a reforma da saúde com uma maioria simples.
A escolha deste caminho por parte do partido de Obama teria vantagens e desvantagens. Por um lado, permitiria aos democratas a concretização de uma longa promessa eleitoral e representaria um feito notável na história do país, dando-lhes algo concreto com que pudessem mostrar trabalho e fazer campanha. Por outro, seria uma acção totalmente partidária e contrária à aparente vontade de Obama em chegar a um entendimento com o GOP.
É uma escolha difícil para a liderança democrata. Mas, caso se mantenha a intransigência republicana em impedir um compromisso razoável nesta matéria, talvez Barack Obama decida que a reforma da saúde do país é um tema demasiadamente importante para ser travado por meras razões políticas. Poderia estar a prejudicar as suas possibilidades de ser reeleito em 2012, mas certamente que o colocaria na história dos Estados Unidos da América.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Obama assume o jogo
A Casa Branca anunciou que Barack Obama pretende realizar um encontro, com direito a transmissão televisiva, com a liderança democrata e republicana. O tema: a reforma no serviço de saúde - o assunto que tem dominado a agenda desde o início do seu mandato e cuja aprovação pelo Congresso tem-se tornado progressivamente mais difícil.Obama continua a utilizar a sua nova estratégia de se envolver mais directamente nos problemas que tem em mãos. Depois de ter deixado a condução da reforma no serviço de saúde aos líderes democratas do Congresso, parece agora querer mostrar o seu empenho e a sua dedicação a esta causa, colocando todo o peso da Casa Branca por detrás desta reforma e assumindo ele próprio a liderança do processo. O facto deste encontro ser televisionado não é pormenor nem coincidência. Obama é um político que sabe tirar partido das câmaras, enquanto alguns dos legisladores do Congresso têm mais dificuldades em conseguir bons desempenhos televisivos. Desta forma, Obama espera que a presença das câmaras o ajude a dominar a discussão e a superiorizar-se aos seus opositores.
Com esta iniciativa, Obama demonstra poder de iniciativa para resolver os problemas da América, mostra-se bipartidário ao juntar democratas e republicanos e dá acesso directo aos cidadãos, através da transmissão televisiva. Reúne, assim, todos os ingredientes para uma receita de sucesso. Mas ainda é cedo para cantar vitória, porque, e em política especialmente, nunca se sabe quando um tiro sai pela culatra...





