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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O Iowa falou

Está dado o primeiro passo rumo à escolha do 45º Presidente dos Estados Unidos. Ontem (esta madrugada em Portugal), os eleitores do Iowa compareceram em números recordes (170 mil pessoas apenas no lado republicano) ao caucus e deram a primeira vitória deste ciclo eleitoral a Ted Cruz. Na corrida democrata, temos, até ver, um empate, ainda que, numa altura em que ainda não se conhecem os resultados definitivos, tenha uma minúscula vantagem sobre Bernie Sanders. Sem mais demoras, aqui ficam os resultados:

Partido Democrata
Hillary Clinton - 49,9%
Bernie Sanders - 49,5%
Martin O'Malley - 0,6%

Partido Republicano
Ted Cruz - 27,7%
Donald Trump - 24,3%
Marco Rubio - 23,1%
Ben Carson - 9,3%
Rand Paul - 4,5%
Jeb Bush - 2,8%
Carly Fiorina - 1,9%
John Kasich - 1,9%
Mike Huckabee - 1,8%
Chris Christie - 1,8%
Rick Santorum 1,0%
Jim Gilmore - 0%

No lado democrata, como se esperava, tivemos uma corrida muitíssimo equilibrada e que ainda não está totalmente decidida, mas em que Hillary parece levar vantagem. Estranhamente, Clinton declarou vitória (ou quase), sem que esse desfecho fosse conhecido na altura ( e ainda não o é). Ou os números internos da sua campanha lhe davam uma vantagem que não se veio a verificar, ou se trata de um táctica pouco ortodoxa por parte da ex-Secretária de Estado, já que uma eventual reviravolta nos resultados tornaria o cenário ainda pior para Hillary, que cairia no ridículo de perder uma eleição em que tinha declarado vitória. 
Seja quem for o vencedor final, isso apenas contará em termos de spinning por parte das campanhas, porque o resultado será sempre, na prática, um empate, ainda que HIllary deva conseguir mais delegados do que o Senador do Vermont. Com este resultado, a presumível nomeada democrata sustém o primeiro golpe de Bernie Sanders e ganha algum oxigénio para suportar a derrota esperada no New Hampshire, a acreditar nas sondagens que dão a Sanders uma larga vantagem no Granite State, cuja primária se realiza de hoje a oito dias. Quanto a Martin O'Malley, teve uma votação inexpressiva e já suspendeu a sua campanha.
Na disputa republicana, o destaque tem de ir para a vitória de Ted Cruz que aguentou a forcing final de Donald Trump, que o havia ultrapassado o senador do Texas nas sondagens, e conseguiu uma importante vitória num Estado em que apostou todas as suas fichas. Até há cerca de um mês, Cruz era o grande favorito a vencer no Iowa, mas uma forte investida de Trump e a subida de Marco Rubio prejudicaram os seus números. Com este triunfo, Cruz ganha momentum para melhor encarar o New Hampshire.
Donald Trump, que até obteve um bom resultado, não deixa de sair como derrotado, até porque no dia de ontem afirmou, no seu tom característico, que iria obter uma grande vitória. Por não ter sabido jogar o jogo das expectativas, Trump sai mal na fotografia e perdeu algum ímpeto e a aura de winner que sempre apontou a si próprio. 
No último lugar do pódio ficou Marco Rubio, que superou as expectativas e confirmou a tendência de subida que lhe apontavam recentemente. Com um excelente terceiro posto, muito perto de Trump, o senador da Florida assume-se como um sério candidato à nomeação presidencial e ofusca todos os outros candidatos mais tradicionais.
Em quarto lugar, Ben Carson até conseguiu um melhor resultado do que esperava, mas, com a sua campanha em clara perda, não deverá ser um verdadeiro contender nesta corrida. Ainda assim, ficou bem à frente de candidatos mais conhecidos e de quem se espera muito mais. Rand Paul teve um fraco resultado, ficando à frente de Jeb Bush (que teve uns ridículos 2,8% dos votos), de John Kasich e de Chris Christe, que passaram ao lado do Iowa e esperam fazer melhor no New Hampshire.
Os restantes candidatos confirmaram que não farão história nestas eleições e estarão de saída da corrida. Mike Huckabee e Rick Santorum, os últimos vencedores do caucus do Iowa não conseguiram melhor que 1,8% dos votos e o ex-Governador do Arkansas já suspendeu mesmo a sua campanha. Carly Fiorina e Jim Gilmore são, também, irrelevantes.
Todos os candidatos - aqueles que se mantiverem na corrida - terão agora uma semana para apresentar o seu caso perante os eleitores do New Hampshire. A primária decorrerá na próxima Terça-feira e fará uma nova selecção, clarificando, ou assim se espera, a corrida. Quanto ao Iowa, (e porque este será um Estado importante na eleição geral), vemo-nos no Outono!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

E tudo a onda levou

Estão contados quase todos os votos das eleições intercalares de 2014 nos Estados Unidos e o resultado é fácil de descrever: uma imponente vitória do Partido Republicano.  Confirmaram-se os piores receios democratas e a noite eleitoral de ontem revelou-se uma onda dos republicanos que venceram a toda a linha, com praticamente todas as corridas assinaladas como competitivas a caírem para o lado dos candidatos do GOP.
Nas eleições para o Senado, as melhores expectativas republicanas terão sido superadas e o GOP retirou sete assentos aos democratas, sendo que este número deverá aumentar para nove, quando todos os votos estiverem contados no Alaska, que deverá ir para a coluna vermelha, e quando se realizar a segunda volta da corrida no Louisiana, que deverá cair para o lado republicano. No outro Estado ainda sem resultado oficial, a Virginia, o Democrata Mark Warner deverá ser sagrado vencedor. Dessa forma, o Senado ficaria dividido entre 46 democratas (incluindo dois independentes) e 54 republicanos, uma assinalável transferência de poder e que coloca mesmo o Partido Republicano em condições de aguentar a previsível investida democrata nas eleições de 2016.
No que diz respeito à Câmara dos Representantes, cuja recuperação de controlo não passava pela cabeça ao democrata mais optimista, o desfecho não foi diferente. Esperava-se um resultado dentro do de há dois anos, ou, no máximo, um dos dois partidos a ganhar uma meia dúzia de lugares ao adversário. Porém, o Partido Republicano obteve um novo triunfo, conseguindo aumentar ainda mais a sua maioria na câmara baixa. Até ao momento, o GOP já conquistou 13 novos lugares, mas esse número poderá subir quase até aos 20, quando todas as corridas tiverem sido encerradas. Assim sendo, os republicanos passarão a ocupar cerca de 250 dos 435 lugares na House, ficando com uma sólida maioria que poderá resistir durante vários ciclos eleitorais.
Finalmente, nas eleições para governos de Estados federados, assistiu-se, invariavelmente, a uma vitória dos republicanos, com destaque para os resultados na Florida, onde Rick Scott segurou o seu cargo de Governador frente ao favorito Charlie Crist que, depois de ter sido Governador do Estado como republicano e de ter concorrido ao Senado como independente, tentou o regresso à mansão de governador do sunshine state, desta vez como democrata, mas sem sucesso, no Wisconsin, Estado onde Scott Walker garantiu a reeleição, posicionando-se, assim, para uma previsível candidatura à Casa Branca, em 2016, e no Illinois, território democrata, mas que não permitiu a reeleição a Pat Quinn, o actual Governador democrata, que perdeu a corrida para Bruce Rauner, o seu opositor republicano. 
Para os democratas, apenas a reconquista da Pennsylvania e e vitória no Colorado (ambas as corridas para Governador do Estado) podem ser encarados como resultados positivos, mas que não chegam, longe disso, para atenuar aquela que foi uma péssima noite eleitoral (foi mesmo pior do que o shellacking de 2010) e cujas consequências darão muito que falar nos próximos tempos. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Como Obama venceu - a demografia

Quando foi eleito Presidente pela primeira vez, em 2008, Barack Obama teve uma excelente votação em praticamente todos os escalões do eleitorado, fossem eles relativos ao sexo, à idade, à raça ou mesmo ao nível económico. Ainda assim, a coligação de Obama baseou-se sobretudo em grupos eleitorais chave: os negros, os hispânicos, os jovens, as mulheres solteiras e os eleitores urbanos. Dessa forma, e apesar de ter perdido entre o voto branco, Obama conseguiu o melhor resultado no voto popular das últimas décadas para um candidato democrata, alcançando 53% dos votos.
Quatro anos depois, para as eleições de 2012, era expectável que Obama não conseguisse uma vitória tão expressiva como a que tinha obtido frente a John McCain. Após o seu primeiro mandato na Casa Branca, Obama tinha perdido apoio entre alguns grupos do eleitorado, em especial os eleitores brancos de zonas rurais, onde o domínio republicano é cada vez mais notório. Assim, para vencer, Obama teria de segurar ou mesmo aumentar a sua votação entre a base da sua coligação. Contudo, isso poderia não chegar, pois era preciso ainda garantir que esses eleitores se deslocariam às urnas para depositar o seu boletim de voto a favor do candidato democrata. De facto, a campanha republicana (e muitos analistas conservadores) esperavam que a participação eleitoral dos afro-americanos, dos latinos e dos jovens não fosse tão significativa como em 2008, ou que, segundo algumas previsões ainda mais optimistas, fosse mais semelhante à da eleição de 2004.
Contudo, como hoje sabemos, estas previsões saíram furadas. Os afro-americanos mantiveram a sua afluência às urnas (constituíram 13% do eleitorado), enquanto que a participação dos jovens e dos hispânicos aumentou (19% e 10% dos eleitores, respectivamente). Além disso, Obama conseguiu um melhor resultado entre o eleitorado hispânico do que aquele que tinha obtido há quatro anos, já que 71% dos eleitores latinos votaram pela reeleição do Presidente. Importa ainda apontar que, entre os eleitores de origem asiática, uma minoria também com tendência para crescer, também foi Obama a vencer a maioria dos votos (73%). Assim sendo, no total de todos os votos depositados a favor de Obama, 45% foram provenientes de eleitores de minorias étnicas, o que é bem elucidativo da importância destes eleitores para a reeleição do 44º Presidente dos Estados Unidos. Finalmente, se juntarmos a estes números, o apoio de 55% das mulheres a Obama (e as mulheres representam 53% do eleitorado), percebe-se que muito dificilmente a vitória poderia ter escapado ao actual ocupante da casa Branca.
Por tudo isto, fica claro que a demografia teve um papel fundamental na reeleição de Obama. Com maiorias claras nos grupos eleitorais em maior crescimento nos Estados Unidos, o Presidente compensou as perdas entre os eleitores brancos. Fica também evidente o problema demográfico do Partido Republicano que, se quiser continuar a ser competitivo em eleições presidenciais, tem obrigatoriamente de alargar a sua base de apoio. Se persistirem os maus resultados do GOP entre os jovens, as mulheres e, principalmente, os hispânicos, os republicanos arriscam-se a somar derrotas em corridas pela Casa Branca.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Vitória para Barack Obama

Não restam grandes dúvidas. Obama ganhou todos os battleground states que já foram projectados e entre os que se encontram em discussão apenas está atrás na North Carolina (e por muito pouco). A qualquer momento, poderá ser declarado vencedor na Virginia ou na Florida, o que, a acontecer, significará o ponto final na questão. 
Afinal, tudo indica que o Presidente terá uma vitória relativamente folgada no Colégio Eleitoral. Faltará saber qual a distribuição do voto popular, ainda que seja previsível que Obama derrote Mitt Romney por um ou dois pontos percentuais. Com estes resultados, evita-se o cenário que poderia ser despoletado com uma corrida disputada ao milímetro, que envolveria recontagens, exércitos de advogados e tensão social. 
Deixarei análises mais aprofundados para os próximos dias, mas, pelo que os números têm mostrado, Obama manteve praticamente intacta a coligação que o elegeu em 2008. Os afro-americanos, os hispânicos  as mulheres, as jovens e o eleitorado urbano voltaram a apoiá-lo de forma maioritária. Além disso, a comparência às urnas não diminuiu em relação às eleições anteriores. Na verdade, e segundo as exit polls, a percentagem dos eleitores brancos no universo do eleitorado voltou a diminuir, à imagem do que tem sucedido nas últimas décadas.
Mas não foi apenas Obama a vencer esta noite. A noite positiva para os democratas foi completada com um excelente desempenho dos seus candidatos ao Senado, o que lhes permite manter o controlo da câmara baixa do Congresso num ano que se previa muito complicado para os senadores democratas. Para os republicanos, a manutenção da maioria na Câmara dos Representantes não deverá servir de grande consolo e é de esperar que a noite de hoje tenha grandes repercussões no futuro do partido conservador. 

Colégio Eleitoral (em actualização)

Barack Obama - 303 votos eleitorais (Vermont, Connecticut, Delaware, Washington, D.C., Illinois, Maryland, Massachusetts, Maine, Rhode Island, New Jersey, New York, Michigan, Pennsylvania, Wisconsin, New Hampshire, New Mexico, Minnesota, California, Havaii, Washington, Nevada, Oregon, Ohio, Iowa, Nevada, Colorado, Virginia)

Mitt Romney - 206 votos eleitorais (Kentucky, Indiana, South Carolina, West Virginia, Oklahoma, Georgia, Arkansas, Tennessee, Louisiana, Alabama, Mississippi, Kansas, Texas, Nebraska, South Dakota, North Dakota, Wyoming, Utah, Montana, Arizona, Idaho, North Carolina, Missouri, Alaska)

Nota: São necessários 270 votos eleitorais para se ser eleito Presidente dos Estados Unidos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Romney vence Santorum por 8(!) votos

Ontem disse que a vitória no Iowa ia ser decidida ao photo-finish. Estava, porém, longe de imaginar que a vitória do caucus se decidiria por meros oito votos, a mais curta distância de sempre a separar o primeiro e o segundo classificado nesta importante primeira ronda das primárias presidenciais. Mitt Romney saiu por cima e bateu Rick Santorum por apenas uma décima de ponto percentual, mas o resultado é, na prática, um empate entre ambos. Aqui ficam os resultados completos:

Mitt Romney - 24.6%
Rick Santorum - 24.5%
Ron Paul - 21.4%
Newt Gingrich - 13.3%
Rick Perry - 10.3%
Michelle Bachmann - 5%
Jon Huntsman - 1%

Depois do Iowa, é provável que o leque de candidatos diminua, pois é duvidoso que Perry e Bachmann tenham condições para continuar na corrida. Newt Gingrich, apesar do fraco resultado, tentará ainda a sua sorte na Carolina do Sul. Jon Huntsman, por sua vez, não sai muito beliscado destes caucuses, dado que ignorou (e até desdenhou) a contenda do Iowa. 
A partir daqui, é de prever que a disputa seja cada vez mais resumida a uma corrida entre dois políticos: Romney e o anti-Romney (provavelmente Santorum e não Gingrich). Ainda assim, não consigo imaginar outro cenário que não a vitória final de Mitt Romney, que pode ser bastante rápida e ficar decidida já este mês. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Controlo de danos no Senado

Se nas eleições para a Câmara dos Representantes a vitória republicana foi em toda a linha, no Senado os democratas aguentaram-se melhor. Faltando ainda encontrar os vencedores em três corridas, o Partido Democrata tem já garantidos 51 senadores, o que lhes garante a maioria. Além disso, nas três eleições - Colorado, Washington e Alasca - ainda indefinidas têm boas hipóteses de vencer nas duas primeiras, dado que grande parte dos votos por contar nestes estados são referentes a distritos tendencialmente democratas. No Alasca, Lisa Murkowski leva vantagem sobre Joe Miller. Este resultado, porém, não terá qualquer influência no elenco do Senado, já que qualquer um dos dois, uma vez no Senado, sentar-se-á na bancada republicana.
Ao início da noite, os democratas chegaram a estar bem colocados para vencer no Illinois e na Pennsylvania. Contudo, a contagem final viria a traduzir-se numa vitória dos candidatos republicanos, ainda que por uma margem apertada. No Illinois estava em jogo o antigo lugar de Obama, que agora passará a ser ocupado pelo republicano Mark Kirk, ainda assim um dos candidatos mais moderados apresentados pelo GOP neste ciclo eleitoral. Por seu lado, Pat Toomey, que venceu na Pennsylvania, é consideravelmente mais conservador do que é tradicional num senador eleito por este estado. Teve, porém, de enfrentar uma dura batalha pela vitória, visto que o democrata Joe Sestak provou ser um candidato de muito valor, lutando praticamente até ao último voto.
A melhor notícia da noite de ontem para os democratas veio do Nevada, onde Harry Reid bateu a candidata tea partier, Sharron Angle. Apesar de as últimas sondagens apontarem para uma vitória da republicana, a verdade é que Reid conseguiu ser eleito para um novo mandato. Esta corrida estava carregada de simbolismo, dado que estava em jogo a reeleição do líder da maioria no Senado. Contudo, não é certo que Reid mantenha o seu cargo de liderança, mesmo com esta vitória importante.
Em conclusão, os democratas não tiveram tão maus resultados nas eleições para o Senado como nas que diziam respeito à Câmara dos Representantes. Este fenómeno pode ser explicado por várias razões, mas é preciso lembrar que, em primeiro lugar, isso aconteceu porque, enquanto foi a votos a totalidade da House, no caso do Senado apenas houve eleições para pouco mais de um terço da câmara. Depois, as eleições para o Senado costumam ser acompanhadas mais de perto pelos eleitores, que olham atentamente para os candidatos e fazem uma decisão mais ponderada. Já nas eleições para a Câmara dos Representantes, o factor "partido" tem mais importância e, dessa forma, o voto de "castigo" aos democratas pode ter sido sentido de forma mais premente. 
De qualquer forma, e mesmo que os candidatos democratas vençam no Colorado e em Washington - esses resultados podem ainda demorar vários dias a ser conhecidos - não se poderá dizer nunca que se tratou de uma vitória democrata. Na melhor das hipóteses, o Partido Democrata ficou sem seis assentos no Senado, o que é sempre uma perda significativa. Mas, pelo menos, os democratas conseguiram controlar os danos, evitando a hecatombe que se chegou a pensar ir acontecer.

House sweep

Este é o novo mapa da distribuição dos representantes por partido político relativo à Câmara dos Representantes. Como se pode ver, o vermelho é, agora, a cor dominante, já que a imponente vitória republicana fez com que o GOP passasse a ser o partido maioritário na câmara baixa do Congresso. Agora, quando há ainda 13 corridas sem vencedor anunciado, os republicanos contam com 239 representantes, enquanto os democratas se ficam pelos 183. A perda de lugares pelo Partido Democrata vai já em 60, o que representa uma maior derrota do que em 1994, durante o primeiro mandato de Bill Clinton, quando perderam 52 assentos na House.
Está, assim, concretizada uma pesadíssima derrota para os democratas, que vêem Nancy Pelosi abandonar o cargo de speaker, lugar que passará a ser ocupado pelo republicano John Boehner. A partir de agora, o panorama político dos Estados Unidos vai mudar completamente, já que a Casa Branca de Obama e a Câmara dos Representantes controlada pelo GOP terão de ser capazes de se entender e alcançar compromissos, caso contrário o país ficará ingovernável. E o primeiro passo nesse sentido deverá ser dado pelo Presidente americano, já hoje, quando falar ao país.