Mostrar mensagens com a etiqueta Emprego. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Emprego. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Desemprego em queda

Foram anunciadas hoje boas notícias para os norte-americanos e para a Administração Obama. Segundo o Wall Street Journal, a economia dos Estados Unidos superou as expectativas e criou, em Abril, 165 mil novos empregos, com a taxa de desemprego a baixar para 7,5%, o valor mais baixo desde Dezembro de 2008. Continua, assim, a tendência de recuperação económica dos EUA (em contraponto com a Europa) e que, a manter-se, pode ser uma importante arma para os democratas na campanha eleitoral que se aproxima.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Desemprego abaixo dos 8%

Depois da sua medíocre prestação no debate da passada Quarta-feira, Barack Obama recebeu hoje uma boa notícia: a taxa de desemprego desceu de 8,1% para 7,8%, baixando, finalmente, da barreira simbólica dos 8%. O número de pessoas sem emprego nos Estados Unidos volta, assim, a níveis do início de 200, mas mantém-se ainda a um nível extremamente elevado e, desde a II Guerra Mundial, nunca um Presidente foi reeleito com a taxa de desemprego acima dos 7,2%, valor que se verificava em 1984, quando Ronald Reagan garantiu o seu segundo mandato.
Não obstante, trata-se de uma excelente notícia para a campanha de Barack Obama que pode utilizar estas novidades para contrabalançar o momento menos positivo que a sua campanha atravessa desde o debate televisivo em que foi copiosamente derrotado por Mitt Romney. A manter-se esta tendência para a diminuição do desemprego, os republicanos vêm o seu maior argumento na campanha eleitoral - a incapacidade da economia americana criar emprego a um ritmo aceitável durante a Administração Obama -  perder parte do seu impacto. Nos próximos dias, será interessante seguir as sondagens que forem sendo divulgadas, para se perceber como é que estes acontecimentos contraditórios, o debate e os números do emprego, se reflectem na intenção de voto dos eleitores americanos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A América e a Casa Branca criam emprego

As primárias presidenciais do Partido Republicano têm dominado as atenções nas últimas semanas. Contudo, nem só de eleições é feito o quotidiano político dos Estados Unidos da América. Até porque, dada a situação económica mundial, a economia é uma preocupação bem mais premente para os norte-americanos do que propriamente a discussão eleitoral em curso. 
Na semana passada, surgiram boas notícias relativamente à criação de emprego nos Estados Unidos, com a taxa de desemprego a baixar para 8.5%, o valor mais baixo desde 2009 e já distante dos 9,4% dos números de Janeiro de 2011. Estes dados parecem indicar que a economia norte-americana está a recuperar, ainda que lentamente, o que pode ser uma preciosa ajuda para a campanha de reeleição de Obama, em 2012. A taxa de desemprego está já perto da fasquia dos 8%, apontada por muitos analistas como valor máximo que o desemprego poderá atingir de forma a permitir a reeleição de um Presidente. Contudo, existem ainda mais 1,4 milhões de americanos sem emprego do que na tomada de posse de Obama, o que poderá assombrar a sua campanha eleitoral.
Mas se a administração Obama é acusada de não criar emprego em níveis suficientes, a verdade é que pelo menos num caso isso não corresponde à verdade. De facto, o cargo de chief of staff de Obama está novamente livre, depois de Bill Daley ter, na semana passada, apresentado a demissão ao Presidente norte-americano. A sua saída não é uma surpresa, já que apesar das expectativas criadas em torna da sua escolha, Daley pareceu não se ter conseguido adaptar ao cargo e, recentemente, viu o seu portfolio de tarefas e responsabilidades reduzido. Apesar de se tratar uma posição de desgaste rápido, não deixa de ser relevante que Obama vá já para o seu quarto chefe de gabinete (a tradução para português não transmite a verdadeira importância do cargo nos EUA), depois de Rahm Emanuel, Pete Rouse (ainda que de forma interina) e Daley. Será interessante descobrir quem Obama escolherá para liderar a sua Casa Branca durante 2012, com a certeza que o eleito terá responsabilidades acrescidas durante o presente ano, já que com Barack Obama em campanha eleitoral, o seu chief of staff tornar-se-á, em alguma medida, o Presidente interino dos Estados Unidos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Boas e más notícias

Como era esperado, os números de Barack Obama nas sondagens subiram consideravelmente desde que o Presidente dos Estados Unidos anunciou a morte de Osama Bin Laden. Contudo, apesar de estar actualmente a obter os melhores resultados nas suas taxas de aprovação dos últimos meses, a verdade é que a opinião dos americanos relativamente ao modo como Obama lida com a economia mantém-se inalterada e em terreno negativo. Acontece que apesar de toda a excitação e emoção em torno da eliminação do líder da Al-Qaeda, o inimigo número um da América, será sempre a situação económica do país a ditar as principais leis quando estiver em jogo a reeleição de Obama, em 2012. 
Assim sendo, o jobs report do mês, divulgado hoje, traz notícias agridoces para a actual Administração. Por um lado, há as más notícias, dado que, pela primeira vez nos últimos cinco meses, a taxa de desemprego subiu, passando de 8,8% para 9%. Mas, por outro lado, também há motivos para sorrir, tendo em conta que foram criados 244 mil novos empregos durante o mês passado, o valor mais elevado dos últimos cinco anos. Nos próximos dias, será interessante perceber se estes números terão alguma influência nas sondagens e se o bump de Obama veio para ficar ou se, pelo contrário, o efeito Bin Laden se desvanecerá depressa, à medida que as maiores preocupações dos norte-americanos - a economia, ainda e sempre - voltam à ordem do dia.

sexta-feira, 4 de março de 2011

O desemprego desce; a gasolina sobe

Foram conhecidos hoje os valores do desemprego nos Estados Unidos relativos a Fevereiro e as notícias são bastante positivas. No mês passado, a economia norte-americana acrescentou quase 200 mil novos empregos, alcançando assim a mais baixa taxa de desemprego desde Abril de 2009, quedando-se agora abaixo da barreira dos 9%, em 8,9%. 
No último ano, como o gráfico indica, a tendência tem sido de criação de emprego. Caso se mantenha esta tendência, Barack Obama poderá ter a reeleição facilitada e muitos analistas apontam para os 8% como um valor que, a ser atingido, poderá valer ao actual Presidente um novo mandato na Casa Branca. Contudo, também os republicanos, agora no controlo da Câmara dos Representantes, deverão querer ser incluídos na distribuição dos louros. 
Além disso, e se estes números poderão ser um alívio para Obama, a verdade é que um novo problema se levanta, já que a subida nos preços do petróleo, induzida pela crise no Norte de África, pode provocar, como já acontece no nosso país, uma  substancial onda de insatisfação entre a população norte-americana. E isso, como lembra Nate Silver, pode trazer graves dissabores para Barack Obama.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O "surge" de Obama?

Boas notícias para a administração Obama. Na primeira Sexta-feira de cada mês, são anunciados os valores do desemprego nos Estados Unidos e hoje, pela primeira vez desde que Obama chegou à Casa Branca, foram revelados números positivos relevantes: durante mês de Março, a economia americana criou 162 mil novos empregos.
Algumas expectativas apontavam para um número mais substancial, acima da barreira dos 200 mil, e alguns analistas apontam o regresso ao trabalho das pessoas que estiveram paradas em Fevereiro por causa dos nevões desse mês e a contratação de cerca de 50 mil trabalhadores temporários para a realização dos censos como as principais razões para estes valores, mas esta notícia não deixa de vir dar ainda mais ímpeto à agenda política de Obama, que parece ter ganho um novo ânimo.

De facto, desde a aprovação da reforma da saúde, a Casa Branca tem apostado numa campanha agressiva com várias iniciativas relevantes consecutivas, de forma a destacar o presidente americano ciclo noticioso após ciclo noticioso. Senão vejamos: Obama assinou o acordo de não proliferação nuclear com a Rússia; fez uma visita surpresa às tropas americanas no Afeganistão; anunciou uma nova política, permitindo a perfuração petrolífera nas costas americanas (uma medida popular e louvada pelos republicanos e que pode beneficiar a nova legislação ambiental que está a ser preparada pelo democrata John Kerry, pelo independente Joe Liberman e pelo republicano Lindsey Graham) e agora prepara o lançamento de novas acções, como ao nível da educação e da reforma financeira.

Mas, no final, será sempre o estado da economia que determinará o sucesso e o destino de Barack Obama e da sua administração. Se a situação económica melhorar e o nível de emprego aumentar, o presidente americano verá o apoio às suas políticas subir, ao mesmo tempo que as perspectivas democratas para as eleições de Novembro se tornarão menos pessimistas. Mas este é apenas um cenário hipotético, pois trata-se de um grande "se" que tolda o futuro da presidência de Obama.

quarta-feira, 17 de março de 2010

It's the economy, stupid!

O Senado norte-americano aprovou hoje uma proposta de lei que prevê isenções fiscais para empregadores que contratem trabalhadores que tenham estado no desemprego pelo menos 60 dias. Esta proposta passou com o voto sim de 68 senadores, incluindo onze republicanos, permitindo que tenha o selo do bipartidarismo. Agora, falta apenas o carimbo do presidente para a sua promulgação.
É intenção dos legisladores democratas que esta seja apenas a primeira de um conjunto de propostas que promovam a criação de emprego. Parece que os democratas começam finalmente a apontar as suas agulhas para o tema que, actualmente, mais preocupa a população dos Estados Unidos: a economia. Com a taxa de desemprego a teimar não descer dos 9,7%, a criação de emprego e a recuperação financeira e económica tem de ser a principal prioridade da administração. Contudo, toda a polémica que se gerou à volta da reforma do sistema de Saúde fez com que o governo americano parecesse estar a centrar-se em outros problemas que não os económicos.
Este breakthrough em legislação sobre emprego e economia, combinado com uma eventual aprovação da reforma do healthcare, poderá marcar o início de uma nova fase da administração democrata, marcada por uma maior dinamização, por mais resultados concretos, e indo de encontro ao que muitas vozes têm clamado - a definição da economia como o ponto principal da agenda política. Afinal, parece que o velho ditado se mantém e it's still the economy, stupid!