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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Michelle, uma Primeira Dama popular

Não só do presidente vive a Casa Branca. Uma figura sempre importante e cuja vida e actividade os americanos seguem com muita atenção é a Primeira Dama. Ao longo dos anos, as funções da mulher do presidente basearam-se nas questões de protocolo de outros assuntos mais triviais e mais conotados com o papel tradicional da mulher de dona de casa, como a alimentação ou a decoração.
Mas, à medida que essa visão das mulheres se foi alterando, o mesmo aconteceu com as funções da Primeira Dama. Agora, é comum terem um campo de acção bem mais alargado, com uma voz e uma participação activa na política da Casa Branca.
A actual Primeira Dama, Michelle Obama, não é uma Hillary Clinton, que muitos afirmavam ser, durante os oito anos de Bill Clinton na Sala Oval,uma verdadeira vice-presidente. Michelle não tem o portfolio e as atribuições políticas da actual Secretária de Estado, mas isso também a ajuda a não polarizar a opinião pública, o que aconteceu com Hillary. Michelle preferiu escolher um tema principal para as suas actividades - a obesidade infantil - que não afronta ninguém (talvez apenas os donos de cadeias de "fast-food") e tem conseguido criar uma excelente imagem junto do público. Os media adoram-na e o povo americano já se rendeu ao seu charme. Basta ver os seus índices de popularidade, que andam à volta dos 70%.
Contudo, nem sempre foi assim. Durante a campanha presidencial de 2008, Michelle chegou a ser vista como uma "lyability" para Obama. A sua afirmação que ver o seu marido concorrer à presidência fazia com que, pela primeira vez, tivesse orgulho no seu país, caiu especialmente mal. Mas, dessa altura até à actualidade, Michelle Obama deu a volta por cima e a situação é, agora, totalmente diferente. Com a popularidade que usufrui junto do eleitorado, Michelle será, certamente, muito requisitada pelos democratas em campanha para as eleições de Novembro. Porventura, mais ainda que o seu marido...