Donald Trump está definitivamente de volta à ribalta política. Depois de, durante 2011, muito se ter falado de uma possível candidatura presidencial do multimilionário e criador de reality-shows, agora, em plena campanha eleitoral, Trump volta a dar que falar, desta vez devido à sua convicção de que Barack Obama não nasceu nos Estados Unidos. E ontem teve mesmo uma acesa discussão com Wolf Blitzer, depois de este lhe ter dito que começava a parecer ridículo, tendo Trump respondido na mesma moeda. Mas, para se perceber o tom ríspido da troca de argumentos, o melhor é mesmo verem o vídeo.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Off message
Para uma campanha política ser bem sucedida é essencial que o candidato que a encabeça se mantenha focado na mensagem que pretende transmitir ao público, evitando as fugas ao discurso previamente definido e escapando a temas e assuntos que afastem a campanha do rumo que previamente definiu ser o mais acertado para a vitória.
Contudo, a campanha presidencial está a ser marcada, pelo menos para já, por uma constante fuga à mensagem, e logo por parte das duas campanhas. De um lado, Barack Obama, tem sido recentemente criticado, inclusivamente no seio do seu próprio partido, por estar a apostar em ataques contra o passado empresarial do seu adversário, Mitt Romney. Em anúncios de campanha e declarações, Obama tem apontado o dedo aos milhares de empregos que Romney terá, diz o Presidente, destruído, aquando do seu tempo na Bain Capital. Esta é uma estratégia que se percebe, tendo em conta a ainda elevada taxa de desemprego que se regista nos Estados Unidos. Contudo, o ataque populista de Obama não parece estar a ser eficaz, da mesma forma, aliás, que não o foi, quando Newt Gingrich e Rick Santorum utilizaram a mesma táctica durante as primárias republicanas.
Por sua vez, Mitt Romney, que até estava a ter um período positivo, parecendo estar a ganhar ímpeto na corrida, foi forçado, recentemente, a desviar-se da sua mensagem essencialmente centrada na economia. Isto porque Donald Trump, actualmente um dos seus mais ferozes apoiantes voltou a dizer que Obama nasceu no Quénia e não nos Estados Unidos, não sendo, por isso, elegível para o cargo de Presidente. Acossado pelos jornalistas, que tentam obter uma reacção sobre as novas acusações do milionário Trump, Romney não condenou a posição do seu apoiante, apesar de ter dito que não concorda com tudo o que as pessoas que o apoiam dizem. Seja como for, a verdade é que uma nova polémica birther era a última coisa que o candidato republicano necessitaria, numa altura em que tenta atrair o eleitorado independente que poderá estar menos inclinado a votar em si, depois de umas primárias marcadas por um discurso encostado à Direita.
Com os dois candidatos a viverem um momento menos positivo no trilho da campanha, cabe agora aos seus conselheiros a tarefa de redobrarem esforços no sentido de colocarem novamente os seus líderes no rumo certo, ou, como dizem os norte-americanos, back on message.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Os "birthers"
Segundo a Constituição americana, o presidente do país tem de ter, pelo menos, 35 anos de idade e ser um natural born citizen dos Estados Unidos. Assim, quando, em 2008, a candidatura de Obama começou a surpreender a "inevitável nomeada" democrata, Hillary Clinton, apareceram alguns rumores que punham em causa a elegibilidade do então Senador pelo Illinois para a presidência.
Rumores que, rapidamente, se transformaram em teorias da conspiração que afirmavam que Obama não tinha nascido em Honolulu, no Havaii, mas sim no Quénia (país de origem do pai de Obama) ou na Indonésia (onde viveu durante uns anos), dependendo das teorias, e que, desta forma, não podia, legitimamente, ocupar a chefia do Estado. Os aderentes a estas especulações - os birthers - contestaram o certificado apresentado por Obama e exigiram novas provas. Assim surgiu aquilo que ficou conhecido como o "birther movement".
Contudo, estas ideias não conseguiram ganhar adeptos junto do mainstream media e as principais figuras do Partido Republicano rapidamente se distanciaram destas posições. Além disso, nenhum tribunal deu seguimento às queixas legais apresentadas pelos birthers que tentavam impugnar a eleição de Obama. Assim, este movimento foi perdendo "tracção" e ficou confinado a uma pequena minoria, geralmente associada à ala mais à direita do GOP.
Agora, esta questão está novamente na baila, após a Câmara dos Representantes do Estado do Arizona ter aprovado uma proposta de lei que obriga os candidatos presidenciais a apresentarem a sua certidão de nascimento para poderem constar dos boletins de voto neste Estado. Curioso é o facto do Arizona ser o Estado de John McCain, o oponente de Obama nas eleições de 2008 e que também esteve envolvido numa polémica semelhante: McCain, como Obama, não nasceu na mainland dos Estados Unidos, mas sim numa base naval americana no Canal do Panamá, que, à época, era considerado território americano.
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