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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Morte na Líbia

O embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Christopher Stevens, foi assassinado, juntamente com outras três pessoas, na sequência de um ataque ao consulado norte-americano na cidade de Benghazi, por uma multidão em fúria que protestava contra um filme lançado nos Estados Unidos que ofendeu os seguidores mais extremistas da religião islâmica. Stevens terá morrido quando a viatura onde se fazia transportar foi atingida por um rocket. A sua morte representa a primeira baixa em serviço de um embaixador norte-americano desde 1979, quando foi morto o embaixador dos Estados Unidos no Afeganistão.
Este infeliz acontecimento na Líbia está já a mexer com a campanha presidencial. Mitt Romney, que já havia criticado a resposta do Departamento de Estado a um ataque perpetrado pelo mesmo motivo, mas à embaixada norte-americana no Cairo, poderá ter aqui uma aberta para atacar o Presidente Obama no domínio da política externa, um tópico que, até agora, parecia ser extremamente favorável aos democratas. Contudo, este evento é ainda muito recente e o melhor é esperarmos para ver quais serão as reacções nos Estados Unidos a um tão lamentável e grave acontecimento.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Obama exige cessar-fogo na Líbia

Em declarações realizadas hoje, Barack Obama foi bastante claro na sua mensagem a Muammar Kaddafi, exigindo que o (ainda) líder líbio ordene às suas forças armadas que cessem os combates com os rebeldes. Contudo, o Presidente norte-americano pôs de parte a possibilidade de enviar forças terrestres para a Líbia e sublinhou que a liderança de eventuais iniciativas internacionais, na sequência da resolução da ONU que permitiu o uso da força contra Kaddafi par proteger os civis líbios, caberá à França, ao Reino Unido e aos países árabes.
Este é um tema sensível para Obama, que não quer ser visto como fraco e/ou irrelevante em questões internacionais, mas sempre se manifestou contrário à Doutrina Bush, que pressupunha a defesa dos ideais democráticos e de liberdade pelos Estados Unidos em qualquer parte do globo. Além disso, a questão líbia tem dividido a sua própria administração. Enquanto uns, como Joe Biden, defendem a intervenção activa na Líbia, já outros, como o Secretário da Defesa Robert Gates, não querem ver as forças americanas envolvidas em mais um conflito distante. 
Assim sendo, para resolver este problema, Obama terá de fazer um complicado jogo de equilíbrio. Pelo teor da declaração de hoje, parece estar a ir no bom caminho: foi duro com Kaddafi, que, entretanto, já anunciou um cessar fogo, mas deu a entender a América não se irá envolver demasiado, passando a bola a outros actores. Veremos se esta táctica resultará...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Obama: "Kaddafi must leave"


Com a degradação da crise na Líbia e numa altura em que já se fala numa possível intervenção militar do Ocidente para pôr cobro às atrocidades cometidas pelas forças leais a Kaddafi, o presidente norte-americano aproveitou uma conferência de imprensa em conjunto com o seu homólogo do México para se referir à situação no Norte de África e para criticar ferozmente o ditador líbio. Desta vez, e ao contrário do que aconteceu aquando do despoletar dos movimentos revolucionários na Tunísia e no Egipto, em que a administração norte-americana parecia algo confusa e sem saber ao certo como lidar com a situação, os Estados Unidos parecem decididos a insurgirem-se contra os antigos regimes ditatoriais do Norte de África que estão a cair um peças de um dominó.