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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

2012 começa a aquecer

A pouco mais de um ano do início das eleições primárias que irão decidir quem será o nomeado republicano para disputar a eleição presidencial com Barack Obama, ainda ninguém anunciou oficialmente a sua candidatura. Contudo,  é já certo e sabido que nomes como Mitt Romney, Tim Pawlenty, ou John Thune irão ser candidatos. Mas, apesar de os lançamentos oficiais das suas candidaturas só deverem surgir lá para o fim do Inverno, parece que a corrida pela nomeação do GOP já teve início.
Com a discussão do acordo entre Barack Obama e os republicanos do Senado sobre os cortes fiscais no centro das atenções, os candidatos a candidatos fazem questão de marcar a sua posição. E uma das posições mais surpreendentes foi a assumida por Mitt Romney, que veio a publico criticar e opor-se a este acordo entre os dois lados (bipartidário até nas críticas provenientes dos dois partidos). Romney, antigo Governador do  liberal Massachusetts e, em tempos, visto como um moderado, parece estar a preparar terreno para as primárias, ao colocar-se bem à Direita, de forma a, quem sabe, defender-se da eventual entrada de Sarah Palin (que também condenou este acordo) na luta pela nomeação. 
Por sua vez, John Thune, Senador do Dakota do Norte e apoiante do tax cut deal, aproveitou o seu assento no Senado para daí criticar, implicitamente, a posição de Mitt Romney relativamente a esta questão, lembrando que aqueles que se opõem a este acordo, então são favoráveis a um aumento de impostos. Com esta táctica, Thune tenta colocar Romney (e Palin) numa posição desconfortável face ao eleitorado conservador, sempre avesso a subidas de impostos. 
Estas escaramuças iniciais podem servir para dar alguns sneak peaks daquilo que será a contenda pela nomeação republicana. Pode parecer que ainda estamos muito longe de 2012, mas a verdade é que as hostilidades podem ser abertas a qualquer momento. Veja-se, por exemplo, que foi hoje marcado para 7 de Junho o primeiro debate das primárias republicanas. Não falta assim tanto tempo quanto isso.

domingo, 26 de setembro de 2010

Thune 2012

Esta semana, a revista conservadora The Weekly Standard dedicou o seu artigo de capa a John Thune. Pelo artigo, fica bem explícito que o senador republicano pelo Dakota do Sul irá candidatar-se à presidência americana em 2012. Desde o início do ano, quando se percebeu que Thune iria concorrer à sua reeleição ao Senado sem adversário, ficando assim com muito tempo e dinheiro livre,  que se especulou que o senador do GOP poderia pensar numa corrida presidencial. E, agora, esse cenário parece confirmar-se.
Thune será sempre um candidato a ter em conta. É um senador popular e com bons contactos no establishment republicano, tendo mesmo já recebido o apoio por parte do líder da minoria no Senado. É também um verdadeiro fiscal conservative, tendo votado contra os pacotes de estímulo à economia, e, a nível social, é pro-choice e opõe-se ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por fim, tem uma boa figura, o que é sempre uma vantagem nas campanhas presidenciais americanas.
Contudo, Thune está há seis anos no Senado. Antes disso, passou outros seis na Câmara dos Representantes e, entre 2002 e 2004, trabalhou como lobbyist. Assim, numa altura em que o sentimento anti-Washington é mais forte do que nunca, especialmente entre o eleitorado republicano, John Thune terá algumas dificuldades para se distanciar da política que se faz na capital americana. Depois, tem ainda um perfil relativamente pouco conhecido a nível nacional e falta-lhe também um tema forte que defina a sua mensagem - está, porém, a começar a focar-se na redução do défice.
Se John Thune, com apenas 49 anos e boas perspectivas de futuro no Partido Republicano, avança já em 2012, é porque a disputa pela nomeação republicana está mais aberta do que nunca e porque Barack Obama parece vulnerável e possível de derrotar no fim do seu primeiro mandato. Desta forma, este passo em frente do senador do Dakota do Sul pode despoletar maiores movimentações no interior do GOP, em particular depois das eleições intercalares.