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terça-feira, 1 de maio de 2012

1º aniversário de morte de Bin Laden

Há exactamente um ano atrás, o mundo foi surpreendido com a notícia que Obama Bin Laden, o mentor dos atentados terroristas do 11 de Setembro, tinha sido morto por um ataque perpetrado por uma força de Navy Seals norte-americana, a mando do Commander-in-Chief Barack Obama. 
De facto, a eliminação do inimigo número um dos Estados Unidos da América foi um dos grandes marcos do mandato presidencial de Obama, porventura mais ainda do que a aprovação da reforma do sistema de saúde americano. Por isso, não é surpresa nenhuma que o actual Presidente recorde repetidamente esse feito, já que uma trunfo deste tipo em questões de defesa e segurança nacional, um tema em que, normalmente, os republicanos levam vantagem sobre os democratas, não é nunca de menosprezar em vésperas de eleições presidenciais.
Por seu lado, Mitt Romney, que espera derrotar Obama fazendo uma campanha baseada em questões económicos, já divulgou hoje um comunicado a assinalar a efeméride e a congratular o seu adversário pela decisão tomada em avançar com a missão que eliminaria Bin Laden. Contudo, esta posição representa um volte-face no que Romney havia dito ontem, quando afirmou que até Jimmy Carter teria tomado essa decisão.
É provável que, durante a campanha, este tema volte à baila, especialmente quando Obama quiser sublinhar a sua experiência presidencial, em contraste com a falta de "bagagem" de Romney, que foi "apenas" Governador estadual, relativamente a questões de defesa e de relações internacionais. Porém, como o grande tema das próximas eleições será sempre a economia, é de esperar que este assunto não se revele um handicap inultrapassável para Romney.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A grande vitória de Obama

Ontem à noite, quando anunciou ao seu país e ao mundo a morte de Osama Bin Laden, Barack Obama teve, muito provavelmente, o seu melhor momento à frente dos destinos dos Estados Unidos da América. Desde então, os elogios à conduta do Presidente e dos militares têm vindo de todos os quadrantes, inclusivamente dos mais acérrimos críticos da actual Administração e dos candidatos presidenciais republicanos para 2012. 
Contudo, esta foi uma jogada arriscada por parte de Obama. Caso a tentativa da eliminação do líder da Al-Qaeda tivesse falhado, dificilmente o actual inquilino da Casa Branca escaparia às comparações com Jimmy Carter (que ordenou o resgate fracassado dos reféns americanos na embaixada iraniana) e, provavelmente, ao mesmo destino no que diz respeito à sua reeleição para um segundo mandato. Fica desta forma cumprida uma promessa eleitoral, feita em 2008, aquando de um dos debates televisivos com John McCain, em que tinha prometido matar o líder da Al-Qaeda. 
Além da importante vitória a nível militar, estratégico e até moral que representa o desaparecimento de Bin Laden, um triunfo político assinalável, num domínio - o da defesa e segurança nacional - onde ainda não tinha grandes concretizações para "mostrar" aos americanos. Os republicanos deixam, a partir de hoje, de poder criticar o Presidente por este ser soft on terrorism, até porque Obama conseguiu aquilo que George W. Bush não foi capaz de fazer durante sete anos na Casa Branca, apesar de a captura ou morte de Bin Laden ser um dos principais objectivos durante todo o mandato do antecessor de Obama. Curiosamente, até o facto de Osama Bin Laden ter sido morto em vez de capturado favorece politicamente o Presidente norte-americano, visto que assim não se colocam os grandes problemas que surgiriam relativamente ao local onde seria encarcerado e, posteriormente, julgado o principal mandante do 11 de Setembro.
É presumível que os números de aprovação de Obama subam em flecha nos próximos dias, sendo reflexo deste momento de êxtase e euforia nacional que percorre os Estados Unidos depois do anúncio da morte do homem que figurava no topo mais procurados pelo FBI. É claro que, por si só, a eliminação de Bin Laden não garante ao Presidente americano a reeleição em 2012, já que daqui até Novembro do próximo ano o actual sentimento triunfalista desvanecerá. Contudo, este será um elemento fundamental para a campanha de Obama, já que junta esta enorme realização em matérias de defesa e da luta ao terrorismo à sua lista de êxitos desde que está na Casa Branca. É caso para dizer, como vi escrito num cartaz de um cidadão americano que celebrava a morte de Bin Laden, Obama 1 - Osama 0.

Osama Bin Laden is dead


O Presidente dos Estados Unidos anunciou,  ontem à noite, que  Osama Bin Laden, o líder da Al-Qaeda e o mentor dos atentados terroristas do 11 de Setembro, tinha sido morto na sequência de um ataque de um grupo de Navy Seals norte-americanos a um complexo residencial no Paquistão. A eliminação do inimigo número um do mundo ocidental é uma estrondosa vitória para os Estados Unidos na luta contra o terrorismo e para Barack Obama, como Commander-in-Chief. Brevemente, farei uma análise das implicações políticas decorrentes deste acontecimento que marca, indubitavelmente, os destaques mediáticos um pouco por todo o mundo.