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terça-feira, 1 de outubro de 2013

SHUTDOWN!

E o impensável aconteceu: à meia-noite de hoje, em Washington D.C., o governo federal norte-americano foi encerrado depois de o Congresso não ter chegado a um acordo para a aprovação de um orçamento temporário que permitiria manter os serviços geridos pelo governo dos Estados Unidos a funcionar até ao final do ano.
As negociações entre democratas e republicanos não chegaram a bom porto devido à posição inflexível dos republicanos da Câmara dos Representantes, que exigiam a eliminação ou o corte de fundos para o sistema de saúde conhecido como Obamacare, ideia totalmente rejeitada pelos democratas.
Esta é uma postura muito dura por parte dos republicanos mais radicais e que pode ter graves consequências políticas e eleitorais para o GOP. Todas as sondagens têm indicado que a grande maioria dos norte-americanos não concorda com a estratégia utilizada pelos republicanos da House e, agora, quando os efeitos do shutdown começarem a ser sentidos na pele pelos milhares de funcionários públicos que estão a ser enviados para casa sem ordenado e quando os meios de comunicação social derem um enorme destaque ao que se está a passar, é muito provável que a imagem do Partido Republicano saia muito beliscada desta crise.
No seio do GOP, há, contudo, quem esteja preocupado com a posição assumida pelo caucus republicano da Câmara dos Representantes. Chegou a falar-se mesmo de uma rebelião dos republicanos moderados face à ala mais extremista. Todavia, quando uma proposta que visava ultrapassar o bloqueio ao orçamento foi votada, apenas seis congressistas republicanos votaram ao lados dos democratas, um número insuficiente para ultrapassar a maioria do GOP. Os democratas é que não perderam tempo e encetaram de imediato uma barragem de publicidade nos distritos dos congressistas republicanos mais vulneráveis culpando-os pela crise governamental.
Agora, resta esperar que uma das partes ceda, sendo que é mais provável que sejam os republicanos a fazê-lo, dado que se espera que sejam eles os principais responsabilizados por esta crise. Aliás, tudo indica que as consequências para o Partido Republicano serão ainda mais nefastas do que aquelas que sofreram Newt Gingrich e os republicanos, em 1996, quando se deu o último shutdown em Washington, durante a Presidência de Bill Clinton. Se assim for, a vida não ficará nada fácil para o GOP e mesmo as eleições intercalares de 2014 podem vir a ser muito influenciadas pelo modo como esta crise se desenrolar.
Será também interessante perceber como reage Barack Obama a esta situação, numa altura em que os seus números de aprovação têm vindo a cair significativamente. Se conseguir parecer "presidencial" e assumir a gestão e resolução da crise, então poderá conseguir um novo balão de oxigénio para este seu segundo mandato; se, por outro lado, a sua reacção for inócua e não mostrar capacidade de liderança, então o rótulo de lame duck pode chegar mais cedo do que nunca.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Romney quer acabar com o jogo

Nova Terça-feira, nova noite de primárias nos Estados Unidos. Desta vez, irão a votos os Estados do Wisconsin e de Maryland, além da capital, a cidade de Washington D.C. E este pode ser um dia decisivo para a escolha do candidato presidencial do Partido Republicano. 
Mitt Romney, que irá vencer facilmente em Washington e em Maryland, espera um triunfo robusto no Wisconsin, onde, há não muito tempo atrás, era Rick Santorum que aparecia a liderar as sondagens, para poder selar de forma praticamente definitiva a corrida. As atenções estão por isso concentradas neste Estado do midwest, que pode representar a última oportunidade para os seus adversários (leia-se Santorum) impedirem Romney de conseguir a nomeação republicano.
Todavia, se Romney conseguir, como se espera, um hat-trick nas primárias de hoje, amealhando com isso um significativo número de delegados, é bem provável que os seus adversários não tenham outra hipótese que não a de abandonarem a corrida presidencial. Santorum poderá ainda querer fazer do seu Estado da Pensilvânia (que realiza a sua primária no próximo dia 24) o seu último bastião, mas sem uma vitória no Wsinconsin, a sua candidatura estará por um fio. Por sua vez, Newt Gingrich, comanda uma campanha que está já claramente a meio-gás, realizando umas selectivas acções de campanha (onde cobra 50 dólares por fotografia) e falando já na provável vitória de Romney. Se logo à noite obtiver mais um resultado medíocre (nos single digits), deverá mesmo equacionar a desistência. Ron Paul, como se sabe, corre por fora e com outros objectivos (fazer-se ouvir) que não a nomeação.
Assim, a noite de hoje pode muito bem marcar o fim das primárias republicanas de 2012. Pelo menos é esse, certamente, o desejo de Mitt Romney e da sua campanha, que cada vez se preocupa mais com a eleição geral frente a Barack Obama, em detrimento das primárias. Logo à noite, veremos se os eleitores do Wisconsin (assim como Santorum e Gingrich) lhe fazem a vontade.