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quinta-feira, 29 de março de 2012

Obama lidera no "Big Three"

Dado o sistema de colégio eleitoral que rege as eleições presidenciais norte-americanas, os candidatos à Casa Branca concentram os seus esforços em determinados locais, os ditos swing states, Estados que podem cair para os democratas como para os republicanos. Entre esses, os mais importantes, dado a sua dimensão populacional e, consequentemente, o número de votos eleitorais em jogo, são a Florida, o Ohio e a Pensilvânia, o chamado Big Three das eleições presidenciais dos Estados Unidos.Importa, por isso, fazer referência às sondagens nestes três Estados, relativas à eleição geral, que foram ontem divulgadas pela Quinnipiac:

Florida
Obama - 49%
Romney - 42%

Pensilvânia: 
Obama - 45%
Romney 42%

Ohio:
Obama - 47%
Romney - 41%

São números extremamente positivos para Barack Obama, que caso consiga mesmo fazer o pleno no big three, à imagem do que fez em 2008, terá, certamente, a reeleição assegurada. O resultado na Florida é especialmente relevante, ficando perto da marca dos 50%, num Estado onde se chegou a pensar que não estaria ao seu alcance neste ciclo eleitoral. Por outro lado, na Pensilvânia, a sua vantagem para Mitt Romney é mais curta do que podia ser de esperar, visto que este Estado é, dos três, tradicionalmente o mais favorável aos democratas. Contudo, Romney está neste momento a investir fortemente em anúncios na Pensilvânia, no âmbito das primárias republicanas, o que pode explicar, pelo menos em parte, que esteja mais perto de Obama do que nos outros dois Estados.

Visto isto, e sendo verdade que Obama surge, para já, em boa posição para assegurar a reeleição, é preciso, porém, relativizar estas sondagens, numa altura em que Romney ainda não selou a nomeação republicana e quando estamos a mais de sete meses da noite eleitoral. Ainda não sabemos, por exemplo, quem será o running mate do ex-Governador do Massachusetts, um dado que pode alterar substancialmente a dinâmica da corrida, em especial num destes Estados, caso o Veep escolhido por Romney seja oriundo de um deles (o Senador pela Florida, Marco Rubio, é o caso mais flagrante). Seja como for, dada a importância do Big Three, continuaremos a seguir com atenção o que de mais de importante se passar nesses decisivos Estados.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Um novo frontrunner?


Após o hat-trick de Rick Santorum na passada Terça-feira, a corrida voltou a alterar-se totalmente e as sondagens a nível nacional têm mostrado um movimento nos números que favorece o antigo Senador pela Pensilvânia. Como se pode ver no gráfico de cima, a média do Real Clear Politics já atribui mesmo a liderança a Santorum, que ultrapassou Mitt Romney nas sondagens nacionais. E se no início da época de primárias, este tipo de estudos não tinha grande significado, agora, quando nos aproximamos de votações em Estados maiores e de dias com várias primárias (com destaque para a Super-Tuesday), as sondagens nacionais serão um indicador mais importante e fiável para se "medir a temperatura" da corrida. 
Mas o excelente momento de Santorum também se faz sentir a nível local, como se pode comprovar através da sondagem da PPP no Michigan, um dos próximos Estados a ir a votos, que coloca o ex-Senador com uma robusta vantagem sobre Romney(39% contra 24%). Este resultado é ainda mais surpreendente se tivermos em conta que Romney joga em casa no Michigan, dado que foi nesse Estado que cresceu, tendo o seu pai sido Governador.
Como se viu, Rick Santorum é a mais recente sensação nas primárias republicanas. Pelo menos para já, é a maior ameaça a Romney, que nem com a vitória nos caucuses do Maine e na straw poll da CPAC (encontro anual de conservadores) conseguiu contrariar o momentum do seu adversário. Mas, como já aprendemos neste ciclo eleitoral, o melhor é mesmo esperar para ver se o actual estatuto de Santorum é para manter ou se se trata apenas de mais um flavour of the month na interminável procura por parte do eleitorado conservador de um candidato que derrote Romney.
Seja como for, creio que um político que perdeu a possibilidade de ser reeleito para o Senado por quase 20 pontos percentuais de diferença (a maior derrota de um Senador incumbente desde 1980) dificilmente conseguirá ser o nomeado republicano para disputar a presidência.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Obama vs Romney

Com Mitt Romney cada vez mais perto de conseguir a nomeação presidencial republicana, começa a ser interessante ver os números das sondagens que vão surgindo e que dizem respeito a um eventual match up entre o antigo Governador do Massachusetts e o actual Presidente norte-americano. Como podemos ver através deste gráfico do Pollster, o equilíbrio é a nota dominante e tudo indica que a eleição geral será muito disputada e equilibrada. 
Todavia, é preciso ter em conta que a maioria das sondagens que dão a liderança a Romney são da responsabilidade da empresa Rasmussen Reports, que apresenta uma certa tendência pró-republicana nos seus números. Por outro lado, a maior parte dos estudos de opinião que mostram Obama na frente são feitas com amostragens de eleitores registados, ao contrário do que faz a Ramussen, que apenas entrevista eleitores que afirmar ir votar nas eleições. E isso faz uma diferença significativa, já que os eleitores das minorias e das camadas mais desfavorecidas, normalmente mais propícias a votarem no Partido Democrata, têm uma maior tendência para a abstenção.
Seja como for, a verdade é que estamos ainda muito longe da eleição geral e não sabemos se o que falta cumprir das primárias republicanas desgastarão a imagem de Romney, ou se o tornarão mais "presidencial" aos olhos dos norte-americanos. Ainda assim, gráficos como o de cima serão uma presença cada vez assíduas em artigos sobre as eleições presidenciais de 2012. Isto porque só uma grande surpresa impedirá que sejam Obama e Romney a disputar a Casa Branca, em Novembro.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Emoção até ao fim

É já amanhã o pontapé de saída oficial nas eleições primárias republicanas que ditarão quem será o adversário de Barack Obama na eleição geral de Novembro. Contudo, o desfecho está mais imprevisível do que nunca e a noite eleitoral promete ser longa, renhida e emocionante. Segunda uma sondagem da PPP, conhecida ontem, a corrida será decidida ao photo-finish, conforme podemos conferir pelos resultados deste estudo:

Ron Paul - 20%
Mitt Romney - 19%
Rick Santorum - 18%
Newt Gingrich - 14%
Rick Perry - 10%
Michelle Bachmann - 8%
Jon Huntsman - 4%

Com os três primeiros classificados separados por apenas dois pontos percentuais - dentro da margem de erro - é quase impossível apontar o vencedor. Contudo, o momentum parece estar do lado de Santorum que, nos últimos dias, tem subido a pique na sondagem, principalmente às custas de Gingrich que, depois de muito tempo no topo, desceu para a quarta posição. Além disso, os resultados de um caucus são sempre mais difíceis de prever pelas sondagens, que normalmente subvalorizam os números dos candidatos mais conservadores. Assim, Santorum, se conseguir assumir-se nesta recta final como o candidato anti-Romney (como Bachmann, Perry, Cain, Gingrich e Paul antes dele) pode mesmo assegurar a vitória.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Gingrich em perda

Depois de várias semanas em que Newt Gingrich liderou nas sondagens, novos números  relativos ao Iowa, o primeiro Estado a ir a votos (já de amanhã a duas semanas), dão a entender que a campanha do antigo Speaker pode estar em queda, como aconteceu, antes dele, com Michelle Bachmann, Rick Perry e Herman Cain. 
Segundo uma sondagem da Public Policy Polling, Newt, com apenas 14% dos votos, foi já ultrapassado por Mitt Romney (20%) e por Ron Paul (23%) no hawkeye state. Aliás, o congressista do Texas e herói da ala libertária do Partido Republicano é o grande beneficiado desta nova dinâmica da corrida, surgindo mesmo em boa posição para vencer no Iowa. Nesse caso, o grande beneficiado seria, sem dúvida, Mitt Romney, que evitaria a vitória de um adversário perigoso (Ron Paul não será nunca o nomeado republicano) no Iowa e, com a sua previsível vitória no New Hampshire, ganharia momentum para enfrentar as primárias seguintes na Carolina do Sul e na Florida.
Esta abrupta queda de Gingrich parece indicar que a campanha do georgiano está a sofrer os efeitos de várias rondas de ataques em anúncios televisivos por parte dos seus adversários, principalmente de Ron Paul. No guerra dos tv ads, Gingrich tem sido largamente derrotado pelos seus oponentes, fruto da sua menor capacidade financeira, mas também devido ao facto de a sua campanha ser menos profissional e organizada do que as de Romney e Paul. Além disso, Newt Gingrich demorou muito tempo a focar a sua atenção nos primeiros Estados e isso pode ser-lhe prejudicial no Iowa e no New Hampshire, onde os eleitores são conhecidos pornão votarem em alguém que não conheceram pessoalmente.
Nos próximos dias,haverá a quadra festiva, assim como vários eventos desportivos locais de relevo no Iowa, o que desviará as atenções da campanha eleitoral. Por isso, torna-se mais difícil para Gingrich recuperar deste momento menos positivo da sua campanha. Assim sendo, Mitt Romney volta a ser o grande favorito a obter a nomeação presidencial do GOP. Contudo, em política, duas semanas são uma eternidade e, como esta corrida eleitoral tem demonstrado tão claramente, tudo pode acontecer.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Newt domina em (quase) toda a linha

O início do calendário das primárias aproxima-se rapidamente, estando os caucuses do Iowa marcados para dia 3 de Janeiro. Dessa forma, os resultados das sondagens têm um cada vez maior significado e servem para medir a temperatura da corrida. E, segundo os mais recentes estudos de opinião, Newt Gingrich continua a cativar os eleitores republicanos, conseguindo uma vantagem clara sobre o seu principal adversário, Mitt Romney, nas seguintes sondagens de âmbito nacional:

Economist/YouGov: Gingrich 31%, Romney 15%, Paul 11%, Perry 9%, Santorum 7%, Huntsman 6%, Bachmann 5%
Gallup: Gingrich 36%, Romney 23%, Paul 9%, Perry 6%, Bachman 6%, Santorum 3%, Huntsman 1%

Estes números não deixam margem para dúvidas: Gingrich é, neste momento, o frontrunner da corrida republicana, com Romney a ser relegado para o segundo posto. O libertário Ron Paul continua a ter números interessantes que provam a eficácia da sua campanha, que está a ser bem organizada e que conta com voluntários e seguidores entusiastas. Todos os outros não parecem entrar para as contas, excepto no caso de uma eventual desistência e de uma consequente "movimentação" dos seus (poucos) eleitores para outras candidaturas.
Todavia, no contexto de umas primárias presidenciais americanas, que decorrem num largo período de tempo e com um ou poucos Estados a votarem de cada vez, as sondagens nacionais são bem menos significativas do que os estudos realizados nos primeiros Estados do calendário das primárias. Mas, mesmo assim, analisando os números das sondagens nesses locais, continua a ser Gingrich o grande destaque, já que, segundo a CNN e a Time, o antigo Speaker lidera em três dos quatro primeiros Estados a irem a votos:

Iowa: Gingrich 33%, Romney 20%, Paul 17%, Perry 9%, Bachmann 7%, Santorum 5%, Huntsman 1%
New Hampshire: Romney 35%, Gingrich 26%, Paul 17%, Huntsman 8%, Bachmann 3%, Perry 2%, Santorum 2%
Carolina do Sul: Gingrich 43%, Romney 20%, Perry 8%, Bachmann 6%, Paul 6%, Santorum 4%, Huntsman 1%
 Florida: Gingrich 48%, Romney 25%, Paul 5%, Bachmann 3%, Hunstman 3%, Perry 3%, Santorum 1%

Também aqui os números são inequívocos e demonstram a posição de força actualmente ocupada por Newt Gingrich, que terá sido o grande beneficiário da desistência de Cain e da implosão de Perry. Favorito no Iowa e esmagador no Sul, Newt tem tudo para ganhar um importante ímpeto de vitória nos primeiros Estados que o ajudará a ultrapassar melhor os desafios seguintes. Romney, por sua vez, necessita de aguentar o segundo posto no Iowa e de vencer claramente no New Hampshire, de forma a conseguir minimizar as previsíveis derrotas nos Estados sulistas. 
A disputa pela nomeação republicana é cada vez mais uma corrida a dois, entre Romney e Gingrich, com Ron Paul a intrometer-se apenas nos dois primeiros Estados (Iowa e New Hampshire). Todos os outros, repito, são actualmente quase que irrelevantes no contexto da campanha presidencial. Por agora, New parece levar vantagem, mas, como já viu ao longo desta corrida, Romney não pode ser menosprezado, já que, sendo um candidato seguro, experiente e com grandes recursos financeiros, pode recuperar a liderança a qualquer momento.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Gingrich descola

A emergência de Newt Gingrich como frontrunner da campanha pela nomeação presidencial republicana parece ser um fenómeno mais duradouro e consistente do que outros movimentos semelhantes, como foram os casos de Michelle Bachmann, Rick Perry e Herman Cain. Pelo menos essa é a ilação das mais recentes sondagens, que continuam a colocar o antigo Speaker da Câmara dos Representantes na frente da corrida, tanto a nível nacional como nos tradicionalmente decisivos early states.
Uma sondagem YouGov/TheEconomist, realizada entre 26 e 29 de Novembro, encontrou Gingrich 25% das intenções de voto e com uma vantagem clara sobre Romney, que se fica pelos 17%. Logo atrás surge Cain, com 15%, e, nos single digits estão Ron Paul (9%), Michelle Bachmann, (5%), John Huntsman (5%), Rick Perry (5%), e Rick Santorum (3%). Além disso, este estudo fornece ainda um importante indicador: quando Herman Cain (que está alegadamente a ponderar retirar-se da corrida, na sequência das várias acusações de cariz sexual que lhe têm sido feitas) é retirado das opções de candidatos, a vantagem de Gingrich para Romney aumenta para 13 pontos percentuais - 32% contra 19%. Estes números parecem indicar que, caso Cain abandone a disputa pela nomeação ou caso o seu apoio se dilua completamente, Newt poderá ser o grande beneficiado, recebendo a maior parte dos ex-apoiantes de Cain. 
Outra sondagem, esta exclusivamente na Florida e da responsabilidade Public Policy Polling, mostra que Newt Gingrich conseguiu uma enorme vantagem no sunshine state, contando com 47% das intenções voto, bem à frente de Romney (17%), Cain (15%), Paul (5%), Bachmann (4%), Huntsman (3%), Perry (2%) e Santorum (1%). Ora, a Florida pode desempenhar um papel decisivo nestas primárias, já que é o quarto Estado a ir a votos no calendário das primárias presidenciais e, entre eles, é, de longe, o que atribui mais delegados ao seu vencedor. Assim sendo, se Gingrich vencer na Florida é provável que também tenha triunfado no Iowa e na Carolina do Sul e, nesse caso, estaria com o caminho aberto rumo à nomeação pelo GOP.
Estes números, e quando estamos a apenas um mês dos caucuses do Iowa, devem fazer soar os alarmes na sede de campanha de Mitt Romney, já que Gingrich é a maior ameaça que o antigo Governador do Massachusetts já enfrentou até ao momento na actual campanha eleitoral. Por isso, não admira que Romney já esteja a lançar anúncios televisivos no Iowa, um Estado onde não pretendia competir abertamente, mas que, face às necessidades, tem agora de ser uma forte aposta da sua campanha. Até porque o seguro morreu de velho e Romney, com Gingrich a ganhar momentum, não pode facilitar nem um bocadinho.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Temos corrida (pelo menos assim parece)!

Com o início das primárias cada vez mais perto, as várias sondagens que vão saindo relativamente aos primeiros Estados a irem a votos - Iowa, New Hampshire, Carolina do Sul - ganham uma relevância cada vez maior. Por isso, importa ir prestando atenção aos números desses estudos de opinião, para termos uma melhor noção do estado da corrida nesses locais decisivos.
Em primeiro lugar virá o Iowa, um Estado onde o eleitorado dos caucuses é tradicionalmente conservador, principalmente em questões sociais. Não admira, portanto, que Mitt Romney, que chegou a ser pro-choice, seja visto com alguma desconfiança e, apesar de agora estar a lutar pelos primeiros lugares, é duvidoso que seja o vencedor da contenda no Hawkeye state. Assim, é provável que a vitória sorria ao principal candidato da linha mais conservadora, estatuto actualmente pertencente a Newt Gingrich. E, de facto, a mais recente sondagem da Rasmussen indica nesse sentido, colocando o antigo Speaker com 32% das intenções de voto, à frente de Romney  (19%) e de Herman Cain (13%).
Depois do Iowa, as atenções viram-se para New Hampshire, onde têm lugar as primeiras primárias (sistema de voto em urna) e Estado onde o eleitorado republicano não é tão conservador. Mas esta parece a corrida mais previsível e até com um vencedor anunciado. Mitt Romney, que até montou residência no Estado, parece imbatível no granite state, com uma sondagem da Suffolk University a atribuir-lhe 41% das intenções de voto. Bem atrás, com 14%, surgem Gingrich e Ron Paul.
A confirmarem-se estas previsões, Gingrich (ou outro conservador) e Romney chegariam à primária seguinte, na Carolina do Sul, com uma vitória para cada lado. Dessa forma, a corrida nesse Estado sulista desempenharia um importante papel, em especial para o candidato mais conservador, que necessitaria de uma vitória robusta para fazer crer à ala mais à Direita do GOP que é possível bater Romney. E, nesse sentido, surgiram hoje boas notícias para Gingrich, já que uma sondagem da Polling Company coloca-o no primeiro lugar na Carolina do Sul, com 31% dos votos, ficando Herman Cain no segundo posto (17%) e Romney a fechar o pódio (16%).
A confirmarem-se estes números (e se o bom momento de Gingrich estiver para ficar), podemos ter uma corrida mais animada e equilibrada do que se chegou a pensar, quando Romney ameaçou descolar para uma vitória rápida e sem grandes discussões. E isso seria bom para o espectáculo e para todos aqueles que, como eu, gostam de assistir a uma campanha equilibrada e disputada até ao fim.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Iowa ainda gosta de Cain

Apesar dos recentes escândalos sexuais e de uma gaffe comprometedora, a verdade é que Herman Cain não pode ser ainda riscado das contas da disputa pela nomeação republicana. Pelo menos é a ilação que se pode retirar de uma sondagem da Universidade do Iowa, que encontrou o georgiano na frente das intenções de voto dos eleitores republicanos registados para votar nos caucuses que têm lugar daqui a cerca de mês e meio, a 3 de Janeiro de 2012. Mas vejamos os resultados:

Herman Cain - 24.5 %
Ron Paul - 20.4 %
Mitt Romney - 16.3 %
Rick Perry - 7.9 % 
Newt Gingrich - 4.8 %
Rick Santorum - 4.7 %
John Huntsman - 0 %

Além da liderança de Cain, importa destacar nestes números o bom resultado do libertário Ron Paul que, caso nenhum dos outros candidatos consiga descolar, pode mesmo aspirar à vitória no Hawkeye state. Já Mitt Romney, que surge no terceiro lugar, algo distante dos dois primeiros, tem de investir mais no Iowa para poder sonhar em vencer neste Estado, o que, aliado à sua provável vitória no New Hampshire, seria o suficiente para quase "fechar" a nomeação. Newt Gingrich, por sua vez, tem um resultado que surpreende pela negativa, tendo em conta o seu bom momento nas sondagens a nível nacional. Todavia, como esta sondagem foi realizada entre 1 e 13 deste mês, é possível que os resultados dos primeiros dias, altura em que a recuperação de Gingrich ainda não se tinha feito notar de forma tão veemente, tenham prejudicado os seus  números finais. Já Santorum e Huntsman, são, como se esperava, cartas fora do baralho para os eleitores do Iowa.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Obama recupera

Na semana passada, falei de uma reacção de Obama que visava recuperar a sua imagem junto dos norte-americanos e, consequentemente, melhorar os seus números nas sondagens. E, pelo que sugere uma sondagem da Quinnipiac, a sua estratégia parece estar mesmo a ser bem sucedida. Senão vejamos: de uma taxa de aprovação do trabalho do Presidente de 41-55% no anterior estudo do mesmo organismo, Obama passa agora para uns bem menos assustadores 47-49%. É certo que está ainda em terreno negativo, mas esta é já uma marca que lhe permite ser reeleito.
Obama também surge, na mesma sondagem, mais forte nos vários confrontos com os seus possíveis adversários republicanos, conforme comprovam os seguintes resultados:

Obama 47% - Romney 42%
Obama 52% - Perry 36%
Obama 50% - Cain 40%
Obama 52% - Gingrich 37%

Além de demonstrarem que as notícias da inevitabilidade da derrota do actual ocupante da Casa Branca são totalmente prematuras, estes números comprovam, uma vez mais, que Mitt Romney é, de muito longe, o adversário mais difícil para Obama. Ao olharem para estes números, os eleitores republicanos que ainda desconfiam de Romney terão de se interrogar sobre se preferem ser pragmáticos, votando no republicano com mais hipóteses contra Obama, ou se desejam ser idealistas, optando por outro qualquer candidato, mais fiel aos seus princípios e ideias, mas, ao mesmo tempo, entregando quase de mão beijada a reeleição ao actual Presidente. Com base na história e naquilo que é normalmente apanágio nas primárias republicanas, inclino-me mais para a primeira hipótese.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Herman Cain lidera no Iowa

Os caucuses do Iowa já têm data marcada - 3 de Janeiro - e, a dois meses e meio de distância desse momento que dará início às primárias presidenciais, saiu hoje uma sondagem da Rasmussen sobre as intenções de voto entre os eleitores republicanos desse Estado que se traduziu nos seguintes resultados:

Herman Cain - 28%
Mitt Romney - 21%
Ron Paul - 10 %
Newt Gingrich - 9%
Michelle Bachmann - 8%
Rick Perry - 7%
Rick Santorum - 4%
John Huntsman - 2%

Em primeiro lugar, importa sublinhar a liderança destacada de Cain, que confirma o excelente momento que a sua campanha atravessa. Romney também continua em boa posição, porque, apesar de ter sido relegado para a segunda posição, esse é um resultado que não desdenharia conseguir num Estado onde os eleitores mais conservadores são dominantes. A meio da tabela não há novidades, com Paul, Gingrich e Bachmann a obterem números considerados normais. Contudo, logo a seguir, Perry surpreende pela negativa, ao surgir num distante sexto lugar e com apenas 7% dos votos, o que parece indicar que a sua campanha está em queda vertiginosa. Na cauda do pelotão continua Santorum, que nem no Iowa, onde o seu conservadorismo social lhe poderia granjear maiores simpatias, consegue números razoáveis, e Huntsman, que, precisamente pelos motivos contrários, nunca esperaria bons resultados no hawkeye state.  
Contudo, para já, estamos apenas a analisar números teóricos que nos chegam através de sondagens. Daqui a 75 dias, aí sim, saberemos os resultados que verdadeiramente contam. Já não falta muito...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O colapso de Rick Perry

Rick Perry entrou tarde na corrida presidencial, mas quando o fez foi em força e directamente para o topo das sondagens, acabando com o grande favoritismo de Mitt Romney e colocando um travão na ascensão de Michelle Bachmann, que parecia imbatível no Iowa. Contudo, depois das suas fracas prestações nos debates televisivos, o Governador do Texas começou a perder gás. Agora, conhecendo-se os resultados das sondagens mais recentes, parece que esse momento negativo é ainda pior do que se pensava.
Uma sondagem de âmbito nacional, da responsabilidade da Fox News, devolveu Romney à liderança, com 23% dos votos, ficando Perry na segunda posição, com 19%. Em terceiro lugar, surgiu, de forma surpreendente, Herman Cain (17%), que parece estar a ganhar uma segunda vida depois de ter vencido uma sraw poll na Florida. Estes números, mais que uma subida de Romney (subiu apenas um ponto percentual desde a última sondagem) mostram claramente que Perry está em declínio, tendo descido 10% nas intenções de voto.
Mas as más notícias para Rick Perry não se ficam por aqui. Outras sondagens de nível estadual representam ainda maiores problemas para o texano, que está também em perda em dois dos mais importantes Estados nas primárias, onde liderava até há pouco tempo, o Iowa e a Florida. No primeiro, uma sondagem da American Research Group, caiu mesmo para o terceiro posto, sendo ultrapassado por Romney e por Bachmann. Já no solarengo Estado da Florida, um estudo da PPP também indicou uma quebra de Perry, que foi regelado para a segunda posição e novamente por Mitt Romney.
Estes números são deveras preocupantes para Perry, cujas hipóteses de obter a nomeação parecem começar a estar comprometidas. Para inverter a tendência, a sua campanha terá de agir e depressa de forma a inverter esta tendência negativa. Uma medida sensata (e urgente) seria a de retirar o candidato do trilho da campanha durante alguns dias, de forma a que Perry pudesse ser melhor preparado para enfrentar as perguntas dos moderadores e os ataques dos seus adversários nos debates televisivos, que têm sido o seu grande calcanhar de Aquiles. Porque se mantiver o nível das suas prestações anteriores, a campanha de Perry poderá estar moribunda ainda antes de chegarem os caucus do Iowa.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Obama 2012: thank God for the republican candidates

Nos últimos tempos, os índices de aprovação do trabalho do Presidente não têm parado de descer, o que não podem ser boas notícias para o actual ocupante da Sala Oval. Como se vê no gráfico de cima, a média do Real Clear Politics (RCP) coloca já a taxa de eleitores que estão descontentes com o trabalho do Presidente acima da fasquia dos 50%, número que, a manterem-se, podem significar que será um republicano a ocupar a Casa Branca a partir de 20 de Janeiro de 2013.
Quando vemos as sondagens que colocam Obama frente a um opositor republicano genérico, sem ser nomeado qualquer candidato específico, as notícias continua a ser negativas para o Presidente, já que, segundo a média do RCP, mais norte-americanos escolheriam votar no candidato republicano do que em Obama - ainda que a diferença seja apenas de meio ponto percentual (44% contra 43,5%). 
Todavia, quando é dado um nome e uma cara ao adversário de Obama nas eleições do próximo ano, as coisas mudam de figura e todos os candidatos republicanos ficam atrás atrás do actual Presidente. Mitt Romney é quem consegue os melhores resultados, surgindo (sempre de acordo com as médias do RCP) a apenas 1.9% de Barack Obama. Ron Paul é, depois de antigo Governador do Massachusetts quem mais perto fica de Obama, a apenas 3.3 pontos percentuais. Por sua vez, Rick Perry, fica a uns algo distantes 6.7%, o que talvez signifique que poderá não ser o candidato republicano mais elegível num possível confronto com Obama na eleição geral. Todos os outros concorrentes do GOP ficam muito distantes de Barack Obama, a mais de 10 pontos.
Assim, e apesar de haver quem diga que o antigo Senador do Illinois é já o underdog da corrida (por exemplo, a Intrade já coloca as suas hipóteses de reeleição abaixo dos 50%), Barack Obama ainda é um forte candidato à reeleição. Contudo, isso deve-se, em grande medida, ao facto de os norte-americanos, que estão cada vez menos satisfeitos com o seu Presidente, também não morrerem de amores pelos candidatos republicanos. Assim, e por irónico que pareça, Barack Obama tem muito que agradecer aos seus adversários, pois podem ser eles (e as suas fragilidades) a garantirem-lhe um segundo mandato na Casa Branca.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rick Perry entra em força

Rick Perry é candidato à Presidência dos Estados Unidos há pouco mais de uma semana. Contudo, a sua entrada tem mexido (e muito!) com a corrida. Agora, uma sondagem relativa à intenção de voto dos republicanos do Iowa - relembre-se, o primeiro Estado a dizer de sua justiça nas primárias presidenciais - comprova o impacto que o Governador do Texas provocou na campanha. Mas consultemos os resultados apresentados:

Rick Perry - 22%
Mitt Romney - 19%
Michelle Bachman - 18%
Ron Paul- 16%
Herman Cain - 7%
Newt Gingrich - 5%
Rick Santorum - 5%
John Huntsman - 3%

Assim sendo, estes números devem ser especialmente preocupantes para Michelle Bachman, que tem no Iowa a sua grande oportunidade de brilhar e de ganhar ímpeto para as primárias que se seguem ao Hawkeye State. Caso perca para Perry, terá grandes dificuldades em segurar o voto da ala mais conservadora do Partido Republicano, que verá no Texano um candidato mais viável. Também Romney parece estar a perder votos para Rick Perry, mas o antigo Governador do Massachusetts tem uma maior margem de manobra, decorrente da sua grande vantagem no New Hampshire e no Nevada.
Destaque ainda para o excelente resultado de Ron Paul, que, em 2008, não foi além de 10% dos votos e um correspondente quinto lugar. Quanto às restantes candidaturas, tudo indica que não passarão de meras notas de rodapé neste ciclo eleitoral, se bem que John Huntsman não irá competir no Iowa (com um eleitorado demasiadamente conservador para a sua ideologia moderada), preferindo apostar tudo no New Hampshire.

P.S. - Uma outra versão desta sondagem inclui Sarah Palin entre as hipóteses de voto. Contudo, dado que a candidata à vice-presidência em 2008 não está oficialmente na corrida à Casa Branca, optei por apresentar a versão "sem-Palin".

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Romney lidera

Com o rápido aproximar das primárias presidenciais republicanas, faz cada vez mais sentido começar a prestar uma maior atenção às sondagens que vão surgindo relativas à corrida pela Casa Branca. No dia de ontem, foi divulgado um estudo de opinião da responsabilidade da Fox News, que revelou os seguintes resultados no que diz respeito à intenção de votos dos eleitores republicanos a nível nacional:

Mitt Romney - 21%
Rick Perry - 13%
Sarah Palin - 8%
Michelle Bachmann - 7%
Rudy Giuliani - 7%
Ron Paul - 6%
Newt Gingrich - 6%
Herman Cain - 5%
Tim Pawlenty - 2%
John Huntsman - 2%

Estes números permitem tirar algumas conclusões. Em primeiro lugar, Romney continua a ser o principal favorito à vitória, numa disputa que pode muito bem ser a dois com Rick Perry ou, então, com Michelle Bachmann, em especial se Sarah Palin não concorrer, o que presumivelmente resultaria numa transferência de votos da antiga candidata vice-presidencial para a actual congressista pelo Minnesota. Nesta sondagem, Giuliani surge como candidato, o que a não se verificar, deve beneficiar Romney ou Huntsman (caso este se consiga afirmar como um candidato viável), porventura os dois concorrentes mais moderados.. No fundo do grupo, os números de Gingrich, Pawlenty e Huntsman demonstram que estes políticos, outrora considerados nomes de peso na luta pela nomeação, necessitam de um grande empurrão às suas campanhas caso queiram continuar a alimentar esperanças de, no Outono de 2012, enfrentarem Barack Obama.

sábado, 16 de abril de 2011

Obama volta a descer

No início do ano, Barack Obama viu os seus números nas sondagens subirem, obtendo os melhores resultados desde meados de 2009. Na altura, essa subida de popularidade foi atribuída à sua resposta ao atentado de Tucson, assim como ao acordo bipartidário que estabeleceu com a oposição republicana para a extensão dos cortes fiscais da era Bush. Contudo, escassos meses depois, os seus números de favorabilidade voltaram a cair em terreno negativo. Segundo os resultados agregados do Real Clear Politics, 46,5% dos norte-americanos aprovam o trabalho do Presidente, enquanto que 48,4% estão insatisfeitos com o actual inquilino da Casa Branca. Os números de Obama no Pollster são ainda piores, com um rácio negativo de quatro pontos percentuais. Mais más notícias para o antigo Senador do Illinois vieram ontem da Gallup, que divulgou os resultados da sua mais recente tracking poll, onde Obama igualou os seus piores resultados de sempre, com apenas 41% dos inquiridos a declarar-se satisfeito com o trabalho do Presidente.
Não existem explicações muito consistentes para a quebra de popularidade de Obama.  A forma como lidou com a situação na Líbia, com constantes contradições, pode ter tido alguma influência, mas é sabido que são as questões internas que mais influenciam os eleitores. Assim, o aumento da subida da gasolina e a controvérsia em torno das negociações no Congresso para a aprovação de um orçamento federal podem ter prejudicado a imagem de Obama junto do eleitorado. É ainda cedo para saber se esta descida de Obama é um fenómeno temporário - como foi o seu bump de Janeiro/Fevereiro - ou se por detrás desta queda de popularidade se esconde algo de mais sustentável e duradouro. Seja como for, a verdade é que David Axelrod, David Plouffe e companhia têm muito trabalho para a frente para conseguirem reeleger Barack Obama.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A queda de Palin

Até há relativamente pouco tempo, Sarah Palin era considerada uma das grandes favoritas na disputa pela nomeação presidencial do Partido Republicano. Contudo, actualmente, a estrela da ex-Governadora do Alasca perdeu grande parte do seu brilho e poucos consideram que Palin entrará sequer na corrida presidencial. O mais provável é que prefira manter a sua presença (bem remunerada) na Fox News e assumir-se como uma das kingmakers do Partido Republicano, em vez de entrar numa contenda que sabe, à partida, ser uma causa perdida.
E essa poderá ser mesmo a escolha acertada, já que, segundo uma sondagem da NBC e do Wall Street Journal, apenas 25% dos americanos têm uma visão favorável da candidata à vice-presidência pelo GOP em 2008, enquanto que 53% a vêem de forma negativa. Vida difícil para um dos maiores fenómenos políticos da história dos Estados Unidos, mas que tem tido dificuldades em assumir-se perante o público como uma figura séria e de confiança. E os reality shows não ajudam.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O mundo gosta de Obama

Apesar de, desde a sua eleição como Presidente dos Estados Unidos, ter perdido alguma popularidade entre os norte-americanos, Barack Obama continua em alta no resto do mundo. Segundo uma sondagem da Gallup, o primeiro afro-americano a chegar à Casa Branca é o líder mundial visto de forma mais favorável pelos cidadãos de mais de cem países, conseguindo uma larga vantagem para os seus mais directos perseguidores, Angela Merkel e Nicola Sarkozy. Mais flagrante ainda é a discrepância relativamente ao seu antecessor, George W. Bush, que, no seu último ano à frente dos destinos da América, 2008, ficava apenas à frente do chefe de Estado chinês. 
Para estes resultados, muito deve ter contribuído a postura adoptada por Obama, desde que chegou à Sala Oval, no que diz respeito às relações externas. Em ruptura com os anos Bush, a nova administração tem procurado incrementar uma política de abertura e diálogo, em detrimento de medidas de cariz unilateral. Fica, assim, por demais evidente que Obama tem conseguido cumprir uma das suas promessas eleitorais: a melhoria da imagem do seu país no mundo. Infelizmente para si, são apenas os cidadãos americanos que votam nas eleições dos Estados Unidos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A força de Romney no New Hampshire

No passado Sábado, o Partido Republicano do New Hampshire realizou a sua reunião anual, com o propósito principal de eleger o novo líder estadual. A escolha recaiu em Jack Kimball, que, sendo um favorito dos Tea Party, sublinha a crescente influência deste movimento conservador, mesmo num Estado onde os republicanos são normalmente considerados como moderados. 
Contudo, o aspecto mais interessante deste meeting prendeu-se com a realização de uma straw poll, uma sondagem informal onde votaram cerca de 500 republicanos do New Hampshire, relativa às primárias do GOP para as eleições presidenciais. Relembre-se que é neste Estado que se realizam as primeiras primárias no ciclo das eleições para a Presidência dos Estados Unidos (o Iowa vota primeiro, mas em sistema de caucus), o que reveste estas primeiras quasi-sondagens de um interesse acrescido. 
Apesar de o resultado do momento eleitoral para a presidência do partido estadual ter favorecido um Tea Partier, já o vencedor da straw poll residiu no mais moderado Mitt Romney, que ganhou com larga margem, reunindo 35% das intenções de voto. A uma longa distância, com 11%, ficou Ron Paul (considerado o "pai" do Tea Party) e mais longe ainda quedaram-se os candidatos mais conhecidos, como Tim Pawlenty (8%), Sarah Palin (7%), Newt Gingrich (3%) ou Mike Huckabee (3%).
Este score de Mitt Romney, apesar de muito expressivo, não é propriamente uma surpresa, pois Romney tem uma residência no New Hampshire, que, por sua vez, faz fronteira com o Massachusetts, Estado onde foi governador. Além disso, o facto de Romney ter apostado forte no granite state em 2008, apesar de ter perdido para John McCain, faz com que seja bastante conhecido entre os eleitores do Estado. 
Com Romney a partir como claro favorito para vencer no New Hampshire, os candidatos mais conservadores, como Huckabee, Gingrich ou Palin, terão de apostar forte nos caucuses do Iowa, terreno onde baterão mais facilmente o antigo governador do Massachusetts. Porém, apenas poderá haver um vencedor e, pelo menos para já, Mike Huckabee (se vier a concorrer), ex-governador do Arkansas, parece ser o melhor colocado. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Obama a subir

Depois de cerca de oito meses em que os seus números de aprovação permaneceram praticamente estáticos, nos "mid fortys", Barack Obama teve esta semana os seus melhores resultados desde Maio de 2010, com vários estudos de opinião a indicarem uma subida na popularidade do Presidente dos Estados Unidos. 
Como se vê no gráfico de cima, o RealClearPolitics coloca os números de Obama em terreno positivo pela primeira vez, desde Julho. Também no Pollster é notória a subida da taxa de aprovação do Presidente americano,  impulsionada pelas sondagens da Pew Research, Gallup, Quinnipiac, Ipsos/Reuters e AP/GfK. Mesmo na tendencialmente conservadora Rasmussen, o score de Obama aproxima-se de valores positivos.
Relativamente às causas para estes números, arrisco em apontar duas. Em primeiro lugar, as vitórias legislativas do Presidente no final da sessão do Congresso anterior, em que Obama demonstrou uma renovada propensão para o bipartidarismo. Depois, a reacção dos cidadãos ao ataque à congressista Gabrielle Giffords, já que nos momentos de tragédia, é normal que os norte-americanos se unam em torno do seu presidente, numa atitude de cerrar de fileiras. Ainda é cedo para perceber se este bounce de Barack Obama é apenas temporário ou se é uma tendência para ficar.