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sexta-feira, 2 de agosto de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Obama em Israel
Após um primeiro mandato em que foi notícia o alegado distanciamento entre o Presidente norte-americano e o Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Barack Obama procura agora melhorar a relação com um dos principais aliados dos Estados Unidos da América. Assim, escolheu Israel como o destino da sua primeira viagem de Estado no seu segundo mandato na Casa Branca.
Além do Estado judaico, Obama também visitará o West Bank e reunirá com o Primeiro-ministro palestino. Como não podia deixar de ser, o processo de paz entre Israel e a Palestina estará em destaque, ainda que este tema não seja agora merecedor de tanta atenção e importância por parte da diplomacia norte-americana. Actualmente, os Estados Unidos parecem mais preocupados com a situação no Irão, na Síria e um pouco por todo o Médio Oriente, desde que a Primavera Árabe veio transformar radicalmente o panorama político e estratégico da região.
Assim, não se deve esperar grandes feitos diplomáticos desta viagem do Presidente norte-americano. É altamente improvável que Obama venha a fazer da resolução do conflito israelo-palestiniano um dos principais objectivos do seu segundo mandato. É certo que esse seria um fantástico legado para a sua presidência, mas, como Bill Clinton tão arduamente aprendeu no final da sua estadia na Casa Branca, nem mesmo toda o peso do selo presidencial dos Estados Unidos é suficiente para fazer com que israelitas e palestinianos se entendam. Por isso, a visita de Obama ao Médio Oriente mais não deve ser encarada do que como o cumprimento dos serviços mínimos pelo Presidente norte-americano para silenciar as críticas internas que o acusam de não ser suficientemente pró-Israel.
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
O virar de página
O discurso do presidente dos Estados Unidos da passada Terça-feira, transmitido directamente da Sala Oval (recentemente renovada a gosto dos Obama), serviu para o Chefe de Estado americano selar uma das principais promessas que fez durante a campanha presidencial: a retirada do Iraque. Apesar de ficarem ainda cerca de 50 mil homens e mulheres das forças armadas americanas naquele país do Médio Oriente, as operações militares terminaram oficialmente e Obama concentra agora todas as atenções no Afeganistão, o palco de guerra onde sempre prometeu continuar a batalha contra a Al-Qaeda de Bin Laden.
Esta comunicação à nação, onde o presidente disse ser altura de virar a página, foi também aproveitada, de forma inteligente, para clarificar ao país que, agora (já o devia ser há muito), a principal prioridade será a recuperação económica e financeira dos Estados Unidos. Além disso, Obama, não deixou de lembrar que o estado das finanças públicas se deve, em grande parte, ao enorme esforço financeiro realizado, durante sete anos, no Iraque. Dessa forma, voltou a culpar, algo implicitamente, o seu antecessor pela crise que a nação atravessa.
Foi um bom discurso de Obama, que lhe poderá valer a subida de alguns pontos percentuais nas próximas sondagens. Exaltou os valores americanos e elogiou as forças armadas, cumprindo à risca o seu papel de Commander-in-chief. Mais: o teor da mensagem foi susceptível de agradar tanto a democratas, como a republicanos, pois Obama foi de encontro ao exigido pela esquerda americana, ao terminar o conflito no Iraque, mas, ao mesmo tempo, não se desviou do rumo seguido por Bush desde o "surge", engendrado por Petraeus, em 2007.
Porém, Barack Obama não perdeu tempo a envolver-se numa nova grande empreitada diplomática na mesma zona geográfica. Agora, tenta levar a bom porto o processo de paz do Médio Oriente, algo que todos os últimos presidente americanos tentam, sem sucesso, conseguir (apesar de Bill Clinton, com Rabin e Arafat, ter estado muito perto). As negociações, com os líderes de Israel, da Palestina, da Jordânia e do Egipto, sob a égide do presidente americano, já começaram, mas o seu desfecho é, como sempre, incerto.
Se Obama conseguir que as partes envolvidas se entendam e cheguem a um acordo sólido e com possibilidades de se manter (o que é algo de muito complexo), então terá conseguido justificar, plenamente, o seu Nobel da Paz de 2009. Caso contrário, será mais um presidente "queimado" por esta questão. O que não é certo é se os americanos concordam com esta nova grande intervenção americana, logo depois de o seu presidente ter prometido concentrar as suas atenções no interior das fronteiras do país.
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Biden na Terra Santa

O vice-presidente Joe Biden está em Israel para uma visita de cinco dias, a primeira de uma alta figura americana desde que a nova administração, liderada por Barack Obama, tomou posse.
Esta viagem vice-presidencial pode servir vários propósitos. Em primeiro lugar, será importante para relançar a aliança israelo-americana, acalmando algumas críticas que têm surgido em relação ao aparente esfriar de relações entre os dois países.
Depois, os americanos parecem interessados em voltar a chamar as atenções para a questão do Médio Oriente, um tema recorrente, mas de quase impossível resolução. O objectivo não será o de partir já para um novo processo de paz, mas sim reatar, progressivamente, as negociações entre as duas partes. Esta viagem marca, então, o regresso deste tema à agenda principal da política externa de Obama, depois de um certo período de tempo em que esteve numa espécie de estado de hibernação.
E, por fim, há também as inevitáveis razões políticas: em ano de eleições, o Partido Democrata não pode dar-se ao luxo de descurar as preocupações da comunidade judaica nos Estados Unidos, um grupo muito importante para as contas eleitorais, especialmente em Estados-chave, como a Florida.
São muitas e boas razões para a viagem de Biden se revestir de uma importância acrescida e até para relançar a imagem do vice-presidente, que, ultimamente, tem andado afastado dos grandes palcos. Ficam vistos os fundamentos para esta jornada diplomática, ficando a faltar conhecer os resultados que serão (ou não) conseguidos.
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