Acabaram de fechar as urnas nos primeiros Estados e já há algumas corridas declaradas pelos principais meios de comunicação social. Entre elas, destaque para a vitória de Mitch McConnell no Kentucky. Assim sendo, o líder republicano do Senado garante um novo mandato de seis anos. Este era um resultado previsível, mas que chegou a estar em causa durante a campanha. Agora, McConnell terá de esperar para saber se, em Janeiro, continuará como líder da minoria, ou, se por outro lado, passará a chefiar a maioria no Senado.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Indiana e Kentucky para o GOP
A CNN acaba de declarar as primeiras vitórias em corridas para o Senado: os republicanos Dan Coats, no Indiana, e Rand Paul, no Kentucky, são os mais recentes senadores dos Estados Unidos.
Já se contam votos
As primeiras urnas a fechar foram as dos estados do Indiana e do Kentucky. Aqui já se contam os votos e, sem surpresas, foram imediatamente declaradas vitórias em três eleições para a Câmara dos Representantes para o Partido Republicano. Contudo, os resultados de corridas mais equilibradas ainda demorarão algum tempo. No que diz respeito à disputa pelo Senado, estes dois estados não devem trazer grandes novidades, já que em ambos se espera uma vitória republicana. Daqui a meia hora, quando forem 23 horas em Portugal, fecham as urnas em mais seis estados, com destaque para a Florida, onde tem lugar uma muito disputada corrida para governador estadual.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
A (in)decisão do Kentucky
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| Rand Paul e Jack Conway |
Uma das corridas mais interessantes deste ciclo eleitoral é, sem dúvida, aquele que se desenrola no Kentucky, onde o republicano Rand Paul e o democrata Jack Conway concorrem por um lugar no Senado dos Estados Unidos. Em condições normais, este não seria um local onde o Partido Democrata tivesse hipóteses de vitória (em 2008, Obama perdeu o Kentucky por mais de 16 pontos percentuais). Contudo, com a nomeação de Rand Paul para ser o candidato do GOP, esta corrida mudou de figura e as última sondagens têm mostrado os dois concorrentes muito próximos um do outro.
O grande destaque desta disputa eleitoral é definitivamente Rand Paul, que, após a vitória das primárias republicanas, saltou para a ribalta da política norte-americana. Rand é filho de Ron Paul, congressista do GOP pelo Texas, candidato presidencial em 2008 e um dos mentores e símbolos do movimento libertário nos Estados Unidos. E como tal pai, tal filho, Rand Paul herdou muito do pensamento do progenitor, sendo um liberal a nível económico, mas também em algumas questões sociais - defende, por exemplo, a legalização da marijuana. Porém, algumas das suas ideias políticas chocam com as do cidadão americano comum, o que prejudica as suas perspectivas de vitória, mesmo num estado profundamente republicano, como é o Kentucky. A seu favor, tem o facto de contar com o apoio entusiasta dos movimentos Tea Party e de nunca ter exercido qualquer cargo político, o que, dado o actual ambiente nos EUA, é sempre uma vantagem.
O adversário de Paul é o democrata Jack Conway, actual Attorney General do Kentucky, que venceu umas disputadas primárias democratas. Apesar de Conway não poder contar com o apoio de Barack Obama - o que só o prejudicaria - tem outras armas para jogar. Bill Clinton, em particular, tem prestado uma importante ajuda ao candidato democrata, valendo-se da sua popularidade no Kentucky.
Por outro lado, esta corrida tem como particularidade o facto de se assistir ao debate entre estes dois concorrentes, a uma espécie de inversão ideológica. Veja-se, por exemplo, que, relativamente ao Patriot Act, o polémico pacote de medidas, promovido por George W. Bush após o 11 de Setembro, Rand Paul é crítico, enquanto Jack Conway defende algumas medidas da legislação, precisamente as posições inversas dos seus partidos.
Uma coisa é certa: pelo menos esta corrida está a ter o condão de tornar o Kentucky famoso no mundo por outra razão que não o frango frito da cadeia de fast food KFC.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
A derrota do sistema
As eleições primárias de ontem para as corridas para o Senado ficaram indubitavelmente marcadas pela vitória dos candidatos ditos outsiders insurgentes e a derrota dos concorrentes do establishment partidário.O grande destaque da noite de ontem vai para o Estado da Pennsylvania, onde o congressista e ex-almirante da marinha americana, Joe Sestak, derrotou o veterano senador, Arlen Specter, por uma margem confortável: 54 contra 46% dos votos expressos. Specter, quando, no ano passado, mudou do Partido Republicano para o Democrata, concedendo, dessa forma, uma maioria à prova de fillibuster a Barack Obama, garantiu o suporte do aparelho do partido para a sua reeleição deste ano e contou, nesta campanha, com o apoio das grandes figuras democratas, como o próprio presidente, o vice-presidente Joe Biden e o líder da maioria no Senado, Harry Reid. Contudo, pode-se discutir se esse mesmo apoio lhe foi favorável ou prejudicial, tendo em conta o profundo sentimento anti-Washignton que se observa, actualmente, nos Estados Unidos. Uma nota ainda para a vitória democrata numa eleição especial para a Câmara dos Representantes, pelo 12º círculo da Pennsylvania, onde se decidia a sucessão do falecido congressista John Murtha.
No Arkansas, o cenário não foi tão negro para a senadora democrata Blanche Lincoln que venceu a sua eleição primária. Contudo, a sua vitória, por uma ínfima margem e sem conseguir maioria absoluta, não foi suficiente para evitar uma segunda volta, contra Bill Halter, o candidato apoiado pela ala mais liberal dos democratas. O apertado resultado de ontem, combinado com mais duas semanas de campanha, fazem deste novo acto eleitoral uma corrida cujo desfecho é imprevisível.
Ainda no Sul, mas no Estado do Kentucky, realce para a esmagadora vitória de Rand Paul, o filho de Ron Paul e o candidato apoiado pelo Tea Party, sobre os dois concorrentes preferidos pelo establishment do GOP. Assim, defrontará, em Novembro, o democrata Jack Conway que, por sua vez, arrecadou a nomeação do seu partido. Esta vitória de Paul coloca a discussão por este lugar no Senado americano no centro das atenções, visto que as suas ideias e posições fogem do mainstream político americano. Contudo, o Kentucky é dos estados mais conservadores da América, o que permite a Rand Paul ser visto como o favorito à vitória.
Em jeito de rescaldo, ficam bem evidentes as dificuldades para os políticos de Washington, a quem os eleitores culpabilizam pela má situação económica do país e pelo clima de guerrilha política entre os dois partidos. Este cenário, a manter-se até Novembro, pode trazer grandes dissabores para os actuais detentores de cargos públicos e uma grande mudança no figurino do Congresso norte-americano.
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