Nota: A FEMA (Federal Emergency Management System) é a agência federal norte-americana responsável pela resposta a qualquer desastre que ocorra no solo dos Estados Unidos.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
O Sandy soprou a favor de Obama
O furacão Sandy foi uma castástrofe natural que provocou dezenas de vítimas mortais, centenas de desalojados e milhões de dólares de prejuízo. Assim sendo, é um pouco constrangedor retirar conclusões políticas de uma tragédia deste género, mas a verdade é que essas leituras têm de ser feitas, especialmente quando estamos a poucos dias de uma eleição presidencial disputada ao milímetro.
Como já tinha escrito, Mitt Romney, sem nenhum cargo oficial para desempenhar, pouco ou nenhum trabalho teria a mostrar na gestão desta crise. Assim sendo, as atenções estavam concentradas no Presidente e Barack Obama esteve à altura dos acontecimentos, não cometendo os erros da Administração Bush aquando do Katrina (aliás, é bem provável que, desde aí, o overreacting seja a norma).
Obama, que deixou a campanha para lidar de perto com o acontecimento que ameaçou a Costa Leste dos Estados Unidos, geriu a situação com mestria, fazendo questão de se mostrar empenhado em abordar os problemas e em dirigir-se às zonas mais afectadas para consolar as vítimas do Sandy. O seu melhor momento foi a forma como coordenou os esforços com Chris Christie, o carismático Governador republicano de New jersey que veio mesmo a público elogiar o trabalho de Obama na resposta ao furacão. Apesar de ainda não se estarem a verificar nas sondagens eventuais efeitos desta gestão da crise por parte de Obama, é praticamente certo que o Sandy veio dar uma ajuda às hipóteses de reeleição para o actual Presidente.
Para Mitt Romney, esta é uma situação deveras ingrata, dado que o nomeado republicano ficou como que de mãos atadas numa altura crucial da campanha eleitoral. Ainda por cima, imagens como a que ilustra este post funcionam muito melhor do que dezenas de anúncios televisivos.
Edit: O Mayor de New York City, Michael Bloomberg, também anunciou hoje o seu apoio a Barack Obama, tendo afirmado que a forma como o Presidente lidou com o Sandy foi o factor decisivo na sua escolha.
Edit: O Mayor de New York City, Michael Bloomberg, também anunciou hoje o seu apoio a Barack Obama, tendo afirmado que a forma como o Presidente lidou com o Sandy foi o factor decisivo na sua escolha.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
O Sandy também atinge a campanha eleitoral
Até ver, ainda não houve nenhuma surpresa de Outubro e a campanha eleitoral tem decorrido dentro da normalidade, sempre que nada de muito inesperado altere totalmente a mensagem de qualquer uma das candidaturas à Casa Branca. Contudo, a poucos dias da noite de todas as decisões, o furacão Sandy veio colocar em sobressalto a Costa Leste dos Estados Unidos, com milhões de cidadãos norte-americanos a temerem as consequências de um desastre natural destruidor.
Com populações deslocadas ou abrigadas nas suas casas ou em abrigos comunitários, não existem, naturalmente, condições para a realização de eventos de campanha nas zonas mais afectadas e, com os candidatos a quererem evitar a imagem de festas partidárias ao mesmo tempo que cidadãos americanos estão a passar por dificuldades, serão muito poucas as acções de campanha em outras zonas, como na Florida ou no Midwest.
Assim, podemos esperar, nos próximos dois ou três dias, uma espécie de suspensão da campanha. Para Barack Obama é tempo de regressar à Casa Branca e daí seguir os acontecimentos e tomar as medidas necessárias para responder a eventuais problemas. Já Mitt Romney terá mais dificuldades em "aparecer" durante este período, já que não possui qualquer cargo de governação e se for demasiado interventivo corre o risco de ser acusado de estar a tentar retirar dividendos políticos de uma crise.
Não se pense, porém, que o Sandy foi uma dádiva para a campanha democrata. É certo que se a Administração Obama não cometer erros na gestão da crise e se o Sandy não provocar danos catastróficos, então o Presidente pode sair bem na fotografia, reforçando o seu papel de Commander-in-Chief. Contudo, caso o furacão provoque estragos de monta e surjam muitas críticas à resposta federal, o mais certo é que o Sandy se torne no último grande evento com que Obama terá de lidar enquanto Presidente dos Estados Unidos. Por isso, até pode muito bem acontecer que o Sandy seja a surpresa de Outubro da corrida de 2012.
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