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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Debate no New Hampshire

Realiza-se hoje o segundo debate entre os candidatos à nomeação presidencial pelo Partido Republicano. Contudo, este é o primeiro a reunir todos os principais nomes da corrida, já que Mitt Romney, Newt Gingrich e Michelle Bachmann não participaram no debate de estreia, que teve lugar na Carolina do Sul, no início de Maio.
Desta vez, o evento decorrerá no fundamental Estado do New Hampshire, sendo transmitido pela CNN (1h da madrugada em Portugal) e apoiado pelo influente jornal New Hampshire Union Leader. Assim, as atenções estão viradas para Mitt Romney, o grande favorito a vencer as primárias do granite state e, como tal, o alvo a abater por parte dos restantes concorrentes. Tim Pawlenty parece ser o mais propenso a atacar Romney, em especial a reforma da saúde do Estado do Massachussets que Romney aprovou enquanto Governador daquele Estado. Newt Gingrich, por seu lado, tentará provar que a sua campanha é para continuar depois da implosão da semana passada, enquanto Bachmann, Rick Santorum e Herman Cain lutarão pelo estatuto de número um entre os candidatos mais à Direita. Last but not least, Ron Paul será o representante da ala libertária, sendo, tradicionalmente, um dos mais fortes participantes em debates, como provou durante a campanha presidencial de 2008.
Apesar de o debate ser apenas para os candidatos republicanos - Barack Obama não tem, que se saiba, oponentes nas primárias do seu partido - os democratas não deixarão aos seus adversários o monopólio da narrativa política. Assim sendo, o Partido Democrata preparou uma resposta, em pleno New Hampshire, àquilo que se disser no debate de logo à noite, através de Robert Gibbs, antigo porta-voz de Obama e que volta, desta forma, à primeira linha do combate político. E a Gibbs não deverá faltar a que responder e contra-atacar, já que é previsível que Obama seja alvo de duros e constantes críticas durante o debate de hoje.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Newt Gingrich avança

Em 2000 e 2008, Newt Gingrich flirtou com a ideia de se candidatar à Presidência. Contudo, em ambas as ocasiões ficou apenas pelas intenções, não chegando a avançar com a ideia de uma campanha presidencial. Por isso, as auto-declaradas ambições presidenciais do antigo Speaker da Câmara dos Representantes eram vistas mais como uma oportunidade de vender os seus (muitos) livros, do que propriamente uma genuína pretensão de concorrer à Casa Branca. Mas, ao que parece, desta vez Newt pretende mesmo tentar a sua sorte nas primárias do GOP, devendo hoje mesmo apresentar a sua candidatura oficial através das redes sociais Twitter e Facebook. 
Gingrich promete fazer uma campanha a nível nacional, lutando em todos os Estados, não considerando nenhum como inalcançável. O seu estatuto, adquirido nos anos 90, garante-lhe um reconhecimento a nível nacional, o que é uma vantagem comparativamente a outros candidatos que necessitam de se familiarizarem com o grande público. Por outro lado, a imagem negativa com que abandonou a liderança do Congresso, marcada pelo seu papel no encerramento do governo federal, têm ainda repercussões junto do eleitorado.
Penso que Newt Gingrich não terá grandes possibilidades de conseguir a nomeação republicana e muito menos de derrotar Barack Obama no Outono de 2012. O seu passado como Speaker, os escândalos pessoais - já vai no terceiro casamento - que o prejudicam com o eleitorado muito conservador das primárias do GOP e o facto de nunca ter sido eleito para algo mais do que congressista fazem dele um vencedor pouco provável. Todavia, o anúncio da sua candidatura deverá pressionar outros candidatos conotados com o establishment do GOP (Mitch Daniels é o exemplo mais gritante)a decidirem-se pela entrada ou não na corrida presidencial. Apesar de dificilmente poder vir a vencer, a verdade é que a entrada do ex-Congressista na corrida irá trazer ainda mais pimenta e emoção à contenda pela nomeação republicana.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Obama 2012

Em anos de eleições presidenciais onde o detentor do cargo procura um segundo mandato, é normal que se fale mais da luta pela nomeação do partido contrário, uma contenda totalmente em aberto, ficando as primárias do partido do Presidente, que não passam, tradicionalmente, de uma mera formalidade, para segundo plano.
Em 2012, não é crivel que Barack Obama seja ameaçado pela sua Esquerda, devendo ser o candidato único do Partido Democrata à Casa Branca. Contudo, a máquina política de Obama não parece querer passar ao lado da época de primárias e, segundo um excelente artigo de Dan Balz do Washington Post, estará a preparar-se para montar estruturas nos early states do calendário das primárias (Iowa, New Hampshire, Nevada e Carolina do Sul), de forma a não permitir que a enorme presença e disputa dos candidatos republicanos por esses Estados nas primárias, onde o Presidente estará, sem dúvida nenhuma, na mira de todos os concorrentes do GOP, prejudique irremediavelmente as suas hipóteses nesses locais aquando da eleição geral.
A campanha de reeleição de Barack Obama poderá começar a qualquer momento. O seu staff, liderado por Jim Messina e David Axelrod, está já preparado para, a partir de Chicago, onde estará localizada a sede de campanha, ajudar o seu chefe a ser eleito para um segundo mandato à frente dos destinos dos Estados Unidos. Surgem também rumores das primeiras movimentações da equipa financeira de Obama, que espera bater um novo recorde de angariação de fundos. Em 2008, o candidato democrata superou todas as expectativas, amealhando cerca de 750 milhões de dólares em contribuições para a sua campanha. Em 2012, o objectivo será atingir a incrível marca de um bilião de dólares. Para isso, o actual presidente conta com a ajuda dos pequenos doadores, fundamentais na sua primeira eleição, mas também com as contribuições dos "tubarões", que poderão ser facilitadas pelo peso selo presidencial.
A presidência será, de facto, uma grande vantagem para Barack Obama no trilho da campanha, já que além da notoriedade e deferência que o cargo lhe confere, contará com várias comodidades com que o seu adversário não poderá contar, como voar confortavelmente no Air Force One. Por outro lado, não poderá fazer da campanha um emprego em full time, já que terá de dividir o seu tempo com as obrigações da governação do país. Ainda assim, o saldo é sempre positivo para o Presidente.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Há quatro anos atrás...

Parece que já foi há uma eternidade, mas há quatro anos atrás, no dia 10 de Fevereiro de 2007, o então Senador pelo Illinois há apenas dois anos, Barack Obama, anunciou a sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos. O seu discurso, sob um frio gélido e diante da State House do Illinois, em Springfield, marcou o início de uma extraordinária jornada, que duraria quase dois anos e que culminaria com a chegada de Obama à Casa Branca.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"Stay on message"

Um dos elementos mais importantes e decisivos de qualquer campanha eleitoral é a escolha de uma mensagem simples, clara e que defina o político em causa junto do grande público, de modo a que os eleitores percebam e identifiquem o que esse candidato defende e aquilo a que se opõe. 
Um bom exemplo disso mesmo foi a campanha presidencial de Barack Obama que, em 2008, escolheu como grandes temas da sua candidatura a mudança e a esperança, bem explícitos nos principais lemas da campanha - Yes we can e Change we can believe in - além, claro está, da ruptura com os anos de governação Bush. Ou seja, os americanos podiam nem saber muito bem que políticas e ideias Obama pretendia implementar se chegasse à Casa Branca, mas, através da mensagem que transmitiu, o jovem senador do Illinois  seduziu-os e entusiasmou-os, fazendo com que se deslocassem até às urnas para votar em números recordes.
Contudo, quando analisamos a presente campanha eleitoral para as eleições intercalares, percebemos que, desta vez, a vantagem em termos de mensagem está toda do lado republicano. Um pouco por todo o país, os candidatos republicanos a governadores, senadores ou congressistas falam praticamente a uma só voz, passando a mesma mensagem e tendo o mesmo discurso, baseado em alguns soudbytes que todos entendem: é necessário baixar os impostos, diminuir o peso do Estado e reduzir o défice, para que o sector privado possa recuperar o fulgor de outros tempos, criando riqueza e emprego. Esta é uma mensagem facilmente compreensível, o que faz com que todos os americanos, concordem ou não com ela, saibam e percebam o que é que os republicanos defendem.
Já do lado democrata a história é outra. Não existe uma mensagem unificada e estruturada que ajude os eleitores a perceber quais são os projectos e as ideias do Partido Democrata. Não existe, em geral, um fio condutor comum às campanhas dos vários candidatos democratas. Pelo contrário, estes parecem divididos e numa situação de "cada um por si". Veja-se que, em relação à reforma da saúde, há democratas que fazem campanha a defender a legislação, enquanto outros a criticam ou a ignoram, o que exemplifica na perfeição a confusão e divisão que reina no seio democrata. Por outro lado, o facto de vermos democratas a criticarem a liderança do seu partido, nomeadamente a speaker Nancy Pelosi, não é, de todo, um sinal positivo de bom ambiente partidário.
Esta é, a meu ver, uma das causas para a hecatombe democrata que se vislumbra para a noite de 2 de Novembro. Os liberais, à falta de um alvo claro e reconhecido nacionalmente, como foi George W. Bush em 2006 e 2008, não conseguiram definir e montar uma mensagem conjunta e eficaz. Pelos vistos, não aprenderam com os sucessos recentes, nem cumpriram um dos principais conselhos de qualquer assessor político que se preze: "stay on message!".

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Uma derrota democrata é uma derrota para Obama?

Em cada ano de eleições intercalares é norma associar-se os resultados desse importante momento eleitoral à prestação do presidente em exercício na Casa Branca. 2010 não é excepção e, apesar do nome de Barack Obama não constar dos boletins de voto nas eleições que se aproximam, a verdade é que os resultados de  2 de Novembro, irão, pelo menos em parte, ser lidos como se um referendo à presidência de Obama se tratasse. Assim, os previsíveis maus resultados para os democratas nas midterms representarão sempre uma pesada derrota para o líder do Partido Democrata. Contudo, esse revés eleitoral, poderá não ser uma má notícia para Barack Obama. 
Actualmente, os democratas controlam a Casa Branca e têm largas maiorias nas duas câmaras do Congresso. Mas, após as eleições intercalares, o partido de Obama poderá perder o controlo da Câmara dos Representantes e irá, certamente, ver a sua maioria no Senado reduzir-se substancialmente (a recuperação da câmara alta por parte do GOP é improvável), o que impedirá os democratas de anular qualquer fillibuster republicano. Desta forma, Obama e os democratas terão de procurar acordos e entendimentos com a oposição republicana, de forma a conseguir apoios e votos suficientes para fazer passar as suas propostas no Congresso. Se o conseguirem - e é obrigatório que o façam - isso envolverá o Partido Republicano no processo político e legislativo, reduzindo, pelo menos em parte, o ónus da governação dos democratas, que não serão, então, os únicos a terem de assumir as responsabilidades pelo estado da nação e, principalmente, da economia diante dos cidadãos americanos.

Num cenário deste género, Barack Obama poderia assumir uma postura mais presidencial, deixando de lado a figura de líder do partido que controla totalmente a administração federal, para passar a representar o papel de figura unificadora e conciliadora de Presidente dos Estados Unidos da América, indispensável para conseguir acordos entre os dois partidos no Congresso. Estaria assim lançada a sua recandidatura e facilitada a sua campanha presidencial de 2012.

Mas, mesmo aceitando que as suas hipóteses de reeleição saíssem reforçadas com uma derrota democrata nas eleições para o Congresso que se aproximam (no caso dos governadores a história é outra), Obama não deixará de ser fiel e leal ao seu partido, ajudando, naquilo que estiver ao seu alcance, os candidatos democratas no trilho da campanha. Dessa forma, estará também a ajudar-se a si próprio, pois dentro em breve será ele próprio a precisar do apoio da estrutura partidária e dos democratas na sua batalha por um segundo mandato.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Game change

Quando se pensava que a campanha presidencial já tinha sido dissecada e esmiuçada ao máximo e que o livro The Audacity to Win, da autoria do director de campanha de Obama, David Plouffe, tinha representado o ponto final neste assunto, eis que surge uma nova publicação sobre este tema. Game Change é o nome da obra; Mark Halperin, jornalista da Time, e John Heilemann, da New York Magazine, são os seus autores.
O lançamento desta obra veio provocar um autêntico furacão na política americana, já que o livro, em vez de ser apenas mais do mesmo, está recheado de declarações exclusivas e bombásticas. As polémicas são mais que muitas e estendem-se a várias personalidades de ambos os partidos. Desde a má relação entre Barack Obama e Joe Biden, até ao novo caso extra-conjugal de Bill Clinton, durante as primárias Democratas, passando pela insuficiente investigação de Sarah Palin, por parte da campanha de McCain (os autores revelam mesmo que Palin não sabia que existem duas Coreias e que pensava que Saddam estava por detrás do 11 de Setembro), há revelações para todos os gostos.

Esta publicação traz novos dados sobre a campanha mais mediatizada e seguida na história da política mundial. E, visto que os seus autores são jornalistas conceituados e experientes nos meandros políticos de Washington D.C., pode esperar-se alguma fiabilidade e credibilidade deste livro e dos factos nele constantes. Eu já encomendei uma cópia no amazon. Espero que valha a pena...